quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Curso no Instituto Brincante, em SP


A Arte do Brincante para Educadores
Desenvolvidos em oito módulos, com encontros semanais ou mensais, o curso oferece um espaço para a reflexão e um repertório de canções, brincadeiras, histórias e procedimentos que auxiliam no desenvolvimento tanto da criança quanto do educador.

Horários
Turma A > Quartas-feiras das 18h00 às 22h00
Turma B > Sextas -feiras das 13h00 à 17h00 | Sábados e domingos das 09h00 às 16h00 (sendo um final de semana por mês).
Novas turmas > Inscrições a partir de 30/01/2009

Maiores informações na secretaria do instituto 3816 0575 ou pelo e-mail: contato@institutobrincante.org.

Cronograma

1 - Março - Danças Brasileiras
Prática das formas de dança presentes nos Folguedos populares brasileiros , bem como estudo e reflexão sobre a sua função na educação brasileira.
Ministrante: Rosane Almeida
Programação:
1.Os brincantes e o Folguedos Popular;
2. A trajetória dos folguedos populares;
3. A memória e o corpo;
4. O corpo da natureza e a natureza do corpo.

2 - Abril - Por uma educação da sensibilidade.
Abordagem do processo de desenvolvimento da criança, a partir de relatos e de imagens da cultura infantil, compreendendo o brincar como o ato do conhecimento sensível, iniciador do processo criador humano.
Ministrante: Maria Amélia Pereira (Péo)
Programação:
1. Singularidade e universalidade do brincar;
2. Relação do homem com a natureza e a cultura no ato do brincar;
3. O tempo cíclico e sua relação com o tempo da infância;
4. O conceito de aprendizagem compreendido como a aventura da consciência.

3 - Maio - Música das manifestações populares da cultura brasileira.
Iniciação ao universo dos toques, instrumentos e cantos da música brasileira.
Ministrante: Eugênia Nóbrega
Programação:
1. A gaita dos caboclinhos;
2. Loas, toadas e cantigas;
3. O batuque do pandeiro, o balanço do Ganzá, o toque da caixa, o baque da alfaia.

4 - Junho - Figuras e adereços dos folguedos populares.
Confecção, utilização e manipulação de figuras, (míticas e típicas) presentes no teatro, na dança e nos folguedos da tradição popular brasileira.
Ministrantes: Cristina Cruz e Maria Henrique
Programação:
1. As figuras do imaginário popular brasileiro;
2. Os tipos e arquétipos;
3. Adereços (natalinos, juninos e carnavalescos).

5- Agosto - Contos e histórias tradicionais.
Estudo e exercício das diferentes formas de contar da tradição oral, vistos como instrumento de educação.
Ministrante: Cristiane Velassco
Programação:
1. Ouvir histórias;
2. Relatos orais e visuais sobre a experiência de contar histórias;
3. Iniciação à pratica de contar histórias.

6 - Setembro - Iniciação à cultura da criança
Reflexão sobre as múltiplas dimensões da cultura infantil buscando uma compreensão mais ampla e sensível do universo da criança a partir de uma experiência renovada do brincar.
MInistrante: Lydia Hortélio
Programação:
1. Cultura infantil na arte dos povos;
2. Música tradicional da infância .Repertório de cantigas;
3. O objeto brinquedo;
4. Natureza: a casa da criança.

7 - Outubro - A Palavra Poética
Introdução à poética popular brasileira através da prática e estudo de suas formas e gêneros.
Ministrante: Lucilene Silva e Convidados
Programação:
1. Roda de versos;
2. A arte da cantoria;
3. Romanceiro e tradição oral;
4. Literatura de Cordel.

8 - Novembro - Construção de brinquedos
Construção de brinquedos presentes na cultura tradicional infantil brasileira a partir do estudo da riqueza de suas formas e mecanismos.
Ministrante: Adelson Murta
Programação:
1. Brinquedos com o corpo;
2. Brinquedos com a natureza;
3. Brinquedos com materiais recicláveis;
4. Brinquedos sonoros.

Sobre os ministrantes

Rosane Almeida – Estudou arte circense entre os anos de 1983 e 1993 no Circo Escola Picadeiro, em São Paulo. Fez cursos na Escola Superior das Artes do Circo, em Châlons-sur-Mane, na França, e na Scuola e Teatro Dimitri, em Versio, Suíça. À sua formação circense somou estudos e atuações em dança, teatro e música, numa constante investigação das manifestações populares brasileiras. Participou da concepção e como atriz-dançarina dos espetáculos “Brincante”, “Segundas Histórias”, “Na Pancada do Ganzá” e “Madeira que Cupim Não Rói”, de Antonio Nóbrega. Com ele fundou em 1993 o Teatro e Escola Brincante, o qual dirigem juntos, e onde leciona aulas de dança.

Maria Amélia Pereira (Péo) – Nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, 1942. Pedagoga, formada em 1987 em Cinesiologia e trabalha desde essa época na área). Orientadora Pedagógica da Escola Vera Cruz, em São Paulo (de 1965 a 1976 e de 1982 a 1986); fundadora e orientadora pedagógica do Centro de Estudos da Casa Redonda, em Carapicuíba, São Paulo (desde 1985); coordenadora do Programa do Núcleo Experimental de Atividades Culturais da Prefeitura Municipal de Salvador (de 1979 a 1982); assessora pedagógica da Unidade de Tratamento de Paralisia Cerebral do SARAH – Instituto Nacional de Medicina do Aparelho Locomotor (1978/79). Membro do Conselho Internacional do IPA – International Playing Association for the Child’s Right to Play (de 1990 a 1999).

Cristiane Velasco – Formada em Artes Plásticas pela FAAP, com Especialização em Arte Educação pela ECA-USP, atualmente trabalha como educadora no Centro de Estudos Casa Redonda. Cursou diversas oficinas – cantigas, brincadeiras, poesia e danças populares brasileiras – no Teatro e Escola Brincante. Iniciou-se na arte de contar histórias orientada por Regina Machado e foi integrante da Cia Palavra Viva: Contadores de Histórias. Em 1998 criou o projeto “ Dançando Histórias que desde então vem apresentando para crianças e adulttos, buscando reunir contos, danças e cantigas tradicionais.

Cristina Cruz – Psicóloga, com especialização em teatro-educação e arte educação, eterna aprendiz em busca do conhecimento no mestrado na área de arte educação. Brincante da Casa Redonda (Centro de Estudos), trabalha com crianças do jardim da infância. Atuante na OCA – Associação de Aldeia de Carapicuíba, trabalhando com crianças e adolescentes revalorizando a nossa cultura brasileira, na construção de nossa identidade cultural e cidadania.

Eugênia Nóbrega – Estudou piano e flauta na Escola de Belas Artes, em Recife. Foi integrante do “Quinteto Armorial” e da “Orquestra Sinfônica do Recife”, como flautista, na década de 80. Na França, desenvolveu trabalhos de educação musical infantil e foi responsável pela montagem de grupos orquestrais a partir de gêneros e ritmos musicais brasileiros.

Lydia Hortélio – Nasceu em Salvador (BA), em 1932. Passou a infância em Serrinha, no sertão baiano. Formação em Música: piano, educação musical e etnomusicologia. Estudos no Brasil, Alemanha, Portugal e Suíça. Dedica-se ao ensino e à pesquisa da música brasileira e da cultura infantil. Tem participado de vários projetos de educação, buscando favorecer a inteireza e o movimento da criança, dentro do seguinte espectro: música, cultura infantil, identidade cultural e educação. Tem realizado cursos, oficinas, palestras e exposições no Brasil e no exterior.

Lucilene Silva - Formada em canto popular pela Universidade Livre de Música, atua como professora de música, desenvolvendo um trabalho pautado no repertório da música e brincadeiras tradicionais da cultura infantil. Desenvolve um projeto de implantação do Centro de Cultura Infantil da Aldeia de Carapicuíba, juntamente com o Instituto C&A, onde vem realizando pesquisa e documentação dos brinquedos e brincadeiras tradicionais da cultura infantil da comunidade da Aldeia de Carapicuíba, buscando abrir espaços nas escolas e creches da comunidade para o brincar, a música da infância e o refletir sobre a importância dos mesmos.

Adelson Murta – Formado em Artes Plásticas pela UFMG, vem desenvolvendo trabalhos de observação e valorização da cultura da criança. Fez parte da Casa das 5 Pedrinhas, onde desenvolveu, em parceria com a professora Lydia Hortélio, cursos, oficinas, palestras e exposições sobre o brincar em diversos Estados do Brasil e nas cidades de Kassel, Furt e Nuremberg, na Alemanha. Entre 1986 e 2003, viajou pelo interior de Minas Gerais, pesquisando brinquedos e divulgando a cultura infantil. Trabalhou com crianças em escolas formais, alternativas, rurais e especiais; com meninos de rua, em Belo Horizonte e Salvador. É autor do livro Barangandão Arco Íris – 36 Brinquedos Inventados por Meninos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

ONG Meu Guri: Desenvolve a vida e valoriza a comunidade

Peço licença ao meu querido amigo Tiago Ortaet para reproduzir a matéria publicada em seu site sobre seu trabalho na ONG Meu Guri. Além de divulgar esse trabalho belo e importante que realmente faz diferença no dia-a-dia dessas crianças, das pessoas abordadas nas intervenções artísticas e nas comunidades, serve de modelo para outros educadores.
O post original pode ser lido em seu blog http://trupeortaetica.blogspot.com/
Abraço ao Tiago e às crianças do Meu Guri!
Selma Moura



Sábado, 13 de Dezembro de 2008
MATÉRIA PRODUZIDA PELO JORNALISTA FERNANDO DO PORTAL ZN NA LINHA 2008
MEU GURI: DESENVOLVE A VIDA E VALORIZA A COMUNIDADE
Av. Guapira 920, Tucuruvi 06/Nov/2008

Imagine-se recebendo uma "injeção de alegria" na saída do Metrô depois de um duro dia de trabalho, ou então um abraço solidário de uma pessoa desconhecida e ainda por cima fantasiada. Diferente não? Pois é, estas são apenas algumas das intervenções artísticas da oficina de teatro do Núcleo de Atendimento Comunitário Meu Guri.

Trupe Ortaética alegrando o Metrô

O Programa Meu Guri é uma rede não governamental de assistência social, que atua no pré-atendimento das famílias em vulnerabilidade, ou vítimas de violência doméstica e institucional, que são encaminhadas por órgãos de proteção aos direitos da criança e do adolescente, como o Conselho Tutelar. "A idéia é que essas famílias recebam um acompanhamento diferenciado, possibilitando detectar e solucionar seus problemas com intervenções menos complexas", afirma Luiz Pereira de Souza, um dos coordenadores do projeto.

Criado em Fevereiro de 2006, o Núcleo de Atendimento Comunitário no Tucuruvi, nasceu para atender as famílias da comunidade da região. E hoje, tendo como premissa orientar e dar apoio a essas famílias, o núcleo atende cerca de 300 pessoas por mês. São atendimentos nas áreas de assistência social, acompanhamento psicológico e na arte educação.

Estas ações, além de contribuir para o fortalecimento dos laços familiares, possibilitam o processo de emancipação e inserção social. O núcleo desenvolve também outras atividades, como no curso de costura, na oficina de teatro, com o bazar beneficente e o posto Primeiro Emprego, que presta atendimento diferenciado ao jovem que procura seu primeiro trabalho.

Núcleo de Atendimento Comunitário MEU GURI - Tucuruvi

A oficina de teatro do núcleo Meu Guri tem surpreendido os arte-educadores pelo novo formato no processo de educação e pela quantidade de pessoas interessadas. "O teatro de intervenção é muito saboroso. São pessoas comuns que querem intervir no cotidiano de maneira saudável", disse o professor Tiago Ortaet. "Para os alunos é uma grande festa, pois estar na rua é totalmente diferente do palco", ressalta.

Professor Tiago Ortaet Vc tem Fome d q???

A Trupe Ortaética, como carinhosamente ficou conhecida a oficina de teatro, realiza intervenções freqüentes em locais públicos, geralmente nas estações do Metrô, onde abordam temas relevantes de maneira lúdica, como: Vc tem Fome d q???; Estatuando; Campanha de Vacinação da Alegria e Abraços Grátis", entre outros. Portanto, além de oferecer alegria a muitas pessoas, a Trupe Ortaética transforma a vida de muitas crianças.

Núcleo de Atendimento Comunitário MEU GURI - Tucuruvi
Av. Guapira 920, Tucuruvi. Fone 2201-7479

Texto: Fernando Figueiredo
Fotos: Fernando Figueiredo e projeto Meu Guri
http://trupeortaetica.blogspot.com
www.znnalinha.com.br
Crédito da imagem: Tiago Ortaet, em http://trupeortaetica.blogspot.com/2008_11_01_archive.html

sábado, 27 de dezembro de 2008

Dica para as Férias: MAE - Museu de Arqueologia e de Etnologia da USP


Fiz um curso no MAE este ano para aprender a utilizar brinquedos indígenas em aulas. A idéia é aprender aspectos da cultura a partir da leitura de objetos. Acima está a foto do grupo que participou do curso, gratuito e aberto a professores.
O final do curso é uma visita ao museu. Vale a pena ir com a família e com os alunos também. Espero poder levar os meus este ano. Para dar um gostinho e deixar vocês curiosos, seguem algumas fotos do acervo:

O acervo Formas de Humanidade se organiza em Povos Indígenas, África e Povos Mediterrâneos.

O site do museu é www.mae.usp.br, onde vocês podem ver mais informações.

Música Nova para Curtir: Rupestres Sonoros do Mawaca


Nesta bela tarde de sábado estou em casa com as duas filhotas. Enquanto organizo meus e-mails, vou ouvindo músicas deliciosas do novo cd do Mawaca, Rupestres Sonoros.

Fui ao show de lançamento, na Galeria Olido, nós quatro e meu sobrinho adolescente. Lindo! Fiquei emocionada com o olhar delicado sobre a musicalidade dos povos indígenas. Fiquei feliz por ver teatro estava lotado, a cada show vejo que o grupo atrai mais pessoas, e de origens diferentes. Comprei o cd para ouvir em casa.

No começo confesso que estranhei os arranjos, que misturam a música indígena e eletrônica. Achei muito diferente dos demais cds do grupo, mais acústicos, e fiquei pensando o que levou o grupo a se arriscar nessa mudança que poderia desagradar aos mais puristas. Depois percebi que a música, como arte que é, pede reflexão e recriação, e que o grupo não reproduz meramente o repertório que pesquisa, mas ao apropriar-se, recria as músicas. E vi que esse cd trouxe experiências sonoras interessantes, que fui apreciando cada vez mais.

Curioso que isso me ocorreu ouvindo. Ouvi o cd muitas vezes. Só hoje, umas quatro, voltando ainda mais nas músicas que foram virando favoritas. A ciranda indiana remix, por exemplo. De cara, não gostei, preferi a versão anterior. Mas agora estou apaixonada. Também me reapropriei das músicas do Mawaca.

Minhas filhas adoram também. Sabem várias de cor, já foram em dois shows, são fãzinhas da Zuzu Abu e da Sandra Oak, a quem gostam de imitar, da Magda Pucci com os cabelos diferentes e da Cris, que vêem no Baú de Histórias da TV Cultura. Meus alunos também amaram, principalmente Koitchangaré, Maracatus e Tambores de Minas, que aprenderam nas aulas de música.

Estou doida para mostrar esse cd para as crianças na volta às aulas. Acho que vão adorar o remix da Koitchangaré. Enquanto curto as férias, compartilho com vocês essa dica: CD Rupestres Sonoros, do Mawaca. Quem não conhece o grupo pode visitar o site www.mawaca.com.br e se encantar...

Bom final de semana. Vou ouvir minha atual favorita no cd, a Canção Kayapó.

Selma Moura

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo!

Minha mensagem de Ano Novo está melhor expressa nesse maravilhoso vídeo de Baz Luhrmann de modo perfeito.
Creio que ele é conhecido da maioria, mas mesmo assim vai emocionar a inspirar, como faz comigo até hoje.
Abraços a todos os arteirinhos e arteirões em 2009!

Selma Moura

BlogBlogs.Com.Br

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Crianças do 2o ano fazem expedição fotográfica pela cidade de São Paulo


Essas fotos foram tiradas pelas crianças do 2º ano na Play'sCool International School, em uma expedição fotográfica da turma pelo centro de São Paulo.

Essa atividade fez parte do projeto "São Paulo: Kaleidoscopic City" (Cidade Caleidoscópio) que as crianças fizeram integrando Artes e Estudos Sociais.

Fotografia é arte?

Como ocorre com a maioria das pessoas, confrontadas com a pergunta "O que é arte?" as crianças não pensam imediatamente em fotografia. Por isso, partimos da apreciação de algumas fotos de Gal Oppido (www.galoppido.com.br) para desenvolver um olhar sensível ao que o fotógrafo escolheu mostrar em cada foto. E as discussões foram muito interessantes!

Em paralelo, as crianças puderam manusear uma câmera digital, experimentando e descobrindo técnicas de enquadramento e iluminação, escolhendo temas para fotografar e conversando entre si sobre as fotos que faziam.

Paralelamente, foram fazendo pesquisas sobre a cidade a partir de imagens de jornais, da internet, de cartões-postais e de fotografias que trouxeram de casa.

Depois disso tudo, é hora de sair pela rua e fotografar... eis a origem das fotos acima!

(Minha parte foi a montagem dos slides para o blog.)

Selma Moura

Levantamento mostra que São Paulo tem mais de 150 salas de teatro em escolas

Levantamento feito por ator e produtor paulista - Amilton Ferreira - mostra que São Paulo tem mais de 150 salas de teatro em escolas espalhadas pela cidade.
Publicado nos jornais O Estado de São Paulo e O Globo

1- Porque a idéia de mapear os espaços Culturais? Como surgiu?
Eu tive a idéia de mapear os espaços culturais de São Paulo, porque quando a gente precisa não tem pauta nos grandes teatros.

2 - Quantos espaços já foram levantados
Mais de 150 espaços de teatros de Escolas, Clubes, Shoppings, etc...

3 - Qual é situação desses espaços (precisam de reformas?)
Os teatros são excelentes, tem boa estrutura e alguns precisam de revitalização como os Teatros: (Teatro Silvio Romero, Teatro Taib, Teatro do Colegio Cristo Rei, Teatro do Clube Guapira, Teatro do Clube da Portuguesa, Teatro da Academia Paulista de Letras, e Outros.)

4- Como é realizada a ocupação destes Espaços Culturais?
Fazendo proposta de ocupação, a nossa proposta é através de mostras de peças eatrais, oficinas, cursos de teatros etc...

5 - Como a comunidade local...

Seria legal para comunidade pois teria mais opção cultural no seu bairro, não precisaria ir no centro onde estão os principais teatros da capital de São Paulo.

6 - São uma boa alternativa para os produtores e para a população que terá
espaços de lazer próximos à residência?
Sim, com certeza.

7 - Esses espaços estão inaproveitados?
Eu acho que são mal aproveitados, são usados para uma palestra, uma formatura e só.

AMILTON FERREIRA
Fones: 11 3896-9554 / 8787-6187 / 8096-5246
E-mails: amilton.ferreira@gmail.com
Site: www.aturminhadotrololo.com.br

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Compartilhando reflexão sobre cotas

Olá, colegas,
Embora o texto abaixo não tenha uma relação direta com a temática deste blog, creio que os argumentos nele colocados são fortes o suficiente para respaldar nossa defesa da cultura popular, da arte urbana e da educação democrática que são, de fato, objetivos do Arteirinhos.
Espero que gostem do texto, e que possamos discuti-lo para benefício da formação de nossas posições e opiniões cada vez mais embasadas, refletidas e coerentes.
Um abraço,
Selma


AS COTAS PARA NEGROS: POR QUE MUDEI DE OPINIÃO.
William Douglas, juiz federal (RJ), mestre em Direito (UGF), especialista em Políticas Públicas e Governo (EPPG/UFRJ), professor e escritor, caucasiano e de olhos azuis.

Roberto Lyra, Promotor de Justiça, um dos autores do Código Penal de 1940, ao lado de Alcântara Machado e Nelson Hungria, recomendava aos colegas de Ministério Público que "antes de se pedir a prisão de alguém deveria se passar um dia na cadeia". Gênio, visionário e à frente de seu tempo, Lyra informava que apenas a experiência viva permite compreender bem uma situação.

Quem procurar meus artigos, verá que no início era contra as cotas para negros, defendendo – com boas razões, eu creio – que seria mais razoável e menos complicado reservá-las apenas para os oriundos de escolas públicas. Escrevo hoje para dizer que não penso mais assim. As cotas para negros também devem existir. E digo mais: a urgência de sua consolidação e aperfeiçoamento é extraordinária.

Embora juiz federal, não me valerei de argumentos jurídicos. A Constituição da República é pródiga em planos de igualdade, de correção de injustiças, de construção de uma sociedade mais justa. Quem quiser, nela encontrará todos os fundamentos que precisa. A Constituição de 1988 pode ser usada como se queira, mas me parece evidente que a sua intenção é, de fato, tornar esse país melhor e mais decente. Desde sempre as leis reservaram privilégios para os abastados, não sendo de se exasperarem as classes dominantes se, umas poucas vezes ao menos, sesmarias, capitanias hereditárias, cartórios e financiamentos se dirigirem aos mais necessitados.

Não me valerei de argumentos técnicos nem jurídicos dado que ambos os lados os têm em boa monta, e o valor pessoal e a competência dos contendores desse assunto comprovam que há gente de bem, capaz, bem intencionada, honesta e com bons fundamentos dos dois lados da cerca: os que querem as cotas para negros, e os que a rejeitam, todos com bons argumentos.

Por isso, em texto simples, quero deixar clara minha posição como homem, cristão, cidadão, juiz, professor, "guru dos concursos" e qualquer outro adjetivo a que me proponha: *as cotas para negros devem ser mantidas e aperfeiçoadas.

E meu melhor argumento para isso é o aquele que me convenceu a trocar de lado: “passar um dia na cadeia". Professor de técnicas de estudo, há nove anos venho fazendo palestras gratuitas sobre como passar no vestibular para a EDUCAFRO, pré-vestibular para negros e carentes.

Mesmo sendo, por ideologia, contra um pré-vestibular "para negros", aceitei convite para aulas como voluntário naquela ONG por entender que isso seria uma contribuição que poderia ajudar, ou seja, aulas, doação de livros, incentivo. Sempre foi complicado chegar lá e dizer minha antiga opinião contra cotas para negros, mas fazia minha parte com as aulas e livros.

E nessa convivência fui descobrindo que se ser pobre é um problema, ser pobre
e negro é um problema maior ainda.

Meu pai foi lavrador até seus 19 anos, minha mãe operária de "chão de fábrica", fui pobre quando menino, remediado quando adolescente. Nada foi fácil, e não cheguei a juiz federal, a 350.000 livros vendidos e a fazer palestras para mais de 750.000 pessoas por um caminho curto, nem fácil. Sei o que é não ter dinheiro, nem portas, nem espaço. Mas tive heróis que me abriram a picada nesse matagal onde passei. E conheço outros heróis, negros, que chegaram longe, como Benedito Gonçalves, Ministro do STJ, Angelina Siqueira, juíza federal. Conheço vários heróis, negros, do Supremo à portaria de meu prédio.

Apenas não acho que temos que exigir heroísmo de cada menino pobre e negro desse país. Minha filha, loura e de olhos claros, estuda há três anos num colégio onde não há um aluno negro sequer, onde há brinquedos, professores bem remunerados, aulas de tudo; sua similar negra, filha de minha empregada, e com a mesma idade, entrou na escola esse ano, escola sem professores, sem carteiras, com banheiro quebrado. Minha filha tem psicóloga para ajudar a lidar com a separação dos pais, foi à Disney, tem aulas de Ballet. A outra, nada, tem um quintal de barro, viagens mais curtas. A filha da empregada, que ajudo quanto posso, visitou minha casa e saiu com o sonho de ter seu próprio quarto, coisa que lhe passou na cabeça quando viu o quarto de minha filha, lindo, decorado, com armário inundado de roupas de princesa.

Toda menina é uma princesa, mas há poucas das princesas negras com vestidos compatíveis, e armários, e escolas compatíveis, nesse país imenso. A princesa negra disse para sua mãe que iria orar para Deus pedindo um quarto só para ela, e eu me incomodei por lembrar que Deus ainda insiste em que usemos nossas mãos humanas para fazer Sua Justiça. Sei que Deus espera que eu, seu filho, ajude nesse assunto. E se não cresse em Deus como creio, saberia que com ou sem um ser divino nessa história, esse assunto não está bem resolvido. O assunto demanda de todos nós uma posição consistente, uma que não se prenda apenas à teorias e comece a resolver logo os fatos do cotidiano: faltam quartos e escolas boas para as princesas negras, e também para os príncipes dessa cor de pele.

Não que tenha nada contra o bem estar da minha menina: os avós e os pais dela deram (e dão) muito duro para ela ter isso. Apenas não acho justo nem honesto que lá na frente, daqui a uma década de desigualdade, ambas sejam exigidas da mesma forma. Eu direi para minha filha que a sua similar mais pobre deve ter alguma contrapartida para entrar na faculdade. Não seria igualdade nem honesto tratar as duas da mesma forma só ao completarem quinze anos, mas sim uma desmesurada e cruel maldade, para não escolher palavras mais adequadas.

Não se diga que possamos deixar isso para ser resolvido só no ensino fundamental e médio. É quase como não fazer nada e dizer que tudo se resolverá um dia, aos poucos. Já estamos com duzentos anos de espera por dias mais igualitários.

Os pobres sempre foram tratados à margem. O caso é urgente: vamos enfrentar o problema no ensino fundamental, médio, cotas, universidade, distribuição de renda, tributação mais justa e assim por diante. Não podemos adiar nada, nem aguardar nem um pouco.

Foi vendo meninos e meninas negros, e negros e pobres, tentando uma chance, sofrendo, brilhando nos olhos uma esperança incômoda diante de tantas agruras, que fui mudando minha opinião. Não foram argumentos jurídicos, embora eu os conheça, foi passar não um, mas vários "dias na cadeia". Na cadeia deles, os pobres, lugar de onde vieram meus pais, de um lugar que experimentei um pouco só quando mais moço. De onde eles vêm, as cotas fazem todo sentido.

Se alguém discorda das cotas, me perdoe, mas não devem fazê-lo olhando os livros e teses, ou seus temores. Livros, teses, doutrinas e leis servem a qualquer coisa, até ao nazismo. Temores apenas toldam a visão serena. Para quem é contra, com respeito, recomendo um dia "na cadeia". Um dia de palestra para quatro mil pobres, brancos e negros, onde se vê a esperança tomar forma e precisar de ajuda. Convido todos que são contra as cotas a passar conosco, brancos e negros, uma tarde num cursinho pré-vestibular para quem não tem pão, passagem, escola, psicólogo, cursinho de inglês, ballet, nem coisa parecida, inclusive professores de todas as matérias no ensino médio.

Se você é contra as cotas para negros, eu o respeito. Aliás, também fui contra por muito tempo. Mas peço uma reflexão nessa semana: na escola, no bairro, no restaurante, nos lugares que freqüenta, repare quantos negros existem ao seu lado, em condições de igualdade (não vale porteiro, motorista, servente ou coisa parecida). Se há poucos negros ao seu redor, me perdoe, mas você precisa "passar um dia na cadeia" antes de firmar uma posição coerente não com as teorias (elas servem pra tudo), mas com a realidade desse país. Com nossa realidade urgente.

Nada me convenceu, amigos, senão a realidade, senão os meninos e meninas querendo estudar ao invés de qualquer outra coisa, querendo vencer, querendo uma chance.

Ah, sim, "os negros vão atrapalhar a universidade, baixar seu nível", conheço esse argumento e ele sempre me preocupou, confesso. Mas os cotistas já mostraram que sua média de notas é maior, e menor a média de faltas do que as de quem nunca precisou das cotas. Curiosamente, negros ricos e não cotistas faltam mais às aulas do que negros pobres que precisaram das cotas.

A explicação é simples: apesar de tudo a menos por tanto tempo, e talvez por isso, eles se agarram com tanta fé e garra ao pouco que lhe dão, que suas notas são melhores do que a média de quem não teve tanta dificuldade para pavimentar seu chão. Somos todos humanos, e todos frágeis e toscos: apenas precisamos dar chance para todos.

Precisamos confirmar as cotas para negros e para os oriundos da escola pública. Temos que podemos considerar não apenas os deficientes físicos (o que todo mundo aceita), mas também os econômicos, e dar a eles uma oportunidade de igualdade, uma contrapartida para caminharem com seus co-irmãos de raça (humana) e seus concidadãos, de um país que se quer solidário, igualitário, plural e democrático. Não podemos ter tanta paciência para resolver a discriminação racial que existe na prática: vamos dar saltos ao invés de rastejar em direção a políticas afirmativas de uma nova realidade.

Se você não concorda, respeito, mas só se você passar um dia conosco "na cadeia". Vendo e sentindo o que você verá e sentirá naquele meio, ou você sairá concordando conosco, ou ao menos sem tanta convicção contra o que estamos querendo: igualdade de oportunidades, ou ao menos uma chance. Não para minha filha, ou a sua, elas não precisarão ser heroínas e nós já conseguimos para elas uma estrada. Queremos um caminho para passar quem não está tendo chance alguma, ao menos chance honesta. Daqui a alguns poucos anos, se vierem as cotas, a realidade será outra. Uma melhor. E queremos você conosco nessa história.

Não creio que esse mundo seja seguro para minha filha, que tem tudo, se ele não for ao menos um pouco mais justo para com os filhos dos outros, que talvez não tenham tido minha sorte. Talvez seus filhos tenham tudo, mas tudo não basta se os filhos dos outros não tiverem alguma coisa.

Seja como for, por ideal, egoísmo (de proteger o mundo onde vão morar nossos filhos), ou por passar alguns dias por ano "na cadeia" com meninos pobres, negros, amarelos, pardos, brancos, é que aposto meus olhos azuis dizendo que precisamos das cotas, agora.

E, claro, financiar os meninos pobres, negros, pardos, amarelos e brancos, para que estudem e pelo conhecimento mudem sua história, e a do nosso país comum pois, afinal de contas, moraremos todos naquilo que estamos construindo.

Então, como diria Roberto Lyra, em uma de suas falas, "O sol nascerá para todos. Todos dirão – nós – e não – eu. E amarão ao próximo por amor próprio. Cada um repetirá: possuo o que dei. Curvemo-nos ante a aurora da verdade dita pela beleza, da justiça expressa pelo amor."
Justiça expressa pelo amor e pela experiência, não pelas teses. As cotas são justas, honestas, solidárias, necessárias. E, mais que tudo, urgentes. Ou fique a favor, ou pelo menos visite a cadeia.

Visite o site: www.educafro.org.br

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Dica de artigo

Olá, colegas Arteirinhos e Arteirões,

Gostaria de compartilhar com vocês um texto meu que está saindo na revista Digital Art& desse mês.

O título é "Quem de repente aprende: Uma experiência de formação continuada em artes com professoras polivalentes na educação infantil". Foi escrito originalmente como monografia do meu curso de especialização em linguagens das artes no Centro Universitário MariAntonia da USP.

O texto apresenta uma reflexão sobre o trabalho de professoras polivalentes na educação infantil, como o título já diz. Eu discuto como é possível a uma pedagoga que não tem formação específica em artes desenvolver um trabalho nessa área.

Para quem se interessar, segue a referência:
Revista Digital Art& -Ano VI - Número 10 - Novembro de 2008.
http://www.revista.art.br/site-numero-10/trabalhos/18.htm

Abraços,

Selma

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Piano e Voz


(Clique na imagem para ampliar)

17 Dez 2008
Dani Munafó e Verlucia Nogueira
20:30
Teatro Denoy de Oliveira
120 Lugares
Rua Rui Barbosa, 323 - Bela Vista
Tel (11) 3289-7475

Entrada Franca

domingo, 14 de dezembro de 2008

Histórias politicamente corretas auxiliam na educação das crianças?

Por Elisa Marconi e Francisco Bicudo
Disponível em http://www.sinprosp.org.br/reportagens_entrevistas.asp?especial=225
12 de dezembro de 2008


Em muitas escolas de São Paulo, o Lobo Mau, arquiinimigo da Chapeuzinho Vermelho, em vez de ser morto pelo caçador, acaba fugindo dele. E a vovozinha, antes de ser devorada pelo animal, fica, na verdade, presa no armário. Também músicas tradicionais e populares vêm sofrendo pequenas alterações. É o caso de versos como “Não atirei o pau no gato” e “boi da cara preta não pega essa criança que não tem medo de careta”.

Essas mudanças, no entanto, que procuram ser coerentes com discursos ditos politicamente corretos, são criticadas por alguns especialistas. Para o escritor Ilan Brenman, o intuito das licenças poéticas é justamente reduzir o grau de violência, agressividade e competição entre as crianças, a partir das obras literárias e das cantigas. “Segundo a pesquisa que realizei, pais e professores do Brasil inteiro começaram a adotar essas medidas imaginando que, ao reduzir o grau de agressão presente nas histórias, essa violência também se reduziria na vida real”, explica Brenman, que também é contador de histórias, além de ter defendido recentemente tese de doutorado sobre o assunto na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE/USP).

No trabalho, orientado pela professora Hercília Tavares de Miranda e chamado de Emília: uma reflexão sobre a produção de livros politicamente corretos destinados às crianças, o autor assegura que, para desespero dos politicamente corretos, poupar as crianças das mazelas da vida nas obras de arte resulta no efeito contrário. Ou seja, impedir que a criança vivencie violência, morte, monstros e bruxas do mal no plano simbólico pode levá-la a querer experimentar tudo isso no plano real. Para o pesquisador, a boa literatura infantil e as cantigas tradicionais são a válvula de escape para que crianças lidem e trabalhem o lado sombrio, cruel, obscuro que todos os seres humanos têm por natureza.

Graduado em Psicologia, Brenman é um estudioso da relação entre infância e cultura e, ao longo de sua trajetória, marcada pela publicação de mais de 20 livros infantis, vem percebendo o temor e o terror dos adultos em lidar com temas que para os pequenos são comuns. “Veja o peso que os adultos dão para a morte. Em geral, as crianças lidam muito melhor com questões delicadas. Os adultos é que são cheios de interpretações e dificuldades”, sugere. Por isso, ao contrário do que muitos pais e professores pensam, trabalhar com assuntos chamados de cabeludos não incentiva ninguém a ser mais violento, ou mais cruel. O especialista diz que entende a preocupação em querer reduzir o grau de violência. Vivemos, afinal, num mundo cheio de pequenas e grandes tragédias causadas pelo excesso de agressividade das pessoas. Mas, garante, mora aí o primeiro contra-senso desse método de suavizar a literatura. “Eu trabalhei na antiga Febem, com menores infratores, durante muito tempo. E o que fez eles chegarem àquele lugar não foi o excesso de contato com a literatura infantil. Pelo contrário, quase nenhum deles teve larga experiência com a cultura”, conta o pesquisador. Ele entende que o que motivou a criminalidade nos menores, portanto, não foi a postura do Lobo Mau, ou o frágil amor relatado em Ciranda Cirandinha. “Foi a falta de família estruturada, escola de qualidade, pai e mãe presentes. Vamos portanto descriminalizar a literatura”.

Terceirização da educação
Há ainda uma segunda interpretação errada que pode ser feita. Segundo Brenman, os pais da sociedade atual terceirizaram a educação dos filhos para as escolas e estas, por sua vez, vêm terceirizando a educação para os livros. Portanto já não são os pais nem as escolas quem dizem o que é certo e o que não é, quem transmite os valores, quem cobra as posturas corretas, que estabelece limites, parâmetros e referências. Diante da crise geral de princípios da educação, a escola passou a acreditar que os livros seriam uma fonte mais confiável de inspiração – e aí acontece um engano com consequências complicadas. “A literatura não nasce para ensinar ninguém a nada. Nasce, como todas as formas de artes, da necessidade de expressão do artista, da necessidade de colocar no plano da realidade algum conteúdo que movia o artista naquele momento”, defende Brenman. Ou seja, a literatura até educa, mas não no sentido formal e mais rigoroso da expressão. Educa na medida em que faz as pessoas se encontrarem com as grandes questões da vida e da humanidade e não porque apresenta corretamente as lições que a escola quer passar. Não é para isso que ela serve, na visão do autor.

Por isso, a decisão que algumas escolas já tomaram de trocar as obras clássicas e modernas da boa literatura para crianças por pseudo-literatura já filtrada e que sirva para ensinar boas maneiras e boas relações com a diversidade não vai atingir o objetivo. “Não adianta culpar os livros pela violência da sociedade e nem combater essa violência com pseudo-literatura. O que sempre vai funcionar é família e escolas responsáveis pela educação, no sentido integral da palavra”, alerta Brenman, antes de levantar mais um problema gerado por esses livrinhos adotados atualmente. “O texto das obras politicamente corretas é pobre, o vocabulário é reduzido e, de um modo geral, as crianças são subestimadas. E o resultado é que a criança deixa de sentir cócegas na alma quando lê. E nem se educa, nem curte a leitura”, garante. Brenman lembra que isso que ele chama de cócegas na alma, o psicanalista Bruno Betelheim, autor de A psicanálise dos contos de fadas, classificava de histórias com algum perigo. Em contrapartida, as chamadas “histórias fora de perigo” são aquelas que não permitem o escoamento simbólico das forças, dos instintos, das pulsações que movem todo ser humano. Por isso, os ensinamentos que elas pretendem levar não conduzem à paz verdadeira – aquela que segundo Brenman contém as adversidades naturais da vida. “Levam a uma paz morta, a paz do cemitério, que não é decididamente aquela que devemos desejar”, explica o contador de histórias. Para ele, a linguagem dos livros e cantigas, essa sim, é uma ferramenta para a chamada boa educação. A criança que tem contato desde cedo com a linguagem ao mesmo tempo sofisticada e simples dos contos de fada, por exemplo, ou das melhores obras da literatura mundial conhece mais palavras, enriquece o léxico, e fala e pensa melhor. “E se ela se comunica melhor, pode resolver os problemas sem bater ou agredir”, defende Brenman.

Para concluir, o pesquisador da Universidade de São Paulo convida pais, mães e professores a entenderem o mundo da literatura infantil do ponto de vista da criança. Aquilo que os grandes chamam de sentimentos, fenômenos, manifestações conhecidas e que se pode manter sob controle, as crianças – por vezes – chamam de fantasmas. Medo, sentimento de abandono, ciúme, perdas, raiva, fúria, paixão, pena – tudo aquilo que parece banal para um adulto, são conceitos e sensações inéditas para um pequeno e por isso podem causar estranhamento. Para isso, a solução não é fechar a porta e impedir a criança de ter contato com o fantasma. “Na verdade, os fantasmas somem quando a gente os encara de frente e os convida para entrar. E é convivendo melhor com os nossos fantasmas e os dos outros que a gente cresce”, ensina Brenman. “Por isso, se o que a gente quer é uma criança bem educada – no sentido grego da palavra, de tirar de dentro dela o melhor que ela pode dar – a chave é oferecer a ela o melhor que a arte permite. Literatura politicamente incorreta, mas perfeita para crianças inteligentes, é um desses presentes que a gente deve dar”, conclui.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Festival Nacional Capoeira sem Fronteiras - de 12 a 14 de dezembro

FESTIVAL NACIONAL CAPOEIRA SEM FRONTEIRAS DIAS 12/13/14 DEZEMBRO 2008

CURSO COM MESTRE CAPIXABA (ES)

PROGRAMAÇÃO

DIA 12/12/08
Curso Capoeira: MESTRE CAPIXABA
HORÁRIO: 19:00 ÁS 22 :00
LOCAL: Escola Prof. Flávio J. O.. Negrini – JD Olinda/SP

DIA 13/12/08
Curso Capoeira: MESTRE CAPIXABA
HORÁRIO (manhã): 10:00 ÁS 12:00
HORÁRIO (tarde): 15:00 ÁS 18:00
LOCAL: Escola Prof. Flávio J. O.. Negrini – JD Olinda/SP

DIA 14/12/08
RODA NO PARQUE DO IBIRAPUERA- SP
HORÁRIO :10:00 ÀS 12:00

FESTIVAL NACIONAL CAPOEIRA SEM FRONTEIRAS
BATIZADO E TROCA DE CORDAS CAPOEIRA, MACULELÊ E SAMBA DE RODA
HORÁRIO: 15:00 ÁS 17 :00
Local: Escola Prof. Flávio J. O.. Negrini

INGRESSO: 1 kg de alimento não perecível.

LOCAL DOS CURSOS
ESCOLA ESTADUAL PROF J.O. NEGRINI
RUA : CASIMIRO 66 , BAIRRO JARDIM OLINDA, SÃO PAULO SP , TEL 11 8149 7901 , 8634 8481

Mais Informações visite o site: www.capoeiracapaz. org.br

EDUARDO AREIAS
TEL [11] 8149 7901

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

आर्टनो तेर्सिरो सेटर

video
PERFORMANCE “SOB CONTROLE”
Remotações Urbanas


Provocação é nosso sobrenome, que não por acaso rima com descontração, manifestação e outras tantas nomenclaturas que as pessoas queiram nos dar.
Ousadia de cada dia!
Todos que se aproximam mergulham nessa alegria. A tristeza conosco ganhou alforria e se despediu da monotonia, agora já refeita e titulada de alegoria.
A Trupe Ortaética de Teatro Performático NÃO orgulhosamente apresenta:
Sociedade dirigida! Guiada e Remexida!
Remexemos os sentidos das coisas; essa é nossa conceitual função!
Remotação!
Qual controle remoto que controla sua escolha? Qual detergente tão forte que lhe aprisiona nessa bolha? Quem lhe obriga a fazer a pose alheia na grande foto? Quem lhe intima a decidir seu voto? Oh sociedade do controle remoto!!!
Sair por aí revelando isso é como ganhar na loto!
“Você luta contra o sistema mesmo dentro dele, por isso não podemos receber títulos de extra-terrestres, pois tudo que criticamos também nos aflige e nos corrói. O importante é que sabemos onde encontrar a dose que apazigua e sana a monotonia; ou a super-dosagem que valida os créditos da autonomia”
Hoje não é só dia de alegria, já pensante abordava a filosofia nua e crua, filosofia de rua.

São Paulo, 18 de Setembro de 2008

Tiago Ortaet
Arte/educador

domingo, 7 de dezembro de 2008

Sítio do Picapau Amarelo, em Taubaté-SP











Queridos colegas do blog,

Fiz um passeio que quero compartilhar com todos aqueles que, como eu, cresceram embalados pelas aventuras da turma do Sítio do Picapau Amarelo.
Mesmo quem não teve esse privilégio até hoje pode se encantar em compartilhar essas histórias com seus filhos e alunos.

Pois fui com minhas filhas a um passeio despretensioso ao Sítio do Picapau Amarelo, em Taubaté. Na entrada da cidade já se vê uma estátua de Monteiro lobato com seu alter-ego, Emília. Perguntando e seguindo placas chegamos ao sítio, hoje um pequeno parque cercado de casas, mas que ainda guarda a casa original, hoje transformada em Museu Histórico e Pedagógico Monteiro Lobato.

A melhor surpresa, contudo, foram os personagens: muito simpáticos, alegres, carinhosos com crianças e adultos, me fizeram esquecer por uns momentos que são (excelentes!) atores e me sentir como a criança que se identificava com as histórias. Fiquei encantada com a Emília, linda, alegre, do jeitinho como eu imaginava. A Narizinho, um doce de menina... Pedrinho com seu bodoque... Para minhas filhas foi como encontrar os próprios personagens, é claro!

Tia Nástácia, perfeita, em seu sotaque, contou-nos uma história de saci sob as sombras de uma enorme árvore (qual árvore seria?). Visconde também compartilhou sua sabedoria com a história da mula-sem-cabeça para dezenas de crianças quietinhas, de olhos atentos, esparramadas no gramado. Passamos horas deliciosas nesse oásis no meio da cidade em atividades simples como ouvir as histórias, prosear, visitar o museu, brincar no balanço e na gangorra e, é claro, tirar as fotos que estão nesse post.

Pra levar um pouquinho do sítio pra casa, ainda compramos bonecas de pano (lindas!) dos personagens para as meninas recriarem em casa as histórias e, como professora que não resiste, para as crianças da escola brincarem as histórias que estão lendo, esse ano todo, nas Reinações de Narizinho... mal posso esperar pra voltar lá nos sítio!

Recomendo muito! Vale ir com a família e também com a escola. Fica a dica:

Sítio do Picapau Amarelo
Av. Monteiro Lobato s/nº - Chácara do Visconde
Taubaté - SP - CEP 12050-730
Fone (12) 3625-5062 e 3635-3234
www.museumonteirolobato.com.br

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Convite para a Mostra de Arte Infantil



Mostra de Arte - PLAY'SCOOL International School

Uma mostra de arte infantil sob o tema "Arts and Feelings" ("Artes e Sensações/Sentimentos"), em que as crianças mostram suas reflexões e seu percurso de descobertas nas linguagens do desenho, da pintura e da instalação e da fotografia, no trabalho desenvolvido em Artes Visuais ao longo do ano.

Onde? PLAY'SCOOL International School - Av. Sumaré, 1898 - Perdizes - São Paulo - SP
3675-5666 e 3871-3255

Quando? 06/12/2008, às 09:00h

Quanto? Grátis (se quiser, leve um livro infantil para a biblioteca da ONG Capoeira Capaz)

Maiores informações: www.playiscool.com.br | pedagogico@playiscool.com.br

LAB- ARTE na Faculdade de Educação da USP

05 de dezembro - sexta-feira - 18 às 20 hs - FE-USP - sala 130 (lab_arte)

SARAU ABERTO: Apresentações dos trabalhos finais dos núcleos do laboratório
Convidadas especiais: Grupo de contadoras de histórias: BALAIO (Sorocaba/SP)


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01 de dezembro - 14 hs - sala 330 - PUC Monte Alegre
Participação do Prof. Dr. Marcos Ferreira Santos, lab_arte - fe-usp na banca de Doutorado de Viviane Cristina Cândido, intitulada: "Epistemologia da controvérsia para o ensino religioso: aprendendo e ensinando na diferença. Fundamentos no pensamento de Franz Rosenzweig", sob orientação do Prof. Dr. Luis Felipe Pondé, do
programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião - PUC

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06 de dezembro - sábado - 13 às 17 hs - Sede da Ação Educativa
Rua General Jardim, 660. Vila Buarque. São Paulo - SP
IBEAC - Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário
Oficina: "Mito e música na leitura do mundo"
Prof. Dr. Marcos Ferreira Santos, Lab_Arte - FE-USP

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08 de dezembro - 14 hs - sala 120 - Blobo B - FE-USP
Participação do Prof. Dr. Marcos Ferreira Santos, lab_arte - fe-usp na banca de Doutorado de Soraia Chung Saura, intitulada: "Planeta de Boieiros: culturas populares e educação de sensibilidade no imaginário do Bumba-meu-Boi", sob a orientação da Profa. Dra. Kátia Rubio, Programa de Pós-Graduação da FEUSP

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10 de dezembro - 10 hs - EMEF Assad Abdala - R. Serra de Bragança, 990
- Tatuapé
"Arte & Mito nos labirintos da educação"
Prof. Dr. Marcos Ferreira Santos, lab-arte - fe-usp

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11 de dezembro - 09 hs - sala 3 da CPG - UNICAMP
Participação do Prof. Dr. Marcos Ferreira Santos, lab_arte - fe-usp na banca de
Doutorado
de Flávia Domitila Costa Morais, intitulada: "O teatro Elisabetano como ativismo sociocultural", sob a orientação do Prof. Dr. João Francisco Duarte Junior, Programa de Pós-Graduação do Instituto de Artes - UNICAMP

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Contamos com sua presença!

un abrazo fraterno,

Prof. Dr. Marcos Ferreira Santos
Professor de Mitologia - lab-arte - fe-usp
http://marculus.net
NOVO E-MAIL: marculus.mitologias@gmail.com ou marcosfe@usp.br