quarta-feira, 15 de outubro de 2014

ESPETÁCULO SOBRE INFÂNCIAS "PEDRAnoLAGO" ESTRÉIA COM PESQUISAS DE 2 ANOS e JOVENS ATORES

Simbiose Teatral "PEDRAnoLAGO" estréia em São Paulo no Teatro Alfredo Mesquita, hoje, quinta-feira, dia 16 de Outubro às 19h30 - entrada franca (ingressos retirados 1 hora antes do espetáculo nas bilheterias do teatro) Av. Santos Dumont, 1770 (a 100 metros da estação Tietê do metrô) www.facebook.com/casaortaetica

Meu Deus nem parece mas já é amanhã
Pré estréia PEDRAnoLAGO
Peça de teatro do oprimido que trata de momentos vividos e compartilhados em um estudo de 2 anos com mais de 100 jovens de diversas idades.
Teatro Alfredo Mesquita, Praça Campo de Bagateli. às 19 horas.
Entrada franca até a lotação do espaço.
Venham nos assistir e se emocionar.

domingo, 26 de junho de 2011

Arte, vídeo-maiking e cidadania: blog

É incrível o que boas ideias, criatividade, reflexão e recursos simples podem fazer.
Alunos da EMEF Antonio Carlos de Andrada e Silva, na Zona Leste de São Paulo, produziram um curta sobre Consciência Negra que precisa ser visto e compartilhado.
Confiram no blog Clima de Favela: http://climadefavela.blogspot.com/2011/02/curta-sobre-consciencia-negra.html?showComment=1309088144669#c8416745333742551436 , e não deixem de comentar para os meninos!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

DANÇA PARA CRIANÇAS

a partir de 3 anos

A proposta de “Dança para crianças” visa o desenvolvimento pleno do ser humano. Para isso tem como
meta mobilizar o potencial expressivo da criança em sua relação com o espaço, com o corpo e com o movimento. Nos encontros semanais, as crianças pequenas experimentam possibilidades de movimento, exploram o espaço, inventam suas próprias danças, compartilham as suas idéias, e com isso aprimoram a coordenação motora, a musicalidade e a orientação espacial de maneira lúdica e criativa.

RESPONSÁVEL:

Melina Sanchez: Mestre em Educação pela Universidade Federal de São Carlos; Graduada em Terapia Ocupacional pela mesma universidade; Especializada em Dança Educação pelo Trinity Laban (Londres) e Caleidos Arte e Ensino. Desde 1997 vem atuando na interface com Educação Musical e ministrando aulas de Dança para bebês,crianças, jovens e pessoas com deficiência.
Trabalhou no Programa Fábricas de Cultura da Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo com formação continuada de arte educadores. Atualmente é integrante da Caleidos Cia de Dança, professora na Pós Graduação em Educação Musical Faculdade Cantareira e na Graduação em Música / UAB da UFSCar.

HORÁRIO: 4ªs-feiras

8:30 às 9:30 – Crianças de 3 a 5 anos
9:30 às 11:00 – Crianças de 6-8 anos

LOCAL: Estúdio Flamenco Ale Kalaf
Rua André Casado, 258 - Pompéia  (Transversal da Av. Pompéia)
São Paulo
Contato: (11) 8490 7000 - Melina

domingo, 12 de dezembro de 2010

Seria engraçado se não fosse trágico


Como prometido na Campanha Eleitoral: Investimento na Educação.
550 mil Reais de investimento em valorização da diversidade cultural e sexual.
Porque não investiram no salário dos professores?
A "comissão de direitos humanos e minorias", querem distribuir um Kit gay para alunos que conterá um DVD onde um menino vai ao banheiro e quando entra um coleguinha, ele se diz apaixonado pelo outro coleguinha.

Seis mil escolas receberão um kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais.

No vídeo Encontrando Bianca, um adolescente de 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem. Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada. Sem falar nas meninas dando beijo de língua pra valorizar a diversidade sexual.

Veja o vídeo e a matéria completa e tire suas próprias conclusões.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Carrossel animado no SBT: como assim, boneco pelado?

Oque há na vinheta do SBT para crianças? Um ET pelado? Seria o ET Bilu? Pra piorar, saiu matéria num site americano falando sobre a estranha semelhança (plágio,mesmo) com os ETs do jogo "The Little Big Planet", do Playstation 3. Veja abaixo os vídeos e fotos. Mais uma vez os pedófilos agradecem a ajuda. Já não é preciso explicar oque é aquilo pendurado.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Quando eu era menina - por Lya Alves

"Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino".

Paulo de Tarso.


Quando eu era criança, adorava brincar com umas bonequinhas de papel que vinham numa cartela com roupas de papel. Por muito tempo foram as únicas bonecas que eu gostava de brincar, porque, sendo de papel, eu podia criar roupas novas o tempo todo e assim, nunca era o mesmo brinquedo. Com o tempo, passei a fazer as minhas próprias bonecas. Mais adiante, passei a vender as bonecas e as roupas para minhas amigas da escola.











O desenho acima foi feito quando eu tinha 8 anos de idade. Os graffiti abaixo foram feitos hoje.


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

10 coisas que as crianças deveriam aprender sobre a escola

Algumas coisas eu gostaria que tivessem me ensinado na escola, sobre a própria escola:


1 - O ensino pode te deixar burro.
O ensino é passado de acordo com o modo capitalista de produção, seguindo a lógica da especialização, mas isto te transforma em uma pessoa com uma visão limitada da realidade. Por isso você aprende história, geografia, matemática, português e literatura como disciplinas isoladas: para que tenha uma visão limitada da realidade e não consiga relacionar os acontecimentos e ter uma visão de mundo distorcida. Resumindo: eles te ensinam errado e não te ensinam oque é importante sobre Hegel, o cara que disse que "ao ver a árvore pode se perder de vista a floresta".

2 - "Estudar muito para conseguir um bom emprego" é um conselho defasado.
O ensino é apresentado de acordo com o modo capitalista de produção, seguindo o modelo que funcionava bem para a revolução industrial. Mas o conselho: "estudar muito e conseguir um bom emprego" está defasado. Uma boa dica de leitura que não vão dar pra você ler na escola, mas é fundamental para seu sucesso: "Pai Rico, pai pobre", de de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter.

3 - O primeiro e o segundo grau não servem para nada, nem para passar no vestibular.
Você precisará de cursinho preparatório, mesmo que seja um bom aluno. Gostaria que tivessem me explicado isso, e que tivesse a opção de escolha. Já que o cursinho é inevitável, eu faria um supletivo do segundo grau , e o tempo anterior, eu teria estudado música, arte, literatura, fotografia, alemão, francês, coisas que eu uso de verdade.
4 - Estão fazendo do seu cérebro um computador sem CPU.
Quando eu era criança, não era conhecida a conversa sobre "inteligência emocional", nem sobre "inteligências múltiplas". Teria evitado muitos conflitos profissionais e aborrecimentos desnecessários. Mas continua sendo assunto desconhecido no segundo grau. Claro, é psicologia! Mas os alunos estão sendo preparados pra que? Não é pra vida profissional? Não , não é. Estão sendo preparados para nada. Estão apenas recebendo informações sem propósito nenhum. Ah! Se eu soubesse que estavam fazendo do meu cérebro um depósito de informações sem dar a ele a capacidade de processar tudo isso...

5 - Definitivamente, você não pode saber oque quer. Se souber, é mera coincidência.
As grandes decisõs são tomadas a partir dos 21 anos. Explico. Há uma área do cérebro que é responsável pela tomada de decisões importantes. Esta área só está completamente formada por volta dos 21 anos. Assim, um adolescente não pode saber oque quer da vida. Mas se contassem isso, as empresas que fazem orientação vocacional estariam enrascadas.
6 - A escola não te ajudará em nada, caso você seja um artista.
A maioria das professoras do primeiro grau não fez curso algum de arte-educação, não são artistas, não vão a museus, não tem convivência com arte e ganham muito mal para comprar os caros livros de arte. Se na aula de artes você está fazendo desenho para datas comemorativas, investigue: ou você tem uma professora alienada da arte ou você tem uma professora fantástica sendo coagida pela diretora da escola a manter o sistema. Se seu caso é a segunda opção, converse com ela fora da hora de aula e você descobrirá uma mente subversiva da melhor qualidade. E esqueça a preocupação com as notas: este tipo de professora revolucionária não se rende a notas nem a provas.

7 - Não se intimide com a sabedoria dos CDF's, nem com a burrice dos tapados.
Não há como prever o futuro, então, se tiver que aborrecer alguém, seja democrático. Bill Gates estava certo quando , nas suas dez regras para o sucesso, disse: "Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam serem uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles". mas a frase também é antiga, uma versão atualizada diria para você ser legal com os estudantes imbecis e tapados, porque você pode trabalhar para um deles também, afinal, a indústria do entretenimento faz do um imbecil um milionário da noite para o dia.

8 - A escola não respeita seus horários.
Gostaria que tivessem me explicado sobre o relógio biológico, que a escola nunca respeitou. De quem foi a idéia brilhante de colocar a primeira aula (aquela, às 7:00h da madrugada)?
9 - Não confronte professores malvados.
A coisa mais estúpida que um aluno pode fazer é provocar a ira de um professor. Recomendação especial: se você tem um professor daquele que não gosta de dar aula, que é arrogante, ou burro, não confronte a burrice dele. Se estiver preocupado com seus colegas, ensine a eles depois da aula. Lembro de Miguel, professor de português, que explicou o modo imperativo expulsando da aula o melhor aluno da sala (o aluno o havia corrigido num dos seus muitos erros terríveis de ortografia) e disse: "viram? Isto é o modo imperativo. Eu imperei sobre o aluno". Não confronte este tipo de besta, elas são selvagens e gostam de pegar alguém para exemplo. O bode expiatório pode ser você. "A Arte da guerra", de SunTzu  é uma boa literatura em caso professores belicosos(outro livro que não vão indicar a você na escola, mas está disponível na internet para download).
10 - Aproveite o dia.
Seu tempo na escola será memorável quando você for mais velho. Sim, vai gerar estórias fantásticas para seus filhos, netos, amigos e para os leitores do seu blog. Aproveite. Faça amigos. Quando encontrar um professor maneiro, esqueça a burocracia da disciplina, a zombaria do grupinho de adolescentes e fique amigo dele. Você nunca vai ouvir alguém falando: "saber que a soma dos quadrados dos catetos é igual à hipotenusa mudou a minha vida", ou "minha visão de mundo mudou quando estudei sobre a guerra fria", ou "agora posso entender a importância do conhecimento da tabela periódica". Mas você nunca esquecerá o dia que seu professor falar pra você como é apaixonado pela profissão.


Lya Alves

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Graffiti especial


Quase um mês de oficina nova. Desta vez, para crianças especiais. Mas afinal, que são crianças especiais? Todas não são? Bom, meus alunos tem síndrome de down, autismo e tem até um cadeirante, e eu garanto a você que eles são mais do que especiais, mas rótulo não é legal pra ninguém. Eu não gostaria que me conhecessem apenas como a “convulsivante” do local. Eles são diferentes, mas quem é comum?
O grande lance é que pra lidar com a tchurminha precisamos sair da nossa zona de conforto, precisamos ir até eles, entrar no mundo deles. E nem sempre estamos a fim de dar a aula para o aluno, por incrível que pareça. Queremos o domínio da sala de aula, onde fazemos as regras e temos total controle sobre tudo e todos. Mas com eles não é assim. Pra entrar no mundo do autista, você tem que gostar do que ele gosta, fazer oque ele faz e esta é a senha de entrada. A senha para os que tem síndrome de down é chronos: você precisa virar adolescente também. Para o cadeirante, a senha é entender a cadeira de rodas como parte dele, não como um objeto. Como seria legal se os meus professores tivessem viajado comigo: no tempo, no espaço, no coração.

Hoje eu parto do seguinte princípio: um aluno que pode decorar quem são os X-Men, seus poderes, identidade secretas, biografias, amigos e inimigos podem aprender qualquer coisa. Basta tornar o ensino atraente. Todas as aulas deveriam ser, mas alguém decidiu que o ensino tinha que ser um inferno para os alunos, o calvário da infância e adolescência, e conseguiu muitos adeptos. Minha irmã está fazendo supletivo, apanhando da matemática, como eu apanhei um dia. Mas na minha escola, não era nota, era conceito. Você não podia apenas tirar um zero humilhante numa matéria que você não conseguia entender nada: você tinha conceito. “I”, de insuficiente para os professores, ou “ignorante”, “idiota”, “imbecil”, entre os colegas de classe. Eu a consolei: “olha, Einstein também era péssimo em matemática”. Mas ela ainda tinha um problema pela frente, aliás, como se tratava de matemática, ela tinha vários problemas pela frente. Não sei se fiz bem. Mas minha irmã já tem idade o suficiente pra saber que não vão ensinar a teoria das supercordas na aula de física, que ela nunca vai decorar a tabela periódica e que há regras para interpretação de texto que somente são ensinadas quando você estuda para concurso público, e não na escola.

Ah, não dá pra esconder a bronca da matemática. Eu tive bons professores nesta matéria, aliás, professores impressionantemente fantásticos,do tipo que marca uma aula só com você até que você enteeda, mas não conseguia aprender. Como eu ia aprender uma matéria onde você não pode se distrair? Eu, artista? Eu sabia tudo sobre os Beatles e os Rolling Stones, e conhecia B.B.King aos nove anos de idade, e também Gal Costa, Chico e Caetano. Sabia quem era Portinari e Freud, mas isso não me ajudava com a matemática. Os problemas começaram com o MDC. Daí por diante, foi uma via-crúcis. E tudo oque eu uso hoje são as operações básicas, com a calculadora, que tem no celular. Uso muito, pra fazer os cálculos dos metros da madeira para os quadros, a conversão de medidas, preciso saber o preço da lata de tinta, valor comparado a quantidade. E só.

Bem, estou feliz com a aula de ontem, os alunos me surpreenderam. Começamos um mural com letras, oque era importante, porque assim, sem querer, eles vão aprendendo as letras. Alguns ainda não articulam palavras, e outros ainda tem dificuldades com o aprendizado. Mas como é uma “tchurminha’ interessante. Eles estavam com o tradicional medo de se sujar, mesmo eu tendo avisado que eles se sujariam muito, e mesmo usando uma roupa mais velha para este fim, eles estavam preocupados. Estratégia? ”Tia Lya, você ta fazendo oque? Olha, gente, tia Lya tá com a mão dentro da lata de tinta”...”tia, você se sujou...”e gargalhadas rolaram na liberdade do pôr do sol fresquinho em Piratininga.

Lya Alves
http://www.lyaalves.com/
http://www.intercambioculturalarts.com/