domingo, 30 de novembro de 2008

Material produzido pela Professora Luciana do Nascimento Santos- África-Brasil

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Itaú Cultural apresenta crianças do Núcleo de Recreação e Cultura do Instituto Alana

(Clique na imagem para ampliá-la)

NURECA no ITAÚ CULTURAL 20:00 - 01/12/2008Os 300 alunos do Núcleo de Recreação e Cultura do Instituto Alana farão uma mostra de encerramento de suas oficinas, no Itaú Cultural, dia 1° de Dezembro, próxima segunda-feira. As apresentações acontecerão na Avenida Paulista, n° 149, próximo à Estação de Metrô Brigadeiro.

O espetáculo terá início às 20h e duração de 2h e trará trechos de poesias, cordel, teatro, capoeira, maculelê, coral, flauta, violão e uma participação especial do Grupo Alana de Percussão e Banda.

Programação:
POEMA - Passarinheiro – Apresentação dos alunos de estudo da língua
TRENZINHO CAIPIRA (Heitor Villa Lobos) Flauta e violão
ERA UMA CASA (Vinicius de Moraes) Apresentação dos alunos de coral infantil e violão
LUAR DO SERTÃO (Luiz Gonzaga ) Violão
HISTÓRIA – Apresentação de texto produzido pelos alunos sobre trechos de diversos contos do folclore brasileiro
TEATRO – CURUPIRA - Adaptação escrita pelos alunos de 06 e 07 anos do conto folclórico
CORDEL - Estrofes em formato cordel produzida e interpretada por alunos de 13 e 14 anos após vivência com cordelista Costa Senna no Espaço Alana
BOI e CABOCLINHO- Misto de dança, coral e percussão com diversas turmas que estudaram o Boi Bumbá e Bumba Meu Boi (referência maranhense)
FREVO – Dança de alunas de 11 e 12 anos
O QUE É, O QUE É? – Resultado de investigação sobre procedimento de pesquisa e gêneros de texto oral e escrito
TEATRO: MISSA DOS MORTOS – Adaptação do Curupira, porém com alunos de 14 e 15 anos.
RODA DE VERSOS – Brincadeira de roda de versos, escritos com a professora de estudo da língua, e musicados, com a professora de musicalização
CIRANDAS – Fusão do trabalho de cantos de brincadeira e jogos do professor de jogos
JORNAL – Montagem de telejornal esportivo
CAPOEIRA – Mostra do trabalho realizado ao longo do ano com o professor de capoeira com foco em arte, proteção, esquiva e auto-controle
MACULELÊ – Vertente do trabalho de capoeira e percussão


Horário
20:00 às 22:00 - 01/12/2008

Local - Itaú Cultural
Avenida Paulista, nº149 - Bela Vista - São Paulo - SP

DVD resgata o papel pedagógico e cultural da capoeira brasileira em Campinas


(Clique na imagem para ampliar o folder)

O mestre de capoeira Paulão, do Grupo Coquinho Baiano de Campinas, vai lançar um DVD sobre a história da Capoeira no Brasil e no mundo.

Vão ocorrer diversos eventos sobre o tema entre os dias 11 e 14 de dezembro.

O mestre Paulão milita em prol da Capoeira há 38 anos, é compositor de músicas afro-brasileiras, malabarista, faz apresentações de samba e pagode com seus amigos, é um dos cientistas populares que tanto ajudam a enriquecer as culturas e o folclore do povo brasileiro.

Nesse ano, esteve na Itália, para lecionar sobre a cultura afro-brasileira, e atua em Campinas e em todo o Brasil em prol da difusão dos saberes populares das músicas e das danças do país.

Já foi cortador de cana-de-açúcar, junto com sua família, e hoje é um dos defensores do Movimento Negro. Existe também um site, com várias informações:
www.coquinhobaiano.org.br.

O lançamento do DVD vai ocorrer na Estação Guanabara, que fica na rua Mário Siqueira, sem número, no centro, em Campinas.

O mestre disse que tem interesse em unir as redes de comunicação sobre a capoeira e outras manifestações afro-brasileiras, para que, assim, seja possível focar e aprofundar, com intensidade, as atividades.

Uma das propostas que estão sendo discutidas é a possibilidade de incluir a Capoeira entre as modalidades oferecidas pelas Olimpíadas.

O telefone de contato dele é (19) 81995791. O e-mail dele é: .

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

De Debret às escolas do século XXI



De Debret às escolas do século XXI
http://www.multirio.rj.gov.br/portal/riomidia/rm_materia_conteudo.asp?idioma=1&v_nome_area=Materias&idMenu=3&label=Materias&v_id_conteudo=72288#

Com o objetivo de refletir sobre as condições que favoreceram o surgimento e a manutenção, por quatro séculos, do sistema escravista no país, e identificar algumas contribuições dos povos africanos para a formação da sociedade brasileira, a MULTIRIO lança nesta sexta-feira, dia 28, às 16 horas, no Museu da República, o kit Uma viagem pitoresca: de Debret às escolas do século XXI, composto de um livro e de um curta-metragem.





No ano em que se comemora os 120 anos de abolição da escravatura, o livro traz informativos de historiadores que, além de levar o leitor a refletir sobre o tema, resgatam aspectos da história da África e dos africanos no Brasil, desconhecidos da maioria do povo brasileiro. Há textos de Mônica Lima, professora do Cap/UFRJ; dos professores Marcelo Bittencourt, Sheila Faria e Julio Cesar Tavares, integrantes do Departamento de História da UFF; e da historiadora Rachel Jaccoud Ribeiro

O curta que acompanha o livro mistura animação com captação em vídeo. O audiovisual parte das pranchas da Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, criada por Debret. O vídeo conta uma história que proporciona um encontro virtual entre navegantes de ontem e de hoje. Apresenta uma viagem dentro de outra viagem, onde a atual (re)significa a antiga, emprestando a ela novas possibilidades de leitura e fruição estética.

“A obra se insere também num contexto de afirmação da cidadania, onde a inclusão digital pode ser especialmente qualificada por uma escola antenada com os desafios colocados pelo novo século”, afirma Fernando Mozart, um dos criadores do kit.

A publicação é dirigida aos professores e o audiovisual, voltado prioritariamente para adolescentes e jovens.

Lançamento - O lançamento acontecerá, no dia 28 de novembro, às 16 horas, no Museu da República, com a exibição do vídeo e um bate-papo com Fernando Mozart, Martha Moreira (responsáveis pela criação do kit), a atriz e poetisa Elisa Lucinda e Ana Gomes, coordenadora pedagógica da Escola Municipal Alberto Rangel, localizada na Cidade de Deus.

Currículo nas escolas - Desde 2003 escolas públicas e privadas de todo o país são obrigadas pela lei federal nº 10.639 a oferecer, em seu currículo, o ensino de História da África e da Cultura Afro-brasileira. Em março de 2008 esta legislação foi ampliada pela lei 11.645, que acrescentou a obrigatoriedade da inclusão de conteúdos sobre a História dos Índios do Brasil.

Propostas para a arte na educação infantil, texto de Silvia Sell Duarte Pilloto

Compartilho esse texto como base para uma reflexão sobre o papel da arte com as crianças pequenas.
Há muitos outros textos interessantes no mesmo site, do Instituto Arte na Escola. Confira em http://www.artenaescola.org.br/pesquise_artigos.php
Abraço,
Selma

Propostas para a arte na educação infantil
Silvia Sell Duarte Pillotto

coordenadora pedagógica do Projeto Institucional Arte na Escola / Univille, e Letícia Coneglian Mognol, pesquisadora*
Disponível em http://www.artenaescola.org.br/pesquise_artigos_texto.php?id_m=24

A linguagem da arte na educação infantil tem um papel fundamental, envolvendo os aspectos cognitivos, sensíveis e culturais. Até bem pouco tempo o aspecto cognitivo não era considerado na a educação infantil e esta não estava integrada na educação básica. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9.394/96 veio garantir este espaço à educação infantil, bem como o da arte neste contexto.

Para compreender a arte no espaço da educação infantil no momento atual, mesmo que brevemente, é preciso situar o panorama histórico das décadas de 80 e 90. Os referenciais que fundamentavam as práxis do profissional da educação infantil eram os Cadernos de Atendimento ao Pré-escolar (1982), criados pelo Ministério da Educação e Cultura – MEC. Os textos destes Cadernos para aquele momento histórico tiveram contribuição fundamental como subsídio para as ações dos educadores atuantes na educação infantil. Entretanto, vale ressaltar que pouco priorizavam o conhecimento, centrando-se apenas nas questões emocionais, afetivas e psicológicas e nas etapas evolutivas da criança. Com relação à arte na educação, os pressupostos eram muito mais voltados à recreação do que às articulações com a arte, a cultura e a estética. Como exemplo, é possível citar a ênfase em exercícios bidimensionais que priorizava desenhos e pinturas chapadas. Ou seja, os conceitos sobre arte resumiam-se a simples técnicas. De acordo com PILLOTTO (2000, 61) “é interessante observar que esse Caderno, embora tenha uma fundamentação teórica voltada às concepções do ensino da arte modernista, na sua essência é muito mais tecnicista no que diz respeito aos exercícios repetitivos, mecânicos e sem a preocupação com a reflexão dos conceitos”.

Na década de 90, o MEC lança o Caderno do Professor da Pré-Escola, com uma abordagem contextualista, na qual a arte deixa de ser tratada apenas como atividade prática e de lazer, incorporando o ato reflexivo. Apesar dessas transformações, a arte permanecia ainda com foco em abordagens psicológicas e temáticas. A arte na educação infantil nesta década ainda buscava uma consistência teórica, conceitual e metodológica.

A partir de 2000 as discussões reflexivas sobre a arte na educação infantil ganham novos espaços na literatura, nas propostas curriculares e especialmente na pesquisa. É com este propósito que em 2002 iniciou-se na Universidade da Região de Joinville a pesquisa “O Programa Institucional Arte na Escola e sua dimensão no ensino e aprendizagem da arte”. O objetivo desta pesquisa é avaliar reflexivamente as ações dos programas de educação continuada para profissionais da educação, no intuito de perceber os aspectos frágeis com relação a arte no contexto escolar, diagnosticando a realidade para construir coletivamente novas proposições.

A pesquisa tem apontado a necessidade de novos constructos* para a arte na educação infantil, no sentido de desenvolver práxis nas quais haja a total integração do profissional da educação infantil, do profissional da arte na educação, das crianças, da instituição e da comunidade. Esta abordagem tem se mostrado eficiente e consolidada para a educação infantil na Itália, sendo disseminada em outros países. Obviamente, entende-se que cada espaço possui especificidades próprias que devem ser respeitadas. Portanto, a idéia não é a de adotar modelos estrangeiros, mas de tê-los como possibilidade de referência.

A partir desta pesquisa, a proposta é apontar constructos (a curto, médio e longo prazos), nos quais cada instituição de educação infantil tenha um profissional habilitado no ensino da arte, capaz de desenvolver projetos pedagógicos em parceria com os demais educadores, enfatizando os aspectos cognitivos, sensíveis e culturais em arte.

Nesta perspectiva, entende-se por novos constructos propostas que partem de uma visão de currículo não linear ou sistêmico, considerando o contexto histórico-social, as necessidades e interesses das crianças, no qual educadores, crianças, instituição e comunidade desenham um currículo que parte do trabalho coletivo.

O planejamento no currículo, a partir da perspectiva sistêmica, pressupõe como método de trabalho no qual professores “apresentam objetivos educacionais gerais, mas não formulam objetivos específicos para cada projeto ou atividade de antemão. Em vez disso, formulam hipóteses sobre o que poderia ocorrer com base em seu conhecimento das crianças e das experiências anteriores.” (RINALDI: 1999,113).

A partir desta visão, especificamente para a arte na educação infantil está o educador em arte, que atua em consonância com os demais educadores da instituição, aprofundando conceitos e linguagens da arte. A função do profissional em arte na educação não é simplesmente ministrar aulas fragmentadas de arte, mas, sobretudo de organizar um espaço de cultura que possibilite a ampliação das expressões e das linguagens da criança. No que este espaço contribui? “Ajuda que os professores compreendam como as crianças inventam veículos autônomos de liberdade expressiva, de liberdade cognitiva, de liberdade simbólica e vias de comunicação”. (VECCHI: 1999, 129)

Como historicamente pode-se observar, a arte na educação infantil possuía um perfil de recreação e de desenvolvimento emotivo e motor. Hoje, a arte na educação infantil está em processo de rupturas e transformações, exigindo das políticas educacionais, dos cursos de Formação de Professores, especialmente das Licenciaturas em Arte, um comprometimento com os aspectos cognitivos, sensíveis e culturais.

Cabe então, a todos os profissionais que atuam direta ou indiretamente com o ensino da arte, uma reflexão não somente dos processos de sala de aula, mas também do seu papel como cidadãos, protagonistas de uma história.


Referências bibliográficas

GANDINI. Lella & EDWARDS, Carolyn. Bambini: a abordagem Italiana à educação infantil. Trad. Daniel Etcheverry Burguño. Porto Alegre: ArtMed, 2002.

EDWARDS, C., GANDINI, L., FORMAN, G. As cem linguagens da criança: abordagem de Reggio Emilia na educação da primeira infância. Porto Alegre: ArtMed, 1999.

PILLOTTO, Silvia S.D. A trajetória histórica das abordagens do ensino e aprendizagem da arte no contexto atual. Revista Univille, V.5, n.1, abr, 2000.

RINALDI, Carlina. O Currículo Emergente e o Construtivismo Social. IN: EDWARDS, C., GANDINI, L., FORMAN, G. As cem linguagens da criança: abordagem de Reggio Emilia na educação da primeira infância. Porto Alegre: ArtMed, 1999.

VECHI, Vea. O Papel do Atelierista. IN: EDWARDS, C., GANDINI, L., FORMAN, G. As cem linguagens da criança: abordagem de Reggio Emilia na educação da primeira infância. Porto Alegre: ArtMed, 1999.

* Silvia Sell Duarte Pillotto, Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná e Doutoranda em Engenharia da Produção (Gestão) na Universidade Federal de Santa Catarina, é professora dos Departamentos de Artes Visuais e Pedagogia na Univille, além de coordenadora pedagógica do Pólo Arte na Escola e coordenadora da pesquisa "O Programa Institucional Arte na Escola na região de Joinville e sua dimensão no ensino e aprendizagem da arte". Letícia Mognol, Mestranda em Educação na Universidade do Vale do Itajaí, é professora do Departamento de Artes Visuais da Univille e pesquisadora do mesmo projeto.

Credenciamento de profissionais de dança, teatro e música

Núcleo Vocacional inicia credenciamento de profissionais de dança, teatro e música

Entre os dias 15 e 19 de dezembro, o Departamento de Expansão Cultural receberá inscrições de interessados em atuar como artistas-orientador es nestas áreas

O Departamento de Expansão Cultural de São Paulo (DEC) abre, dia 15 de dezembro, as inscrições para os interessados em orientar e coordenar equipes nas áreas de dança, música e teatro.

Serão credenciados até 180 artistas de dança, 200 de música e 220 de teatro, entre orientadores, responsáveis pela realização das atividades de formação dos alunos, exercendo o papel de agente cultural, e coordenadores, que acompanharão este trabalho avaliando e auxiliando os artistas-orientador es.

Os interessados devem se inscrever na sede do DEC à Av. São João, 473, no 6º andar até dia 19 de dezembro, entre os períodos de 10h às 12h e de 14h às 18h. Para participar, o candidato deve comprovar experiência na área pretendida, apresentar o DRT ( apenas para as áreas de dança e teatro), preencher ficha de inscrição disponível no Núcleo Vocacional e entregar os documentos solicitados pelo edital.

Cada artista-orientador receberá 34 reais por hora efetivamente trabalhada numa carga estimada de 45 horas mensais. Para os coordenadores, a carga horária é de 45 a 55 horas mensais e o valor de 38 reais por hora.

Os aprovados na primeira fase serão apresentados a partir do dia 20 de janeiro de 2009 no Diário Oficial, assim como as datas das convocações para a entrevista da segunda fase.

Confira o edital na íntegra

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/noticias/?p=5586

Documentário: Criança, a alma do negócio

Imagem: www.criancaeconsumo.org.br

Prezados,

Não deixem de ver o trailer do impactante documentário de Estella Renner, que foi lançado durante o II Fórum Internacional Criança e Consumo que aconteceu em setembro deste ano no Itaú Cultural.

Segue abaixo o link.

Aproveitem!

"Criança, alma do negócio"
http://www.youtube.com/watch?v=rW-ii0Qh9JQ

Atenciosamente,

Lais Fontenelle
www.criancaeconsumo .org.br

Palestra com Profa Maria Helena Wagner Rossi

Educação estética na escola: uma pesquisa longitudinal

palestra com Profa Dra Maria Helena Wagner Rossi
da Universidade de Caxias do Sul/RS
autora do livro Imagens que falam: leitura da arte na escola.

03 de dezembro, quarta-feira,à s 15h45
Universidade Presbiteriana Mackenzie
sala 48 do prédio da rua Maria Borba, 40
(paralela a Rua Maria Antonia)

Promoção: Programa de Pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura

domingo, 23 de novembro de 2008

Dica de site: Mapa das Artes

Dêem uma olhada no site do Mapa das Artes. Tem muitas opções bacanas!

http://www.mapadasartes.com.br/listann.php?lid=1

Gregório Gruber no Horto!


Eis um dos meus artistas favoritos em um dos meus lugares favoritos! Imperdível! (Selma)

Horto recebe duas exposições até fevereiro de 2009
Publicação: terça, 18 de novembro de 2008.
Originalmente disponível em http://yahoo.guiadasemana.com.br/yahoo/noticias.asp?ID=4&cd_news=46666&cd_city=1

O Palácio do Horto recebe as exposições Gregório Gruber - Florestais e A Arte da Cerâmica Aqui e Lá, até 28 de fevereiro de 2009.

A primeira reúne obras que retratam a região da Cantareira, a maior floresta natural em área urbana do mundo.

Gregório Gruber é pintor e desenhista e mantém seu ateliê há mais de 30 anos na região do Horto Florestal.

Serão expostas mais de 40 pinturas, aquarelas, esculturas em terracota e desenhos em carvão.

Na segunda, na Sala Especial do Palácio, estão 59 peças da coleção do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, com obras de origem marajoara. Os primeiros vestígios da cerâmica marajoara são datados do século IV, fruto do trabalho dos índios habitantes da Ilha de Marajó.

Serviço
Endereço: Rua do Horto, 931 - Horto Florestal.
Preço: Grátis.
Telefone: 2193-8282.
www.acervo.sp.gov.br

Passeios: Museus no Brasil

Saiu essa lista hoje no Guia da Semana.
Sabemos que essa é uma seleção parcial, que deixou fora outros museus e espaços expositivos que têm uma contribuição valiosa à cultura e à educação. Que tal bolarmos nossa própria lista?

O original está disponível em
http://yahoo.guiadasemana.com.br/yahoo/noticias.asp?ID=4&cd_news=45754&cd_city=1

Museus do Brasil
Conheça dez espaços para visitar e aprender com a história e as peculiaridades da região


Alguns são mais tradicionais. Outros preferem utilizar recursos mais modernos. Cada um ao seu modo, os museus apresentam diversas temáticas e têm como objetivo resgatar a memória da população e divulgar culturas, costumes e etnias. De acordo com um levantamento do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Demu/Iphan), o Brasil abriga 2106 museus atualmente, sendo 41 deles inoperantes e 20 em processo de implantação.

As regiões do país que mais abrigam esses centros de preservação histórica são o sul e sudeste, que concentram 70% dos museus nacionais. Os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul são os campeões em quantidade, contabilizando 352 estabelecimentos cada. Embora existam em grande volume, muitos dos museus brasileiros se encontram em estado de sucateamento, sofrendo com a falta de investimento e projetos de reformulação para atrair o público.

Mas alguns empreendimentos mostram que ainda há esperança para o setor. É o caso do Museu do Futebol, construído no avesso da Arquibancada do Pacaembu, com 6,9 mil metros quadrados, onde foram investidos R$ 32,5 milhões, em uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo e a iniciativa privada.

O Guia da Semana selecionou dez museus, de várias regiões do país, que apresentam propostas inovadoras e diferentes para o público. Confira o que eles oferecem:

Museu das Invenções (SP)
Por quê vale a pena? Com mais de dois mil visitantes por mês, o espaço é mantido pela Associação Nacional dos Inventores e traz diversas curiosidades, como um piano dobrável, uma churrasqueira descartável e um chuveiro portátil. São mais de 500 itens que existem e funcionam.
Endereço: Rua Dr. Homem de Mello, 1109 - Perdizes.
Horário: Segunda à sexta, das 9h às 17h30.
Preço: R$ 10,00.
Telefone: (11) 3873-3211.

Museu judaico (RJ)
Por quê vale a pena? Dedicado a preservar a tradição judaica, o museu foi criado em 1977 e reúne publicações, filmes e documentos relativos ao tema. Merece destaque o Centro de Estudos sobre o Holocausto, onde podem ser encontrados 300 livros e uma videoteca com mil títulos e depoimentos de sobreviventes.
Endereço: Rua México, 90 - 1° Andar - Centro.
Horário: Segunda a quinta-feira, das 10h às 16h; sextas, das 10h às 14h.
Preço: Grátis.
Telefone: (21) 2524-6451 /2240-1598.

Museu Aeroespacial (RJ)
Por quê vale a pena? Famoso pela exibição de diversos aviões, motores, armas e ampla documentação histórica aeronáutica brasileira, o Museu Aeroespacial abriga uma exposição permanente com 80 aeronaves, inclusive uma réplica exata do 14 Bis, primeiro modelo construído por Santos Dumont.
Endereço: Avenida Marechal Fontenelle, 2000 - Mal. Hermes.
Horário: terça a sexta, 9h às 15h; sábado, domingo e feriados, 9h30 às 16h.
Preço: Grátis.
Telefone: (21) 2108-8954 - 2108-8955.

Museu da Sensualidade (BA)
Por quê vale a pena?O único com essa temática no Brasil. Exibe um conjunto de fenômenos da sexualidade no mundo. O Grupo Gay da Bahia é responsável pelo espaço, que conta com esculturas de cerâmica, porcelana, madeira e outros materiais que representam cenas de erotismo e nudez.
Endereço: Rua Frei Vicente, 24 - Pelourinho.
Horário: Segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 18h.
Preço: Grátis.
Telefone: (71) 3322-2552.

Museu do Automóvel (PR)
Por quê vale a pena? O museu nasceu através de um grupo de amigos apaixonados por carros. É um dos mais conhecidos do país e reúne 150 veículos clássicos que marcaram o século XX. Além de modelos históricos (como a McLaren que sagrou Emerson Fittipaldi campeão de Fórmula 1), o espaço traz diversas curiosidades mecânicas.
Endereço: Rua Cândido Hartmann, 2300 - Mercês.
Horário: Quarta a sexta, das 14h às 17h30; sábado e domingo, das 10h às 12h e das 14h às 17h30.
Preço: Grátis.
Telefone: (41) 3335 1440.

Museu Emílio Goeldi(PA)
Por quê vale a pena? Situado dentro do Parque Emílio Goeldi, o museu abriga uma significativa mostra da fauna e flora amazônicas, concentrando atividades educativas e um laboratório para aulas práticas. Nele está localizada a Biblioteca de Ciências Clara Maria Galvão, que possui um vasto acervo bibliográfico, audiovisual e especial (jogos, kits didáticos, etc.).
Endereço: Avenida Magalhães Barata, 376 - São Braz.
Horário: diariamente, das 8h às 17h.
Preço: R$ 2,00.
Telefone: (91) 3219-3312.

Museu do Futebol (SP)
Por quê vale a pena? No estádio do Pacaembu, o visitante entra em contato com a história do Brasil no século XX, mesclando os costumes da sociedade, o esporte e a política. Com curiosidades históricas, salas interativas e recursos multimídia, o museu apresenta os maiores craques de todos os tempos.
Endereço: Praça Charles Miller, s/n - Pacaembu.
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h.
Preço: R$ 6,00.
Telefone: (11) 3372-3800.

Museu do crime (SP)
Por quê vale a pena? Localizado no prédio da Polícia Civil, o Museu do Crime apresenta fotos de incêndio, objetos apreendidos e veículos de transporte utilizados pela polícia. Com entrada recomendada para maiores de 16 anos, o local expõe desde calçados da década de 20 adaptados para o transporte de drogas, até o corpo de uma criança de nove meses assassinada pela mãe.
Endereço: Praça Professor Reinaldo Porchat, 219 - Cidade Universitária.
Horário: Segunda a sexta, das 13h às 17h; último sábado do mês, das 9h às 12h.
Preço: Grátis.
Telefone: (11) 3039-3460.

Museu da Cachaça (CE)
Por quê vale a pena? O Museu da Cachaça reúne histórias da bebida criada no Brasil e difundida pelo mundo inteiro. Apresenta curiosidades como o maior tonel de madeira do mundo, com capacidade para mais de 370 mil litros. O local ainda apresenta opções de lazer para as crianças, como pedalinho, charrete e um lago cercado de área verde, próximo ao casarão.
Endereço: Rodovia CE - 065, s/n - Senador Virgílio Távora.
Horário: terça a domingo, das 8h30 às 17h.
Preço: R$ 8,00.
Telefone: (85) 3216-8888.

Museu do Cangaço (PE)
Por quê vale a pena?O estabelecimento mantém um grande acervo de fotografias, utensílios, móveis e documentos com referência aos guerrilheiros do sertão. O passeio leva o visitante a um mergulho no mundo do cangaço, por onde começou a saga de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião.
Endereço: Sítio Passagem das Pedras.
Horário: Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e de 14h às 17h. Finais de semana agendados.
Preço: R$ 0,50.
Telefone: (87) 3831-2041.

sábado, 22 de novembro de 2008

Prêmio das Crianças do Mundo pelos Direitos das Crianças

O WCPRC (Prêmio das Crianças do Mundo pelos Direitos das Crianças) será desenvolvido
de 15 de Abril a 15 de Outubro de 2009.

Todas as escolas que desejarem participar ativamente da iniciativa em 2009 irão receber nossas publicações gratuitamente. O próximo ano, o WCPRC estará promovendo a DÉCADA DA VOTAÇÃO MUNDIAL. Os 14 candidatos homenageados nos anos anteriores nas votações do Prêmio das Crianças do Mundo estarão na próxima edição da revista que irá apresentar um panorama rico sobre a situação das crianças no mundo. Crianças de todo o mundo irão decidir entre os 14 candidatos finalistas em 2009 quem será o Herói dos Direitos das Crianças da Década.

Mais informações: www.childrensworld.org

Escolas e grupos de crianças e adolescentes interessados devem se cadastrar no site do www.childrensworld. org para receber as publicações do programa e promover a iniciativa.

01 exemplar da revista Globen deve ser usado para cada grupo de 05 crianças/adolescentes participantes ativos no programa. Este é o cálculo que vcs devem usar como referência. O programa se destina à faixa etária 10 a 18 anos incompletos.

É um grande prazer integrar esta rede!
Um abraço a tod@s!
Christiane Sampaio - Coordenadora WCPRC no Brasil
31) 9103 6290 e (31) 3234 6290
chris.sampaio@ childrensworld.org
www.childrensworld.org

20 de Novembro – Convenção da Criança da ONU celebra 19 anos

Um milhão de estudantes da África do Sul estudam o prêmio das 21 milhões de crianças

Hoje, 20 de Novembro, quando a Convenção da Criança da ONU celebra 19 anos, o Prêmio
das Crianças do Mundo pelos Direitos da Criança (WCPRC) conta com o apoio de mais de
21 milhões de estudantes, de quase 50.000 escolas em todo o mundo. No Brasil, o
programa é implantado principalmente por escolas da rede pública sediadas nas regiões Norte, Sul e Sudeste, e colabora na implementação da legislação 11.525/07, que torna obrigatório o ensino dos direitos das crianças no Ensino Fundamental.

O Prêmio das Crianças do Mundo é a maior iniciativa educacional do mundo pelos direitos da criança e a democracia, que oferece às crianças do mundo a oportunidade de conceder seus prestigiados prêmios à contribuições extraordinárias empreendidas em prol dos direitos das crianças. Os recursos do prêmio são usados para oferecer uma vida melhor às crianças em situação de maior vulnerabilidade do mundo.

Em 2009, o WCPRC celebra o seu décimo aniversário. Milhões de crianças irão decidir através de uma Votação Mundial quem será o seu "Herói dos Direitos das Crianças da Década". Através do Prêmio das Crianças do Mundo, crianças aprendem sobre seus direitos, se encontram com pessoas que são exemplos de luta pelos seus direitos e participam da Votação Mundial. Em 2008, 6, 6 milhões de crianças votaram e ofereceram seu prêmio à Somaly Mam, que resgata meninas vítimas do tráfico sexual de crianças no Camboja. Os primeiros agraciados pela votação das crianças incluem Nelson Mandela, Graça Machel e Nkosi Johnson (póstumo).

WCPRC integra currículo na África do Sul

Na África do Sul, O WCPRC é compulsório para todos os 01 milhão de estudantes do nono ano do Ensino Fundamental, que são avaliados pelo seu conhecimento no que se refere ao Prêmio das Crianças do Mundo. Neste País, o WCPRC faz parte do Common Tasks for Assesssment (CTA's – sistema de avaliação para estudantes da África do Sul) da displina Life Orientation (Orientação para a Vida) e o desempenho do aluno no desenvolvimento da iniciativa corresponde a 25% do total das notas anuais de conhecimento em direitos humanos, democracia e cidadania.

A Ministra da África do Sul, Ms Naledi Pandor, na sua carta anual dirigida à diretores de escolas em todo o País afirma: "O WCPRC é uma oportunidade maravilhosa para todos os estudantes aprenderem sobre seus direitos e começarem a vivenciar os direitos e deveres para uma cidadania democrática e responsável. Eu gostaria de encorajar cada uma das escolas a oferecer aos estudantes a oportunidade de participar". Em 2008, quase 2 milhões de estudantes participaram ativamente do Prêmio das Crianças do Mundo na África do Sul.

Milhões de crianças vulneráveis

As crianças aprendem sobre seus direitos através do processo do Prêmio das Crianças do Mundo e da publicação do prêmio (revista Globen), disponível em 11 idiomas. Participam da iniciativa milhões de crianças em situação de vulnerabilidade. Entre elas, ex-crianças soldado, escravas por dívida, crianças com trajetória de rua, órfãs devido à AIDS, vítimas do genocídio e da Tsunami e crianças que vivem em países sob ditadura.

Furaha, 15 anos, da República Democrática do Congo relata: "Quando eu tinha 12 anos e trabalhava como soldado, tudo o que eu conhecia era morte, violência e guerra. Agora, eu participo do Prêmio das Crianças do Mundo e da Votação Mundial. Foi absolutamente fantástico. Antes de eu ler a revista Globen não tinha idéia sobre o direito das crianças de ter uma vida boa e serem protegidas da violência. Eu amo a Globen e gostaria de dar um exemplar dessa revista para o meu antigo `coronel'. Assim, ele irá descobrir que é errado enviar crianças à guerra".

Mandela e Rainha Silvia

Entre os patrocinadores do WCPRC estão SIDA (Swedish International Development Cooperation Agency), Save The Children, Surve Family Trust, Abraxis BioScience, Altor, eWork, Banco Fonder e AstraZeneca. Entre os patronos: Sr. Nelson Mandela, HRM Rainha Silvia da Suécia, os ganhadores do Prêmio Nobel, Sr. Joseph Stiglitz e o presidente José Ramos Horta, e a ex-diretora executiva do Unicef, Carol Bellamy.

Em Junho de 2008, o Prêmio das Crianças do Mundo foi reconhecido como "a mais importante iniciativa de comunicação do planeta" na Conferência Anual da International Association of Business Communicators em Nova York. A IABC tem 16 000 membros em 65 países.

No Brasil, o WCPRC é promovido em colaboração com o Grupo Positivo, através dos portais Aprende Brasil e Educacional, com Secretarias Municipais de Educação e organizações de defesa como o Rádio pela Educação/Rádio Rural de Santarém (PA), CDI-PR (Comitê para a Democratização da Informática do Paraná), ONG Circo de Todo Mundo (MG) e Movimento Pró-Criança (PE). Mais de 1.000 escolas, com pelo menos 1,5 milhão de estudantes, sendo 80% da rede pública, estão cadastradas como Amigas Mundiais da iniciativa no País.

Cronograma e acesso às publicações do WCPRC 2009

Todas as escolas e grupos de crianças e adolescentes que participarem ativamente da
iniciativa no Brasil o próximo ano irão ter acesso gratuito às publicações do Prêmio das Crianças do Mundo. Para isso, as escolas devem se cadastrar no site:
www.childrensworld.org como Amigas Mundiais. Em 2009, o WCPRC será desenvolvido de
15 de Abril a 15 de Outubro.

Para mais informações sobre o Prêmio das Crianças do Mundo acesse:
IMPRENSA no www.childrensworld. org

Contatos:
Magnus Bergmar,+46( 0)159-129 00, +46(0)70-515 58 39
magnus.bergmar@childrensworld.org 

No Brasil: Christiane Sampaio (31) 9103 6290, (31) 3234 6290,
chris.sampaio@childrensworld.org

Capoeira sem Fronteiras

Olá meu amigo/a,

É com muito prazer que convido você, para nosso Festival Nacional “CAPOEIRA SEM FRONTEIRAS” organizado pela Capoeira CAPAZ, que será realizado nos dias 12, 13 e 14 de dezembro de 2008 com a participação de vários capoeiristas do Brasil.

Também participarão do evento, representantes da Capoeira Capaz da Suécia e Espanha e será ministrado curso prático com o Mestre Rogério Medeiros (Mestre Capixaba de Vitória -ES).

No dia 14.12.08 ás 15h acontecerá o encerramento do Festival, com Batizado e Troca de Cordas, Maculelê e Samba de Roda apresentados pelos alunos da ONG Capoeira CAPAZ.

O ingresso para assistir o evento do dia 14.12 será substituído por 1 kg de alimento não perecível que será doado à uma comunidade indígena Guarani, localizada na região do Pico do Jaraguá em São Paulo e através de outro evento especial que você também será convidado.

PROGRAMAÇÃO

DIA 12/12/08

Curso Capoeira: MESTRE CAPIXABA
HORÁRIO: 19:00 ÁS 22 :00
LOCAL: Escola Prof. Flávio J. O.. Negrini – JD Olinda/SP

DIA 13/12/08

Curso Capoeira: MESTRE CAPIXABA
HORÁRIO (manhã): 10:00 ÁS 12:00
HORÁRIO (tarde): 15:00 ÁS 18:00
LOCAL: Escola Prof. Flávio J. O.. Negrini – JD Olinda/SP

DIA 14/12/08

RODA NO PARQUE DO IBIRAPUERA- SP
HORÁRIO :10:00 ÀS 12:00

FESTIVAL NACIONAL CAPOEIRA SEM FRONTEIRAS
BATIZADO E TROCA DE CORDAS CAPOEIRA, MACULELÊ E SAMBA DE RODA
HORÁRIO: 15:00 ÁS 17 :00
Local: Escola Prof. Flávio J. O.. Negrini
INGRESSO: 1 kg de alimento não perecível.

LOCAL DOS CURSOS
ESCOLA ESTADUAL PROF J.O. NEGRINE
RUA : CASIMIRO 66 , BAIRRO JARDIM OLINDA, SÃO PAULO SP , TEL 11 8149 7901, 8634 8481

CURSO DO MESTRE CAPIXABA (3 dias): R$60,00
www. capoeiracapaz.org.br


ORGANIZAÇÃO PROF KIDURO
EDUARDO AREIAS
TEL [11] 8149 7901

www.capoeiracapaz.org.br

Seminário "O Sentido Formativo das Humanidades", na USP

O Grupo de Estudos sobre Temas Atuais da Educação do IEA convida para o Seminário O Sentido Formativo das Humanidades

Embora pouco recorrente nos discursos educacionais contemporâneos, a reflexão e o debate acerca do papel formativo das humanidades marcou a constituição do pensamento educacional humanista e moderno. A proposta do seminário O Sentido Formativo das Humanidades é retomar, em bases contemporâneas, o ideal de uma ação educativa que vincule o conhecimento à formação de um sujeito que tenha compromisso ético-político com a esfera pública.

27 de novembro das 14:00 às 17:00h

O conceito de 'formação': Prof. Dr. Franklin L. e Silva (FFLCH USP).
O sentido formativo da literatura: Profa. Dra. Adélia B. Menezes (FFLCH USP)
Abertura e Coordenação: Prof. Dr. José Sérgio Carvalho (FE USP)
28 de novembro das 14:00 às 17:00h

O sentido formativo das artes: Prof. Dr. Celso Favaretto (FE USP)
O sentido formativo da filosofia: Prof. Dr. Ricardo Fabbrini (FFLCH USP).
Coordenação: Prof. Dr. Celso Beisiegel (FE USP)


LOCAL: Auditório da Faculdade de Educação da USP:
Av da Universidade, 308, Bloco B, térreo
transmissão ao vivo pelo http://www.iea. usp.br/iea/ online/index.html Informações e inscrições : sedini@usp.br ou pelo fone 3091-1688

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Anima: Música mundana, humana et universalis



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Lançamento de Livro: Hospedaria de Imigrantes - Coleção "São Paulo no Bolso"

O Centro de Documentação e Memória (CEDEM) da UNESP promove no dia 27 de novembro, quinta-feira às 18h30, debate e lançamento do livro: Hospedaria de Imigrantes de São Paulo - Coleção "São Paulo no Bolso" (editora Paz e Terra, 2008, 101 pg), de autoria de Odair da Cruz Paiva e Soraya Moura.

Inaugurada em 1888, no bairro do Brás, a Hospedaria de Imigrantes foi o primeiro endereço para grande parte daqueles que vieram para São Paulo, e representou mais do que um lugar de hospedagem provisória para imigrantes e trabalhadores nacionais que chegaram em busca de melhores condições de vida.

Expositores:
- Odair da Cruz Paiva
Doutor em História Social/USP, Prof. Dep.Ciências Políticas e Econômicas, e do PPG em Ciências Sociais - UNESP
Pesquisador do Memorial do Imigrante, do NEPO/UNICAMP e do LEI/USP - Soraya Moura
Historiadora - USP Pesquisadora e Coordenadora de Projetos do Memorial do Imigrante

Debatedoras:
- Célia Sakurai
Doutora em Ciências Sociais - UNICAMP
Pesquisadora do Núcleo de Estudos de População – NEPO/UNICAMP
- Maria Cecilia Martinez
Mestre em História Social – USP
Pesquisadora do Centro Universitário UNIFIEO

Mediador:
- Paulo Cunha
Doutor em Ciências Sociais – UNICAMP
Professor do PPG do curso de Ciências Sociais - UNESP

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!

Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail:
ssantos@cedem. unesp.br

Data e horário: 27 de novembro de 2008 (quinta-feira) às 18h30
Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória
Praça da Sé, 108 - 1º andar (metrô Sé, esquina c/ a rua Benjamin
Constant)
(11) 3105 - 9903 - www.cedem.unesp.br

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Cursos no SESC-SP

ORATÓRIO

Serão construídos pequenos oratórios com materiais e técnicas diferentes partindo da cultura popular e da religiosidade. Com Equipe SESC. 25 vagas. A partir de 12 anos. Inscrições no balcão da Sala de Leitura. Sala de Oficinas, 2º andar.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 02/12 a 30/12. Terças, das 17h às 18h
SESC Pinheiros

JOGOS TRADICIONAIS

A cada semana será confeccionado um brinquedo ou jogo tradicional diferente como: dominó, jogo da memória, quebra-cabeça, dama, entre outros. Com Equipe SESC. 25 vagas. A partir de 12 anos. Inscrições no balcão da Sala de Leitura. Sala de Oficinas, 2º andar.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 03/12 a 17/12. Quartas, das 18h às 19h.
SESC Pinheiros

CONTOS NA RODA

Atividade em roda, que tem como ponto de partida a leitura de mitos, lendas e contos do livro Mulheres que Correm com os Lobos de Clarissa Pinkola Estés. As histórias resgatam a natureza feminina instintiva e a partir delas serão desenvolvidas vivências artísticas e troca de experiências. Com Equipe SESC. 20 vagas. A partir de 15 anos. Inscrições no balcão da Sala de Leitura. Sala de Atividades, 3º andar.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 04/12 a 18/12. Quintas, das 18h às 19h.
SESC Pinheiros

LIVRO-BRINQUEDO

Criação de um livro brinquedo com personagens e suas vestimentas variadas em cenários que se modificam de acordo com a história criada. Com Equipe SESC. 25 vagas. A partir de 12 anos. Inscrições no balcão da Sala de Leitura. Sala de Oficinas, 2º andar.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 04/12 a 18/12. Quintas, das 15h às 16h.
SESC Pinheiros

DECORAÇÕES NATALINAS

Os participantes inspirados no tema natalino construirão velas e garrafas decoradas, presépios e guirlandas com materiais coloridos e de diferentes texturas. Com Equipe SESC. 25 vagas. A partir de 12 anos. Inscrições no balcão da Sala de Leitura. Sala de Oficinas, 2º andar.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 04/12 a 18/12. Quintas, das 17h às 18h.
SESC Pinheiros

CRIAÇÕES DE COLARES

Serão confeccionados fuxicos e utilizados materiais como flores, feltro e predarias na criação de colares multicoloridos. Com Equipe SESC. 25 vagas. A partir de 12 anos. Inscrições no balcão da Sala de Leitura. Sala de Oficinas, 2º andar.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 05/12 a 26/12. Sextas, das 15h às 16h.
SESC Pinheiros

LETRAS E JOGOS

Serão apresentadas algumas possibilidades de exploração lúdica de letras e palavras em jogos e brincadeiras escritas como forma de despertar interesse criativo pelo uso da linguagem. Com Equipe SESC. 25 vagas. A partir de 7 anos. Inscrições no balcão da Sala de Leitura. Sala de Oficinas, 2º andar.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 02/12 a 30/12. Terças, das 14h às 15h.
SESC Pinheiros

ATELIER DE BRINQUEDOS

Criação orientada de brinquedos no sentido da descoberta de soluções criativas para idéias surgidas a partir da própria criança. Com Equipe SESC. 25 vagas. A partir de 7 anos. Inscrições no balcão da Sala de Leitura. Sala de Oficinas, 2º andar.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 03/12 a 17/12. Quartas, das 16h às 17h.
SESC Pinheiros

JOGOS DO MUNDO TODO

Apresentação de jogos existentes em várias partes do mundo seguida da explanação de suas regras e confecção de seus elementos. Com Equipe SESC. 25 vagas. A partir de 7 anos. Inscrições no balcão da Sala de Leitura. Sala de Oficinas, 2º andar.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 04/12 a 18/12. Quintas, das 14h às 15h.
SESC Pinheiros

BRINQUEDOS COM MOVIMENTO

Construção de brinquedos em que a interação gera o movimento. A cada encontro um brinquedo diferente. Com Equipe SESC. 25 vagas. A partir de 7 anos. Inscrições no balcão da Sala de Leitura. Sala de Oficinas, 2º andar.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 05/12 a 26/12. Sextas, das 16h às 17h.
SESC Pinheiros

POESIA E ARTE

Leitura de poesia para crianças, seguida de atividades artísticas a partir dos conteúdos temáticos abordados. Com Equipe SESC. 25 vagas. A partir de 7 anos. Inscrições no balcão da Sala de Leitura. Sala de Oficinas, 2º andar.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 05/12 a 26/12. Sextas, das 15h às 16h.
SESC Pinheiros

INICIAÇÃO À DANÇA

Propõe discussões e práticas sobre dança. A atividade aborda o estudo do movimento e do corpo que dança, através da técnica de Laban e da dança contemporânea. Com Equipe SESC. Vagas Esgotadas.
Grátis; Grátis (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
De 03/12 a 12/12. Quartas e Sextas, das19h30 às 21h.
SESC Pinheiros

Luto na Casa do Zezinho

Nota de repúdio e indignação

A Casa do Zezinho está de luto. A ONG Casa do Zezinho mostra seu profundo repúdio e indignação. Um dos seus filhos queridos, o jovem Alberto Milfont Jr, (23), foi barbaramente assassinado dentro das Casas Bahia na Estrada de Itapecerica por um segurança terceirizado, que trabalha nessa instituição, na segunda feira por volta das 16 horas. O segurança, em sua defesa, alega que agiu assim porque simplesmente o jovem estava mal vestido.

O jovem Alberto, mal vestido, morre com a nota fiscal, com comprovante de compra nas mãos.

Enquanto aguardava dentro da loja, "roupa de trabalhador" , sua esposa Darilene (22) voltava do caixa aonde fora pagar a prestação da compra de um colchão. Foi abordado pelo assassino, terno preto. Depois de um bate boca ligeiro o segurança saca da arma e atira à queima roupa. O jovem tomba sem vida.

Suas últimas palavras: Sou cliente, não sou ladrão!". A partir daí se calou. Calou da mesma forma como estamos calados, sufocados há 400 anos. Que grande equívoco este país!

Mal vestido, roupa de trabalho, é um sinal verde para o braço armado da sociedade, o assassino pago para atirar. Alberto deixa esposa e um filho de 5 meses. Alberto deixa morta a remota esperança de milhares de jovens brasileiros. Estudar pra que? Trabalhar pra que? Ser honesto pra que? Brasileiros alfabetizados, respondam honestamente essa pergunta!

O menino brincalhão, comprido e de pernas finas entrou para a Casa do Zezinho aos 10 anos. Sua turma do Parque Santo Antônio já estava todinha ali. Vai ser muito legal, ali vamos nos divertir para valer. O jovem deixa excelentes recordações em toda nossa comunidade, onde permaneceu como um membro muito querido até 2003.
Estava de casamento marcado com a jovem Darilene, com quem tinha um filho de apenas 5 meses.




Suspeita e pobreza sempre juntas na nossa história.

Nenhum (a) jovem "mal vestido" (leia-se moreno, pardo) da periferia ousa sequer pisar num shopping de grife da cidade sem levantar as mais alarmantes suspeitas. Nenhuma placa, nenhum sinal explcita essa indesejabilidade, como faziam com os negros os norte-americanos. Diferentemente dos americanos, aqui o jovem da periferia já traz gravada na carne, na alma, essa interjeição.

Nenhuma revolta, nenhuma vingança organizada. Nada que a sociedade deva se preocupar. Apenas o destempero de um segurança idiotizado, uma peça para reposição. No Cemitério São Luiz o murmúrio surdo da mãe e da jovem esposa.

Dentes cravados, os jovens cabisbaixos que acompanham o enterro trazem o sangue nos olhos. – O mano Alberto subiu!

Com muita raiva seguimos com eles, solidários, para tentar preservar essa auto estima
tão covardemente destruída desde o seu nascimento nas favelas.

A vitória da morte exercida com eficiência certeira desde sempre no país pelo braço armado contratado pela sociedade dominante e pelos seus comparsas que dominam toda a estrutura de poder do estado.

Pras Casas Bahia deixamos como lembrança o carnê saldado com a honra e a dignidade de um jovem trabalhador.

Adeus mano Alberto!

Fotos: Acima, Alberto numa exposição de arte quando ainda estava na Casa do Zezinho, em 2001; abaixo, foto recente. Escrito por Marcelo Tas às 09h28

Pós-Graduação em Artes

Prezado (a) Senhor (a),

Solicito-lhe a gentileza de divulgar em sua instituição o Edital nº 7/2008 Capes/MinC Programa Pró-Cultura, em anexo, que visa a fomentar a pesquisa universitária, bem como o aperfeiçoamento e a formação de pessoal de nível superior em Cultura.

As áreas temáticas prioritárias para o desenvolvimento das pesquisas são: Cultura, Arte e Novas Tecnologias; Cultura, Manifestações Artísticas e Conhecimentos Tradicionais; Cultura, Memória e Patrimônio; Cultura Populações e Territórios; Cultura, Cidadania e Inclusão Social; Cultura, Estado, Legislação da área de Cultura e Políticas Públicas; Cultura, Economia e Desenvolvimento; e Cultura, Globalização e Diversidade.

Chamo-lhe a atenção para a área temática Cultura, Estado, Legislação da área de Cultura e Políticas Públicas, o que possibilita pesquisas acerca da legislação de Direito Autoral.

O programa é resultado de um trabalho conjunto entre a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC) e a Cooperação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior(CAPES) - instituição vinculada ao Ministério da Educação.

A preferência para a seleção dos bolsistas, conforme o edital, será dada a projetos que promovam o diálogo e a interação das pesquisas com os conhecimentos da cultura tradicional do país; promovam a articulação das universidades com empresas; realizem a apresentação de conteúdos em formatos audiovisual e/ou digital; façam a divulgação dos resultados em seminários, oficinas e eventos culturais, entre outros aspectos. O valor das bolsas a serem concedidas é de R$1.200,00.

Atenciosamente,

Coordenação-Geral de Direito Autoral

[FAEB - Federação de Arte Educadores do Brasil]

Site da Faeb - http://www.faeb.art.br

Documentário Africanidades Brasileiras e Educação

Confiram o Documentário "Africanidades brasileiras e educação", na TV Escola, no dia 20 de novembro, dia Nacional da Consciência Negra, às 19h, bem como na Sky e Direct TV.
No dia 21, às 8.45h, na TV Brasil e também no site www.tvbrasil.org.br

Consciência Negra na Casa das Rosas: Programação


(Clique na imagem para ampliá-la)

Grupo Caramiranga na Casa das Rosas (SP) em 20/11


(Clique na imagem para ampliá-la)

Oficina: A Dança na Educação (PUC-SP)

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
Núcleo de Trabalhos Comunitários

CONVIDA PARA
OFICINA: A DANÇA NA EDUCAÇÃO

A oficina visa promover entre os participantes a interação da linguagem da Dança com propostas diversas sob o viés pedagógico. Por meio de práticas e metodologias, nos interessa discutir o trabalho em Dança no ambiente educativo formal e não-formal.

Conteúdos:
Processo educativo; Motricidade Humana; Práticas escolares e a educação não-formal; Propostas metodológicas para o trabalho com Arte na educação (Ana Mae Barbosa, Currículo e Projetos); Dança Educativa – Sistema Laban de Análise do Movimento, Planejamento de aula e interdisciplinaridade.

Carga horária: 8 horas
Valor: R$ 80,00
29 de novembro e 06 de dezembro
(sábados das 09h às 13h)

Local: PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica)
Inscrições Abertas – fone: 3864-6503 / 3864-7377
e-mail: ntc@pucsp.br/ntc/
http://www.pucsp.br/ntc

Experiências Sonoras no SESC Santo André

SE LIGA!
Programa de atividades para jovens adolescentes com o objetivo de estimular o intercâmbio de idéias, a busca da cidadania e a convivência. As vagas são limitadas. Informações e inscrições na Central de Atendimento.

Experiências Sonoras

Nestas oficinas os participantes construirão instrumentos musicais alternativos, pesquisando as fontes sonoras existentes nos materiais normalmente descartados pela sociedade, aprendendo conceitos de Música Experimental. A próxima etapa do trabalho será organizar o grupo em ensaios coletivos para que os participantes possam compor músicas, editando em software livre, terminando com apresentações no carnaval de 2009

. Com Flávio Cruz, violoncelista do grupo Kaddish e integrante do GEM (Grupo Experimental de Música). Para adolescentes entre 13 e 18 anos. 25 vagas. Inscrições na Central de Atendimento.
Grátis
De 10/12 a 27/02. Quartas e sextas, das 15h às 18h.
SESC Santo André

Clubinho Faber Castell

Prezados,

É com grande alegria que envio a divulgação do projeto *Clubinho Faber-Castell.
Estamos começando a divulgar, por isso seria interessante a opinião de quem desejar se expressar.
Para conhecer o projeto:
http://www.faber-castell.com.br
Para ver o flyer de divulgação:
http://www2. faber-castell. com.br/mailing/ clubinho/ clubinhoFC. jpg

Livia Martucci
arte-educadora
Escola do Futuro - USP
www.futuro.usp. br
contato@liviamartucci.art.br

domingo, 16 de novembro de 2008

Entrevista de Carlos Henrique Medeiros de Souza

O meio e a mensagem

"O desenvolvimento de atividades pedagógicas em torno do folclore é uma importante contribuição na formação do espírito de cidadania e de nacionalidade do aluno", Carlos Henrique Medeiros de Souza.

Originalmente disponível em http://www.multirio.rj.gov.br/portal/riomidia/rm_entrevista_conteudo.asp?idioma=1&v_nome_area=Entrevistas&idMenu=4&label=Entrevistas&v_id_conteudo=72213

Preservar e resgatar a cultura popular e o folclore por meio das tecnologias da comunicação, que potencializam a socialização e os registros das informações, é o objetivo da folkcomunicação, campo de estudo que vem ganhando espaço no meio acadêmico. Para o doutor em comunicação e professor do curso de pedagogia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Carlos Henrique Medeiros de Souza, a escola tem como missão principal preparar o sujeito para se mover na sociedade, conhecer sua cultura, costumes e tradições.

Cabe à comunidade escolar desenvolver ações que possam permitir esses registros, visando à socialização e à preservação das manifestações culturais brasileiras. “Um dos objetivos de se trabalhar o folclore na escola é evitar que nossos padrões tradicionais sejam substituídos por modelos exóticos”, afirma o professor.

Acompanhe a entrevista concedida à Revista Nós da Escola:

Revista Nós da Escola - O que é a folkcomunicação? Como ela pode auxiliar a prática docente?
Carlos Henrique - Folkcomunicação é um termo utilizado desde 1967 por Luiz Beltrão, pesquisador da área da comunicação, com o objetivo de relacionar o estudo da comunicação popular e do folclore com a difusão de meios de comunicação de massa. Tem sua importância nas camadas menos favorecidas ou à margem da grande mídia. José Marques de Melo, outro pesquisador, afirma que essa compreensão do folclore é uma cultura de resistência. Isso demonstra que ele estava antenado ao conceito de folkcomunicação como cultura dos marginalizados, defendido por Luiz Beltrão e outros estudiosos. Além de Beltrão e Marques de Melo, destaca se uma figura importante na cultura brasileira e na difusão da folkcomunicação, o médico, pesquisador e folclorista Theo Brandão, que teve seus estudos criticados inicialmente, rotulados de heréticos e imaginosos, quando retratou o folclore alagoano. Porém, ele recebeu a devida consideração e reconhecimento com a confirmação dos seus pontos de vista pelos modernos pesquisadores da cultura popular, um quarto de século depois. Sendo a folkcomunicação, ou seja, a comunicação popular e do folclore, uma cultura de resistência, de resgate e, conseqüentemente, de preservação, os docentes poderão se utilizar dela a fim de resgatar, vivenciar e aprender, com sua própria história, tradições e costumes. Existem instituições de ensino que não valorizam tais conhecimentos, produzindo, assim, uma grande massa de excluídos culturalmente.

Revista Nós da Escola - Numa época marcada pela tecnologia e pela globalização, qual é a importância das culturas populares?
Carlos Henrique - É importante separar o conceito de tecnologia do de internet, pois a tecnologia já existe desde os tempos das cavernas, quando os homens inventaram instrumentos e técnicas para a caça, registro de gravuras etc. A internet é uma rede de computadores que utiliza recursos tecnológicos para seu funcionamento. Surgiu nos anos 90, a partir da evolução de outra rede, denominada Arpanet Americana, que foi criada nos anos 60. Um dos mais importantes recursos tecnológicos, mas que não é único, é o computador. Quanto à globalização, temos este conceito evidenciado desde a década de 70, quando Marshall McLuhan apresentou o discurso das novas mídias, rádio e televisão como meio de acesso e convergência cultural. Acreditava, assim, que a diversidade cultural seria mais bem compreendida e publicizada. Dentro desta perspectiva, podemos compreender que o uso massivo da mídia influenciou nossa cultura popular. As manifestações chegaram até nossas casas; os programas de TV, rádio e a própria internet socializaram parte desses conhecimentos. É lógico que tudo isso foi feito dentro de uma visão capitalista.

Revista Nós da Escola - É correto afirmar que o jovem de hoje se encontra cada vez mais distante do folclore e das manifestações culturais?
Carlos Henrique - Sim, pois os valores são outros. Muitos jovens já nascem conectados em um mundo digital, permeados pelas redes e com um forte interesse pelas novas culturas tecnológicas. Mas vemos ainda muitas escolas tradicionais que não conseguem trabalhar nossas tradições e práticas culturais, fortalecendo, assim, o individualismo e a dissocialização do sujeito. O folclore é a maneira de agir, pensar e sentir de um povo ou grupo, com as qualidades ou atributos que lhes são inerentes, seja qual for o lugar onde se situem. Não é apenas o passado, a tradição; ele é vivo e está ligado à nossa vida de um jeito muito forte. Por isso, é tão importante conhecê-lo. O saber folclórico é aquele que aprendemos informalmente no mundo, por meio do convívio social. Ele é universal, embora aconteçam adaptações locais ou regionais, como conseqüência dos acréscimos da coletividade. Folclore é o conjunto de coisas que o povo sabe, sem saber quem ensinou. Portanto, o jovem necessita manter contato com esta cultura a fim de conhecer e dominar o mundo que o cerca.

Revista Nós da Escola - Como despertar o interesse por esses conteúdos?
Carlos Henrique - Acredito que os primeiros valores culturais são desenvolvidos em casa, na família, posteriormente na escola, por fim, na sociedade. Quanto mais acesso à informação ocorrer, por parte dos sujeitos, mais bem trabalhadas serão as culturas. O desenvolvimento de atividades pedagógicas em torno do folclore é uma importante contribuição na formação do espírito de cidadania e de nacionalidade do aluno. Ao mesmo tempo em que ele passa a se perceber como ser universal, cidadão do mundo, ele sente necessidade de conhecer suas raízes, identificando-se com seu grupo social, sua linguagem, sua história e a de sua comunidade. O professor deve saber aproveitar o atraente, rico e variado mundo do folclore como fonte inesgotável de motivação didática e de elevada importância pedagógica. Ele precisa selecionar o que vai utilizar, pois nem toda manifestação folclórica serve como material didático. Os modelos escolhidos pelo professor precisam ser adequados à idade e ao tempo disponível para estudo e ensaio. Deve ser avaliados do ponto de vista da sua utilidade para a comunidade, identificando-se, primeiramente, os aspectos da cultura popular, no lugar onde vivem os alunos, para, depois, extrapolar limites geográficos.

Revista Nós da Escola - Vivemos em uma sociedade em rede, permeada pelo uso dos recursos tecnológicos. Que efeitos isso tem nas práticas de ensino e que desafios traz?
Carlos Henrique - A convivência entre tradição e modernidade é um desafio para as práticas de ensino no contexto da escola. A rapidez e conseqüente fluidez de acontecimentos e transformações em todas as áreas do conhecimento ocupam o nível macro da sociedade, mas resistem em nível microssocial à vontade e à ação de grupos humanos no sentido de manter e/ou redefinir suas tradições sem abdicar totalmente delas. Ao contrário, esses grupos parecem sentir a necessidade de expandir sua influência e, assim, resistir à massificação globalizada. Esta redefinição e/ou luta pela manutenção das tradições culturais vê se defronte a novas necessidades e demandas criadas pela modernidade e transmitidas pelas novas tecnologias, rapidamente popularizadas pelo mercado.

Revista Nós da Escola - Levando em consideração essa realidade, qual é o desafio da escola hoje?
Carlos Henrique - A escola tem como desafio estimular, encantar o aluno para uma aprendizagem significativa, que, além de trabalhar o tradicional currículo, deve desenvolver atividades e ações conjuntas entre professores e alunos, por meio de trabalhos voltados para a implantação de atividades ligadas ao folclore brasileiro nas escolas, utilizando-se de instrumentos interdisciplinares, abarcando o que constitui o domínio das chamadas ciências da cognição, da epistemologia, da história, da sociologia, da transmissão do conhecimento, da educação, da criação e da mudança. Metodologicamente, esse enfoque parte do reconhecimento de que o homem tem seu comportamento alimentado pela aquisição de conhecimento, pela construção, desconstrução e reconstrução de fazer(es) e saber(es) que lhes permitem sobreviver e transcender. A escola deve potencializar sua inteligência coletiva, ou seja, o professor deverá ser um mediador, principalmente, no processo de construção do aprendizado.

Entrevista concedida a Fábio Aranha, repórter da Revista Nós da Escola, da MULTIRIO. Acesse o conteúdo na íntegra no Portal da MULTIRIO - www.multirio.rj.gov.br

Arte e Matemática - Newsletter do Mathema

Originalmente publicado na Newsletter do Mathema: www.mathema.com.br

Beatriz Milhazes em São Paulo – para quem gosta de arte... e de matemática também
Para quem aprecia as manifestações artísticas contemporâneas, e também para quem sabe enxergar as relações existentes entre arte e a matemática, um programa imperdível estará aberto ao público até o final de novembro, em São Paulo. Trata-se da exposição Beatriz Milhazes: Pintura, Colagens, na Estação Pinacoteca (http://www.pinacoteca.org.br).

Beatriz é hoje uma das artistas brasileiras mais reconhecidas no exterior, e pela primeira vez expõe no Brasil 21 pinturas e 4 colagens, bem como intervenções feitas nos vitrais da Estação, que provocam efeitos de um colorido bidimensional com a passagem da luz.

Entre as pessoas que não esperam a hora de visitar a exposição de Beatriz estão os alunos do curso de pós-graduação lato sensu Fundamentos do Ensino da Matemática do Mathema.

Segundo a coordenadora Kátia Stocco Smole, faz parte dos objetivos do curso ampliar os conhecimentos dos professores no que diz respeito às pesquisas em Educação Matemática, como também apurar o olhar sobre a conexão da matemática com outras áreas da cultura e do saber, como é o caso da arte. Já tendo iniciado no segundo módulo do curso, realizado em parceria com a UniFran, o grupo está muito empolgado. “Trata-se de um grupo sério, bastante reflexivo e que tem aproveitado muito as discussões e leituras propostas no curso”, diz Kátia.

Oficina Territórios Sonoros, na USP, com Teca Alencar de Brito e Pedro Paulo Salles

Não percam, nos dias 24/11 e 01/12, esta oficina!
(CLique na imagem para ampliar)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A capoeira é um sentimento

Já são 20 anos de capoeira.... Parece que foi ontem que comecei a treinar!
Foi amor à primeira vista. Com a capoeira aprendi e aprendo muito a cada dia. Acho que cada um nasce com uma missão na vida e eu acredito que nasci para a capoeira. Minha missão é educar, cuidar, ajudar o próximo, isso é o que me faz me sentir realizado e grato pela vida. Confesso que não tenho motivos para reclamar da minha vida, acredito que tudo que eu tenho foi Deus quem me deu. Aprendi pouco a pouco, à aceitar os desafios como uma forma de recompensa, sabendo que após uma tempestade a serenidade é uma conseqüência. O maior ensinamento que Deus nos deixou foi a importância de amar ao próximo. Quando estou dando aula, tenho esta exata certeza de que o amor contagia. Vejo que todos estão felizes e cria-se uma troca de energias positivas além de um sentimento de alegria sem fim.

Especialmente, quando estou na ONG Capoeira Capaz, parece que esqueço de meus problemas ou das dificuldades cotidianas. Ali de fato existe uma troca de experiências e sentimentos que não se explicam e tampouco tem preço. Minha motivação e alegria em ajudar na ONG, são movidas pelo sorriso de uma criança. A capoeira é uma manifestação cultural brasileira desenvolvida no Brasil na época colonial e passou por várias mudanças até os dias de hoje. Na capoeira não existe distinção de cor, diferença de sexo ou idade, tampouco classe social. É um ajudando o outro a enfrentar as dificuldades da vida como foi na época da escravidão. Afinal, hoje somos escravos da modernidade, do trânsito, de nossas dívidas, de nossos orgulhos e personalidade. Assim, nada melhor do que a capoeira para nos libertar disto tudo. A capoeira é do bem!!

Se você me pedisse um conselho para uma vida melhor, eu diria: “Vamos jogar capoeira, vamos tocar berimbau, vamos cuidar de nossos amigos, vamos cuidar de nossos filhos, vamos cuidar de nossa família, vamos cuidar de nós mesmo!”. Escrevo isto pois na vida, a melhor coisa que temos é saber que um dia fizemos algo de bom não só para nós mesmos, mas para mais alguém, e ter a certeza de que este alguém também fará a mesma coisa para uma outra pessoa. É assim que vejo a capoeira e o ciclo mágico da vida: como uma manifestação do relacionamento humano movido pela sua fórmula mais preciosa e original, AMAR AO PRÓXIMO COMO DEVEMOS AMAR A NÓS MESMOS.

Eduardo Areias (Kiduro )

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A capoeira inserida em meu trabalho...

A contribuição da Capoeira Projeto "ÁFRICA-BRASIL: Origens africanas num país chamado Brasil" Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10 2008
video

1º Colóquio Nacional em Pedagogia da Arte

Iº COLÓQUIO NACIONAL EM PEDAGOGIA DA ARTE

MÁRCIA TIBURI, MÁRCIA STRAZZACAPPA, MARIA CECÍLIA TORRES, NADJA HERMANN E
PROFESSORES DA UFRGS serão palestrantes no Iº COLÓQUIO NACIONAL EM PEDAGOGIA
DA ARTE a ser realizado na Faculdade de Educação da UFRGS, de 03 a 05 de
dezembro de 2008. Veja a programação completa de palestras e outras
atividades.

Inscrições e informações no site:
www.ufrgs.br/faced

Programação:

03/12

17h - credenciamento

18h30m - sessão de abertura - Gilberto Icle (Coordenador), Sergio Lulkin
(Coordenador substituto), Dagmar Meyer (Coordenadora substituta PPGEDU),
Malvina do Amaral Dorneles (Diretora FACED)

19h – mesa de abertura - Poéticas da arte na educação contemporânea -
Marcia Strazzacappa (UNICAMP), Maria Cecilia Torres (IPA-IMEC e FUNDARTEUERGS), Mirna Spritzer (UFRGS) e Paola Zordan (DIF-UFRGS), mediação de Luciana Gruppelli Loponte (NEMES-UFRGS).

04/12

13h – sessões de apresentação de trabalhos do curso de especialização

16h – sessões de apresentação de trabalhos do curso de especialização

20h – mesa de debate - Pesquisas em pedagogia da arte - Rosa Maria Bueno Fischer (NEMES-UFRGS), Analice Dutra Pillar (GEARTE-UFRGS), Elisabete Garbin (NECCSOS-UFRGS), Gilberto Icle (GETEPE-UFRGS).

05/12

13h – sessões de apresentação de trabalhos do curso de especialização

16h – sessões de apresentação de trabalhos do curso de especialização

20h – mesa de encerramento - Ética, estética, educação e arte - Marcia
Tiburi

(INS.MACKENZIE-SP) e Nadja Hermann (PUC-RS), mediação de Marcelo Pereira

(GETEPE-UFRGS)

Encontro com Yoko Ono

Museu de Arte Contemporânea
Universidade de São Paulo

ENCONTRO COM YOKO ONO

DATA: 13 de novembro de 2008 das 11h30 às 13h00.

Local: Auditório do Museu de Arte Contemporânea
(Portão 03, Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3o. andar - Parque Ibirapuera ? Acesso pela rampa lateral)

Objetivo: a artista plástica Yoko Ono discutirá com alunos, pesquisadores e demais interessados sobre seu percurso estético e suas concepções sobre arte contemporânea.

Informações e Inscrições Prévias:
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo ? MAC USP
Rua da Reitoria, 109 A ? 05508-900 ? Cidade Universitária ? São Paulo/SP
Tel.: (11) 3091.3033/ 3091.3559
e-mail: ceema@usp.br

Capoeira Capaz, Capoeira da Paz

Imagine 150 crianças na periferia de São Paulo, frequentadoras de uma escola pública, em um bairro que, como tantos outros na cidade, prima pela ausência de opções culturais e de lazer.

Imagine um professor de educação física e mestre de capoeira que decide ofererecer uma opção de formação cidadã a essas crianças através da caopeira.

Imagine as crianças aprendendo a jogar capoeira e, muito mais que isso, conhecendo melhor seu corpo, vendo que ele é capaz de ter ritmo, força, agilidade, e criar movimentos harmoniosos, precisos e rápidos.

Imagine as crianças aprendendo sobre a herança africana nessa manifestação cultural brasileira, aprendendo a valorizar esses povos historicamente marginalizados, aprendendo que eles têm um conhecimento importante a transmitir e, assim, superando preconceitos e desenvolvendo tolerância?

Imagine que as crianças aprendam que a capoeira foi uma forma de praticar uma luta disfarçada de dança, que foi um recurso inteligente utilizado pelos escravizados para cultivarem sua cultura, suas práticas corporais, desenvolvendo sua defesa sem que os opressores se dessem conta? Imaginem que conhecimento valioso, aprender a resistir à opressão e à violência com recursos sofisticados como esse, unindo forças para manter, ainda que semi-ocultas, suas práticas e seus costumes?

Imagine que na roda de capoeira eles aprendam que todos são iguais, que na roda é sempre preciso um parceiro para jogar, que o parceiro é também respeitado, pois o jogo começa com um cumprimento.

Imagine o quanto aprendem sobre seus corpos, suas possibilidades e limites, como desenvolver seus movimentos controlando força, velocidade, equilíbrio...

Imagine que, para participar disso tudo, nada precisem pagar, mas que tenham que frequentar a escola e ter um bom desempenho escolar. Que incentivo, que apoio à escola esse vínculo.

Imagine que os adultos, mestres de capoeira, são pessoas de bem, que se importam com o outro e realizam voluntariamente seu trabalho, educando não apenas com palavras, mas também com exemplos...

Tudo isso não é imaginação. É realidade, e acontece na ONG Capoeira Capaz. As crianças atendidas vêm da periferia do Jardim Olinda (próximo a Campo Limpo) e participam das aulas de capoira gratuitamente. Aprendem e ensinam tudo isso. Tive o privilégio de vê-las jogando capoeira, e fiquei encantada com sua agilidade, sua alegria ao jogar, o domínio dos movimentos de seu corpo...

Conheço o professor Eduardo, fundador da ONG. Ele é um cara legal, alegre, gentil e sério com as crianças. Tem um compromisso com elas como poucas vezes vi, um respeito pelas crianças e um jeito de lidar com elas que também inspira respeito e admiração. É um jovem professor que dá aula em escolas particulares também, e devota seu tempo, seus recursos e seus conhecimentos a essas crianças. Não é muito conhecido no Brasil, embora já tenha dado algumas entrevistas. Mas viajou pela Europa mostrando o Brasil, nossa cultura e nossa capoeira.

Quando vejo seu trabalho, e o dos professores que atuam com ele na ONG, renovo aquela fé idealista, aquela crença em fazer a diferença, em mudar a vida das pessoas. Os valores estão distorcidos, muita gente crê que para ser feliz é preciso ter, ter cada vez mais, comprar, consumir... Mas não é essa a lógica que segue a ONG Capoeira Capaz, como tantas ONGs e projetos sociais que temos no Brasil, que foram ocupando os vácuos de ação social que o Estado deixou, procurando melhorar a vida das pessoas. A alegria de doar-se (e não doar aquilo que nos sobra)dá sentido à vida dessas pessoas, e ensina aqueles que com elas têm o privilégio de conviver.










Biblioteca Capaz

A leitura é importante. Ziraldo, escritor infantil, pai do Menino Maluquinho, diz que "ler é mais importante que estudar". Concordo plenamente. Lendo, descobrimos outros mundos, vivemos outras aventuras, podemos ser e fazer qualquer coisa através da imaginação. Aprendemos também. Sobre a língua, sobre os lugares e sobre os povos. Então, pensamos em dar às crianças da ONG também o prazer de ler. Não ler para responder a questões de uma prova, mas para se divertir.

Daí surge a idéia de montarmos uma biblioteca para as crianças. Que legal se elas puderem levar livros para ler em casa, com as famílias, ou esparramar-se na própria ONG para desfrutar de momentos de leitura e imaginação! Mas precisamos de livros... Por isso, surge a campanha Biblioteca Capaz, que pretende arrecadar doaações de livros para as crianças e adolescentes.

Brinquedoteca Capaz

Brincar também é importante. É essencial na infância, e por que não, por toda a vida. Brincando reelaboramos nossas experiências no mundo, nos socializamos, desenvolvemos habilidades e conhecimentos novos...

Vamos dar às crianças um espaço e materiais para brincadeiras? Será que elas já têm acesso a bonecas, carrinhos, jogos, casinhas, etc? Assim começamos também a arrecadar brinquedos, tornando a ONG um espaço mais acolhedor e divertido para as crianças...

Sonho que se sonha só
É sonho que se sonha. Só.
Sonho que se sonha junto é realidade.
(Raul Seixas)


Quer sonhar junto? Visite o site da ONG Capoeira Capaz: www.capoeiracapaz.org.br
E venha dividir esse sonho...


Selma de Assis Moura

sábado, 8 de novembro de 2008

Reflexões oportunas sobre a Capoeira na educação

Eu gostaria de suscitar uma reflexão e um debate sobre a presença da capoeira nas escolas, e seu papel educativo na Educação Infantil e no Ensino Fundamental.

Acredito que a inserção da capoeira no currículo escolar pode trazer benefícios em múltiplas dimensões da formação das crianças: desde a melhoria da qualidade do movimento, a consciência de seu corpo e o desenvolvimento de habilidades corporais, até o fortalecimento de sua auto-estima, do respeito ao outro e à convivência em grupo.

Mas vejo, na realidade em que trabalho, que a capoeira traz uma enorme contribuição em termos de legitimar o conhecimento de uma parcela da população que durante séculos esteve excluída do que se convencionava como o saber válido, valorizado e transmissível às futuras gerações.

A capoeira, uma prática corporal que integra luta, dança, jogo, ginga, de um jeito tão brasileiro, foi uma forma de resistência durante os séculos de escravidão no Brasil. Sobreviveu à perseguição, fortaleceu-se como prática cultural e gradualmente alcançou status na sociedade, integrando-se ao rol de conhecimentos com valor reconhecido. Espalhou-se pelo mundo, penetrou escolas públicas e particulares, e tem sido um veículo de conhecimento de nossa cultura, de nossas raízes e de nossa história.

Acredito que esse papel pode sem dúvida ampliar-se. Se, na escola, a capoeira estiver presente não apenas como uma prática mas também como objeto de conhecimento e tema para reflexão entre professores e alunos, pode constituir-se em uma forma de promover o conhecimento, a valorização e o interesse pelas culturas afro-brasileiras.

Disponibilizei no blog dois textos, que estão abaixo, para fomentar a reflexão sobre o papel que a capoeira vem assumindo na escola. Não apenas nesse mês de novembro, em que um feriado marca a luta pelo reconhecimento da importância africana na constituição do país, mas de modo sistemático e constante, faz bem refletirmos sobre as possibilidades de inserção da capoeira e de outras práticas culturais na escola como forma de promover conhecimento e cidadania.

Selma de Assis Moura

A capoeira como instrumento de valorização cultural das crianças no Ensino Fundamental, por Tzusy E. de Mello

A CAPOEIRA COMO INSTRUMENTO DE VALORIZAÇÃO CULTURAL DAS CRIANÇAS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Tzusy Estivalet de Mello.
Grupo de pesquisa em Educação Física Escolar, FE/USP.
Disponível em www3.fe.usp.br/efisica/trabs/52.doc

Resumo:
Este relato tem por objetivo apresentar o trabalho desenvolvido com a 1ª série do ensino fundamental da Escola Estadual Samuel Klabin situada na periferia da zona oeste da cidade de São Paulo, mais especificamente na Vila Dalva.
O projeto “Capoeira: Cultura e movimento” busca dentro da disciplina de Educação Física trabalhar a história, os movimentos e a musicalidade da Capoeira como forma de reafirmar e fortalecer a cultura corporal produzida pela comunidade na qual a escola está inserida.
A idéia surgiu nos primeiros dias de aula onde as seguintes perguntas foram feitas aos alunos: “-Quais atividades (jogo, esporte, luta, dança, ginástica) são realizadas na comunidade que mais lhe interessam?”, “- Quais os movimentos acontecem a nossa volta?”
Dentre as respostas surgiram brincadeiras, futebol, danças, e a Capoeira.
Em seguida foi questionado:“- Entre essas atividades quais gostaria de ver em nossas aulas?”
Além da Capoeira ter sido escolhida para ser estudada durante o 1º semestre, a motivação dos alunos despertou na comunidade escolar, principalmente nos pais, um grande interesse pelo assunto dando ainda mais relevância ao nosso estudo.
Acreditamos que mediante este Projeto podemos trabalhar questões sócio-históricas contribuindo desde a 1ª série do ensino fundamental para a formação de um cidadão que conheça sua história, saiba construir suas idéias, interpretando os fatos de forma crítica e autônoma.
Palavras Chave: Capoeira - cultura corporal - escola

Introdução:
Ao planejar o conteúdo didático pedagógico a ser desenvolvido na disciplina de educação física neste primeiro semestre com as 1ªs séries da Escola Estadual Samuel Klabin, situada na periferia da zona oeste da cidade de São Paulo, a principal preocupação era afirmar o espaço de nossas aulas como “viabilizador de transformações”, tendo a cultura produzida pelo aluno como eixo principal.

Á luz de Moreira e Candau (2003), acreditamos que educação e cultura “não podem ser concebidas como dois pólos independentes, mas sim como universos entrelaçados, como uma via tecida no cotidiano e com fios e nós profundamente articulados” (p.160), ou seja, toda experiência pedagógica é portadora de cultura. Desta forma, se faz necessário situar-se culturalmente informando-se sobre os modos de vida desta população, conhecendo histórias, expectativas, padrões culturais e relações de poder.
Como forma de “legitimar os discursos e as vozes” dessas crianças, inserindo-se em uma perspectiva multicultural crítica da educação, realizamos uma pesquisa junto aos alunos das 1as séries sobre a cultura corporal da comunidade, questionando á respeito dos movimentos produzidos por aquela população, sendo que esta foi respondida pelas crianças e também por seus familiares, amigos e vizinhos. Apareceram muitas brincadeiras, danças, “jogar bola” e a Capoeira.

Diante dessas respostas formulamos a seguinte pergunta (agora para ser respondida apenas pelos alunos da classe):“- Entre essas atividades (brincadeiras, futebol, danças, e a Capoeira), qual gostaria de ver em nossas aulas?”

A capoeira foi escolhida de forma unânime por quatro 1as séries, seguida das brincadeiras e do “jogar bola”.

Com o andamento de nosso trabalho, conhecendo os movimentos da Capoeira, sua história, musicalidade e as relações de poder, gênero e classes que a envolvem, houve um grande interesse da comunidade escolar, o que fez com que pais, irmãos, e colegas de outras classes também tivessem um significativo envolvimento em nossas aulas, contando histórias á respeito da Capoeira, dando oficinas, ensinando músicas e a tocar os instrumentos.

Assim como Canen (2001), reconhecemos que ao estimularmos a auto-estima do aluno, estaremos contribuindo para a valorização do seu ser, para a sua identidade, o que constituem pré-requisitos essenciais para a aprendizagem na linha intercultural (p.221).

Ao perceber o envolvimento da comunidade escolar, vimos a importância deste elemento da cultura corporal para esta comunidade e o quanto está sendo significativo este trabalho, o qual valoriza e legitima a cultura dessa comunidade.

Metodologia
Após conhecer previamente a cultura corporal produzida pela comunidade na qual a escola está inserida, realizar pesquisa junto aos alunos das 1as séries sobre a cultura corporal da comunidade e os alunos escolherem um elemento da cultura corporal referente as respostas obtidas na pesquisa realizada, a qual foi a Capoeira, fomos pesquisar o que é Capoeira, situá-la historicamente, conversamos sobre questões referentes à raça, gênero e poder (as quais surgem a todo momento e são debatidas durante todo o processo) e socializamos os conhecimentos prévios de cada aluno. Esta primeira etapa teve a duração de um mês, sendo finalizada no início do mês de abril.

Depois dessa primeira etapa, estamos conhecendo os movimentos, instrumentos e musicalidade e socializando saberes de familiares, alunos da escola e amigos da comunidade á respeito da Capoeira em forma de oficinas, rodas de conversa, jogo, e demonstrações.
Na etapa final a qual começa em junho, iremos construir um painel com nossos conhecimentos á respeito da Capoeira, realizaremos uma grande roda de Capoeira com alunos das 1as series e comunidade escolar e faremos uma avaliação junto aos alunos fazendo relação entre os conhecimentos prévios e os conhecimentos adquiridos no decorrer de nossas aulas.

Referências Bibliográficas:
CANEN, A. Universos Culturais e Representações Docentes: Subsídios para a formação de professores para a diversidade cultural. Educação e Sociedade, 2001, v. 22, n. 77, p. 207-227.

MOREIRA, A. F. & CANDAU, V. M. Educação escolar e cultura(s): construindo caminhos. Revista Brasileira de Educação, 2003, n. 23, p. 156-168.

A inserção da Capoeira nos espaços formais de educação: Jogo de dentro / jogo de fora, por Nascimento e Fensterseifer

A inserção da capoeira nos espaços formais de educação: jogo de dentro/jogo de fora

Paulo Rogerio Barbosa do Nascimento*
paulonascimento@urisan.tche.br

Paulo Evaldo Fensterseifer**
fenster@unijui.tche.br

*Professor de EF, Mestre em Educação nas Ciências/Unijui-Ijuí-RS.
Professor da disciplina de Metodologia do ensino de lutas na Universidade
Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Santo Ângelo-RS.
**Professor Doutor em Educação/UNICAMP.
Professor do curso de Educação Física da Unijuí/Ijuí-RS.
(Brasil)

Resumo:
A capoeira, fenômeno sócio-histórico-cultural se apresenta socialmente configurada de diversas formas, inserida nos mais diversos espaços sociais, e encerra inúmeras contradições, de cunho social, cultural, econômico e político. Espaços formais de educação têm de fato se constituídos em vias privilegiadas no processo veloz de expansão social da capoeira. Em meio a esta inter-relação capoeira e escola, transitam tanto interesses comuns como contraditórios. É necessário tentar compreender de forma ampla a relação entre capoeira, escola, Educação Física, os condicionantes desta relação e as implicações que dessa inter-relação advêm, para que a partir da compreensão de escola, como não sendo apenas espaço de reprodução cultural, então visualizar posturas críticas possíveis de serem adotadas no trato deste conteúdo pela própria disciplina curricular de Educação Física.
Unitermos: Capoeira. Escola. Educação Física.


http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 12 - N° 111 - Agosto de 2007

Introdução

A escola é um espaço cultural dinâmico que, tanto absorve e é influenciado por aspectos diversos das práticas culturais inseridas em seus espaços, como as renega ou as influencia, estudando-as, contestando-as, significando-as de formas diversas. Estabelece-se, assim, um contínuo jogo de dentro/jogo de fora, que no âmbito da capoeira significa, justamente, o embate caracterizado pela aproximação e o afastamento, negociado/estudado corporalmente entre os dois jogadores, continuamente mediado pela ginga1 e pela malícia2. Portanto, serão referendados nas reflexões que seguem, aspectos sócio-culturais que permeiam a capoeira que está presente tanto no contexto extra escolar com no espaço escolar, assim como a configuração da capoeira como tema/conteúdo da disciplina curricular de Educação Física escolar.


Capoeira na/da escola e Educação Física escolar: jogo de dentro/jogo de fora

A inserção da capoeira no âmbito escolar ocorre principalmente através das aberturas que a escola vem preconizando para atividades extra curriculares. Invariavelmente a capoeira está sendo introduzida na escola por agentes com formação ou em formação na área de Educação Física; porém, a mesma geralmente configura-se em atividade paralela nas escolas, formal ou informalmente, sem necessariamente ser conteúdo da disciplina curricular de Educação Física escolar.

Em muitas realidades, o que está presente na escola é um braço operacional de algum grupo de capoeira. Acontece muitas vezes, uma reciprocidade positiva entre escola, grupos de capoeira e comunidade em geral. Desta forma, a capoeira constitui-se como uma opção a mais nas escolas e nas comunidades e muitos trabalhos significativos têm decorrido dessas ações.

Para além de ver a capoeira como simplesmente uma opção a mais nas escolas, no âmbito cultural e esportivo, também se percebe na dinâmica de sua inserção nestes espaços, a constituição de um campo de trabalho para muitos dos envolvidos neste processo.

Esse campo de trabalho, informal, com a capoeira, para Falcão (2004, p. 49), se configura, com mais força, influenciado pelo fenômeno da reestruturação do capitalismo e mundialização do capital, o qual contribui para, "condições de vida cada vez mais deterioradas de significativa parcela da humanidade", e, por outro lado, "uma minoria com níveis altíssimos de bem-estar". Segundo o autor, os níveis de desemprego cada vez maiores, assim como a desestruturação das relações de trabalho, através da preconizada flexibilização nestas relações, destituem alguns direitos historicamente adquiridos pela classe trabalhadora e geram novas e desesperadas tentativas de sobrevivência. Dessa forma muitas pessoas, têm se utilizado da capoeira como possibilidade real de trabalho.

O autor percebe também que esta possibilidade de inserção no mundo do trabalho através da capoeira é de fato um "filão" para muitos jovens atualmente. Também é preciso considerar que a "meninada" mais nova nem sempre se põe, conscientemente num primeiro momento, a desbravar a escola como local de trabalho com a capoeira. Isso parece que vai sendo vislumbrado com o tempo, pois esta iniciativa, muitas vezes, inicialmente, está ligada a uma motivação do "mestre" de capoeira, este sim, invariavelmente com o interesse mercadológico, e quando não por este fator, geralmente por um entusiasmo idealista movido pela sua paixão, às vezes momentânea, pela capoeira ou pela possibilidade de "status" que ela pode lhe conferir em seu grupo e/ou na comunidade.

Considerando que o mundo da capoeira tem relativa vida própria, tem seus próprios valores e é repleto de pré-conceitos, de disputas entre grupos e praticantes, bem como, considerando que o universo da capoeira é recheado de crenças, filosofias e mitos, que de certa forma são constituintes do seu imaginário, construído historicamente, e que os mesmos "atravessam" seus praticantes, constituindo suas mentalidades, pode-se realizar uma tentativa de externar algumas implicações que, querendo ou não, também convergem para o contexto da escola nas diversas formas em que a capoeira nela se insere.

Diversos "movimentos", "situações", "configurações" que se apresentam no cenário amplo e diversificado da capoeira são elementos interessantes que compõem o universo complexo da capoeira e também relevantes do ponto de vista de uma análise mais voltada para a prática pedagógica, uma vez que os mesmos não ficam de fora dos muros da escola e nem mesmo da disciplina curricular Educação Física. Esses elementos do universo e, também do imaginário da capoeira, muitas vezes não são percebidos no contexto mais amplo da sociedade e, nem sempre, por aprendizes desta prática, que se tornam, em muitos casos, multiplicadores de um discurso, no mínimo, discutível, ferrenhos defensores de seu "grupo", "mestre" e "ideologias".

É parte do contexto da capoeira a introjeção, inconsciente ou não, de "mitos" que justificam fatos e procedimentos os mais diversos, nem sempre propugnando valores humanos defensáveis, pelos quais, através do discurso de uma educação crítica e emancipatória, no nosso entendimento, a escola deveria se orientar.

Quanto a esses mitos ou conteúdos ideológicos, Vieira (s.d, p. 47) faz uma importante análise, quando se refere aos sofismas sobre a capoeira como falsas verdades que direcionam posturas e ações dos jogadores de capoeira sob o argumento da tradição. Cita o autor a "violência explícita" como algo justificável em discursos que exaltam a capoeira como prática de luta pela liberdade, "onde o escravo não media seus esforços" para conquistá-la.

Segundo o autor, a luta pela liberdade conformava, com certeza, ações guerreiras no dia a dia dos escravos; porém, o autor vê como falsa a idéia de que, na atualidade, a capoeira não possa se pautar por princípios éticos necessários e defensáveis para se nortear a vida em sociedade, como aqueles que visam à preservação da integridade física de seus praticantes.

Entre outras leituras possíveis, mais recentemente, e de clara manifestação no cenário da capoeira em geral, podemos considerar o fenômeno dos capoeiristas "bombados3", o que certamente não é apenas exclusividade desta prática. Muitos desses capoeiristas, "bombados" ou não, na roda e no mundo da capoeira, procuram roubar a cena e/ou manter seus "status", ou territórios, usando, muito mais, seus músculos do que o cérebro e, nem de perto, considerando que a tônica do jogo bem poderia ser jogar com e não contra. Tal postura é comum em alguns jogadores de capoeira na atualidade, ou até mesmo de grupos inteiros e em muitos casos reduz a beleza da arte.

Outro fator que repercute diretamente nos terrenos onde está inserida a capoeira, é a crescente esportivização e a mercadorização da mesma. A incorporação pela capoeira dos padrões do esporte institucionalizado, de alto rendimento, baseado nos princípios de sobrepujança e comparações objetivas (KUNZ, 1994).

Isto tem gerado uma crescente especialização desta prática e de seus praticantes. Uma preocupação, decorrente desses fatores, levantada por Falcão (1995, p. 14) é de que, aos poucos, a grande massa de seus jogadores torne-se cada vez menos dona do destino do jogar e fazer a capoeira, ficando as decisões cada vez mais sob a responsabilidade burocrática institucional, o que contribui para o acirramento da separação entre "expectadores" e "especializados".

A lógica do mercado, empresarial, é certamente a lógica com que a maioria dos grupos de capoeira está desenvolvendo suas atividades atualmente. Daí surge às franquias de capoeira, a comercialização e a produção em série dos mais variados artigos ligados à capoeira, as aulas estruturadas aos moldes das "ginásticas da moda", feitas em séries e padronizadas, e a associação da capoeira e/ou seus grupos a marcas de produtos diversos que optam por patrocinar esta atividade por ter em seus praticantes um público consumidor em potencial, como no caso dos suplementos alimentares (FALCÃO, 2004, p. 68 e 70).

Diante de certo padrão esportivo e mercadológico que vem influenciando o desenvolvimento da capoeira, é interessante considerar a observação de Vieira (1989, p. 61 e 62), que chama atenção para um fenômeno intrínseco à prática da capoeira no seu universo particular, constituindo um conjunto de fatores que favorecem a reprodução de determinados "clichês" gestuais, capazes de garantir "status" e que, por isso, tendem a ser reproduzidos e absorvidos, mesmo por indivíduos de grupos diversos, sem muito contato entre si. O autor denomina esse processo como "unidimensionalização da capoeira", o que pode desembocar na "supressão das características estéticas" e numa redução da "possibilidade de se constituir num meio de expressão espontânea das características individuais", negando, assim, "a vocação libertária da arte-luta que surgiu para a emancipação de um segmento social escravizado". Esse fenômeno pode ser encarado certamente como um produto da atual massificação da capoeira4.

É importante a percepção dessas configurações atuais da capoeira, uma vez que sua inserção nos diversos contextos sociais não é desinteressada e nem despida dos significados que lhe são atribuídos.

É justamente no contexto da escola que se evidencia, no momento atual, que seus agentes estão buscando legitimação e criando certa demanda pela mesma no plano cultural e educacional e conseqüentemente esportivo e mercadológico.

Considerando-se essas afirmações, é interessante evidenciar como possibilidade para a capoeira como prática presente, de alguma forma, na escola, nas suas várias formas de inserção, portanto também passível de ser analisada/estudada e pensada através dos diversos referenciais teóricos que por esse espaço necessariamente devem transitar, a postura a que Falcão (1998, p. 56) se refere como "interesse utópico de construir uma re significação do sentido da capoeira", que, para o autor, também "veicula muito conteúdo ideológico de conotação racista e machista" e "vem incorporando-se, sistematicamente, à lógica da mercadorização e da esportivização".

O autor se refere também ao fato de que o contato "fragmentado" e "inconsciente" dos (as) alunos (as) com aspectos da cultura corporal de movimento pode também estar se dando no âmbito da escola e daí a necessidade de reflexão de todos os envolvidos com este processo. Parte-se, então, da premissa de que, não desconsiderando o caráter reprodutor da escola, a mesma tem espaços de relativa autonomia, que podem se configurar em resistências e desequilíbrios das tendências reprodutoras (PÉREZ GOMES, apud OLIVEIRA, 1999, p. 23). Ou ainda, como propõe Vago, num diálogo com Bracht acerca do tema "esporte na escola" e o "esporte da escola":

...a escola, como instituição social, pode produzir uma cultura escolar de esporte que, ao invés de reproduzir as práticas hegemônicas na sociedade [...] estabeleça com elas uma relação de tensão permanente, num movimento propositivo de intervenção na história cultural da sociedade (1996, p. 4).

A tentativa de compreensão dos processos históricos influenciados e influenciadores do desenvolvimento da capoeira evidência toda uma construção, permeada de conflitos no campo social e cultural, que de certa forma serviram de base para o atual quadro de expansão da mesma e conseqüentemente para a configuração dos formatos através dos quais ela se apresenta hoje na sociedade. A apreensão dos inúmeros conteúdos inscritos nesta prática e a capacidade de engendrá-los com um trato específico através da disciplina curricular de Educação Física escolar, sob a ótica da cultura corporal de movimento, é certamente um desafio que está posto.

A capoeira, como uma prática da cultura corporal de movimento passível de estar mais presente nos currículos escolares, possui inscritos conteúdos históricos e socioculturais, que a colocam numa dimensão privilegiada em relação a algumas modalidades esportivas naturalizadas na escola. Estas se encontram destituídas de seus significados históricos e sociais passíveis de análise e estudo, precisando passar por um esforço de "revestimento" dos mesmos. Esta naturalização está permeada pela hegemonia da lógica esportiva.

O fato da capoeira não encontrar-se ainda totalmente despida destas complexidades, lhe garante o status de um conteúdo altamente significativo, também no contexto escolar, que para além da dimensão esportiva, necessita ser mantido e compreendido numa esfera mais ampla, mantendo-se o foco de abordagem na direção contrária de uma tendência a certa assepsia de sua prática em relação aos fatores históricos, sociais e culturais que lhe são constituintes. Em outros termos, a escola pode contribuir para a manutenção dessa riqueza, obviamente se não ceder a lógica objetivadora da ciência moderna e ao utilitarismo contemporâneo.

Talvez uma possibilidade interessante para o professor de Educação Física escolar, em relação à capoeira, seja a de compreender que seu papel na escola não é tão somente o de reproduzir tecnicamente uma prática, incorporar o mestre de capoeira, comprometido com esta ou aquela ideologia de grupo ou esta ou aquela concepção de capoeira, mas proporcionar o "estudo" da capoeira, através da ação e da reflexão, de uma prática sistematizada, transformada didática e pedagogicamente, objetivando romper com "reducionismos", que são muito criticados na área de Educação Física (KUNZ, 1994). Nesse sentido, o professor de Educação Física tem seu papel (re)significado, passando de mero instrutor de ginástica ou técnicas esportivas a um tematizador5 das atividades da cultura corporal de movimento, sendo que a capoeira pode ser um dos conteúdos a serem tematizados, sem a obrigatoriedade de haver um "treinamento" em capoeira ou uma vivência profunda de capoeira tanto do professor como do aluno, e sim uma postura crítica de querer conhecer e estudar.

Nessa concepção, é interessante considerar o que escreve Fensterseifer (2001, p. 271), em sua reflexão sobre o espaço escolar, ao afirmar ser este um lugar privilegiado para um projeto emancipatório, "tendo em vista que teoricamente poderia e deveria ser local onde o exercício da crítica permanecesse livre dos limites impostos pelos doutrinarismos".

Desta maneira teríamos na escola não somente a assimilação passiva das atividades extra-escolares (conteúdos), com seus interesses e lógicas, mas sim a incumbência de conforme Fensterseifer (2001, p. 272) "produzir um conhecimento crítico a partir desses conteúdos". Seria o entendimento da disciplina de Educação Física escolar como sendo espécie de "janela" para melhor ver/compreender o mundo.


Considerações finais

Neste momento histórico, como visto, é fato a aproximação mais efetiva da capoeira, com status de esporte, mercadoria e ou prática da cultura corporal de movimento do cenário escolar. Diante das análises efetuadas, considera-se que a escola tem um compromisso, tem uma especificidade, que é de possibilitar aos seus alunos a estruturação e o entendimento a respeito do mundo e dos fenômenos que nele ocorrem de uma forma mais ampla possível. Assim, a disciplina curricular de Educação Física definitivamente não será, conforme a perspectiva deste estudo, o lugar de formação do jogador de capoeira, e sim de Tematização da capoeira, visando contribuir na formação do cidadão que possivelmente poderá usufruir da capoeira e de outras práticas da cultura corporal de movimento no seu cotidiano de vida da forma mais autônoma possível.


Notas

Para Reis (2000, p. 181), o jogo de capoeira é ambíguo, ao aparentar uma "oposição entre a rebeldia passiva e a rebeldia ativa", e a ginga é o elemento principal dessa "ambivalência". A ginga pode ser entendida como negociação intermitente.

A malícia pode ser entendida como a capacidade de percepção apurada e antecipada do jogo de capoeira e do contexto da roda de capoeira como um todo. Percepção das intenções subjacentes, as contradições e etc.

A expressão "bombados" é amplamente utilizada no meio esportivo, no universo das academias de ginástica, assim como no universo da capoeira, para se referir a pessoa que adquire ou adquiriu considerável volume de massa muscular utilizando-se de esteróides anabolizantes.

Uma prática muito comum na atualidade, nos eventos de capoeira, que reúnem um número muito grande de pessoas são os chamados "aulões" de capoeira, que consiste numa aula ao comando de algum mestre de capoeira, onde movimentações e gestos são imitados aos moldes de uma aula de ginástica. As imagens dos "aulões de capoeira" em fitas de VHS e ou DVD, correm o mundo. Também participantes destas programações ao voltarem aos seus locais de origem onde ensinam à capoeira, chegam com as novidades em termos de movimentações, tanto para uso pessoal no seu jogo desenvolvido nas rodas de capoeira, como para incrementar suas aulas ao ensinar uma nova movimentação da "moda".

O termo "Tematizador" ou "tematização" é utilizado, neste estudo, como a possibilidade de trato aos conteúdos de ensino na Educação Física como sendo fenômenos "sócio-culturais"; diz respeito à compreensão de que, para além do aspecto físico-técnico da atividade em si, que não se exclui, deve-se também tentar proporcionar à vivência, a compreensão, a crítica e a possível (re) significação do mesmo, como também sendo de ordem "cultural, política, ideológica ou histórica" (DAOLIO, 2004).


Referências

FALCÃO, José Luiz Cirqueira. Capoeira e/na Educação Física. In: Revista Sprint, Rio de janeiro, nº. 79, p. 10-14, jul/ago de 1995.

______. Unidade didática 2 - Capoeira. In: KUNZ, Elenor (org). Didática da Educação Física 1. Ijuí: Unijuí, 1998. p. 55-94.

_____. O Jogo da Capoeira em Jogo e a Construção da Práxis Capoeirana. Tese de Doutorado. Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, 2004. 368 p.

FENSTERSEIFER, Paulo Evaldo. A Educação Física na Crise da Modernidade. Ijuí: Unijuí, 2001. 304 p.

KUNZ, Elenor. Transformação Didático-Pedagógica do Esporte. Ijuí: Unijuí, 1994. 160 p.

OLIVEIRA, Sávio Assis de. Escola e Esporte: campos para ocupar, resistir e produzir. In: Revista Pensar a Prática, nº. 3, jul/jun, p. 19-35, 1999-2000.

VIEIRA, Luiz Renato. Criatividade e clichês no jogo da capoeira: a racionalização do corpo na sociedade contemporânea. In: Revista Brasileira de Ciências do Esporte, nº. 1, vol. 11, set/1989. p. 58-63.

______. Mentiras que parecem verdades: alguns sofismas sobre a capoeira. In: Revista Capoeira, ano II, nº. 5, [s.d]. P. 46-49.

VAGO, Tarcísio Mauro. O "Esporte na Escola" e o "Esporte da Escola": da negação radical para uma relação de tensão permanente/ um diálogo com Valter Bracht. In: Revista Movimento, ano III, nº. 5, 1996. p. 4-17.