terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Oficina on-line gratuita: "O uso das novas tecnologias no âmbito da arte-educação

O uso das novas tecnologias no âmbito da arte educação
Uma oficina gratuita para professores via web

A oficina se propõe a criação de um conjunto de estratégias para promover conversas sobre o uso das novas tecnologias no âmbito da formação de professores de arte, debatendo alguns aspectos importantes desta área, além de reflexões sobre as aproximações da internet e a escola. A oficina tem como objetivo implementar uma proposta de formação tecnológica no ensino de arte para professores que atuem com turmas de ensino fundamental na escola formal.

Público alvo: professores de arte que atuem em escolas públicas ou particulares com adolescentes dos anos finais do ensino fundamental formal.

Carga horária e período: 40 horas - 18 de janeiro a 21 de fevereiro de 2010

Número de vagas: 40

Haverá certificado de conclusão para os participantes que cumprirem 70% das ações previstas.

Como fazer a Inscrição: interessados devem baixar e preencher um questionário de pré-seleção disponível no endereço http://www.virtual.udesc.br no período de 20 de dezembro a 05 de janeiro de 2010, seguindo as recomendações de envio constantes no próprio questionário.

Os selecionados serão informados via email até 12 de janeiro de 2010, devendo
confirmar seu interesse na vaga através de mensagem até dia 15 de janeiro de
2010.

Informações adicionais poderão ser obtidas através do email: ticsarte2010@ gmail.com

Estratégias: totalmente a distância via internet a oficina é constituída de leituras recomendadas e complementares, além de atividades práticas como sessões de debates sobre os temas estudados no ambiente virtual de aprendizagem Moodle. Propõe-se aos participantes um projeto para ser realizado com seus alunos do ensino fundamental ao final da oficina.
É aconselhável que o participante tenha familiaridade com as principais ferramentas da internet e disponha de tempo (1 hora diária) para se dedicar ao curso e se envolver com a turma.

Alguns conteúdos que serão abordados: O ensino de arte na contemporaneidade;
O uso das novas tecnologias nas aulas de arte;
Estratégias de aprendizagens em arte,finalizando com um projeto de construção de um
Ambiente virtual de aprendizagem para intercambio com turmas do ensino
fundamental.

Informação recebida do grupo Arte-Educar - arte-educar@yahoogrupos.com.br;

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Campanha em prol da ONG Capoeira Capaz, em São Paulo

O professor Eduardo Areias, é fundador da ONG Capoeira Capaz, que atende atualmente cerca de 180 crianças carentes, moradoras dos bairros Jardim Olinda, Jardim Catanduva e região.
Com sede na Rua João Dias Verjara, 826, no Jardim Olinda, São Paulo-SP, Eduardo e outros professores atendem voluntariamente crianças de escolas públicas na região, que participam de aulas de capoeira, danças folclóricas brasileiras e encontram ambiente saudável e cultural, que em breve contará com biblioteca, brinquedoteca, aulas inglês e também de reforço escolar.
Para as crianças participarem deste projeto, é fundamental que elas estejam matriculadas e frequentando aulas no Ensino Fundamental ou Médio, além de obter bom desempenho, por meio de boas notas. Além disso, devem ser comportadas e dispostas a querer um futuro melhor.
O intuito da Capoeira Capaz é ajudar a educá-las, junto com suas respectivas famílias, para que elas tenham um futuro digno, uma convivência feita de solidariedade, companheirismo e amor ao próximo. Para conhecer melhor a proposta, visitem o site www.capoeiracapaz.org.br
O projeto Capoeira Capaz vai completar 2 anos em novembro deste ano e vai comemorar com um grande evento para todas as crianças e moradores do bairro onde o projeto acontece.
Convidamos a todos que quiserem conhecer de perto o projeto e participar dos eventos. Caso tenha interesse acesse o site www.capoeiracapaz.org.br ou entre em contato com Eduardo.
O projeto Capoeira Capaz tem tido repercussão internacional, atraindo professores da Alemanha, da Suécia e dos Estados Unidos, países em que o professor Eduardo tem ministrado cursos também.

Aproveitamos a oportunidade para convidá-los a colaborar com o Capoeira Capaz doando camisetas brancas, tipo hering, a partir do tamanho 8.
Quem desejar, pode entrar em contato com Eduardo para oferecer outros tipos de doação ou trabalho voluntário, no e-mail capazcapoeira@hotmail.com ou no telefone tel [11] 8149 7901)

“Acreditamos no seu interesse em fazer parte de nossa estória e ajudar nosso projeto com doações para o evento e em contrapartida com a divulgação da logo marca de sua empresa ou comércio. Todos nós vamos agradecer e temos certeza que sua atitude fará muitas crianças felizes!
Estamos precisando de 200 camisetas brancas e 40 calças de capoeira. Contamos com sua generosidade em contribuir com doações.”
Abraços,
Professor Eduardo Areias

Curso: Mediação Cultural: Conceitos iniciais – Aprender fazendo

Este curso via web propõe a criação de uma série de estratégias para promover conversas iniciais com educadores sobre a mediação cultural, debatendo alguns aspectos importantes desta área da educação, além de reflexões sobre as aproximações entre a escola e o museu.

O curso é dirigido a professores da educação básica (ensino formal), educadores de instituições não-formais, agentes culturais e mediadores de museus, além de outros interessados.

Gratuito, tem carga total de 80 horas e ocorre no período de 5 de novembro a 12 de dezembro de 2009. Haverá declaração de conclusão para os participantes que cumprirem pelo menos 70% das ações previstas.

Para inscrição neste módulo os interessados devem baixar e preencher um questionário de pré-seleção disponível no endereço http://migre. me/9rVS link cursos no período de 26 a 29 de outubro de 2009, seguindo as recomendações de envio constantes no próprio questionário. Os selecionados serão informados via e- mail até o dia 1º de novembro, devendo confirmar seu interesse na vaga através de mensagem até o dia 03 de novembro de 2009. Informações adicionais podem ser obtidas através do e-mail af.em.curso@ gmail.com .

O número de vagas é de 60, divididas entre duas turmas.

O curso é teórico com algumas ações práticas e é realizado a distância através do ambiente virtual de aprendizagem (AVA) Moodle. Consiste de leituras e discussões através do ambiente, com estudos individuais e em grupos.

É aconselhável que o participante tenha familiaridade com as principais ferramentas da internet e disponha de tempo para se dedicar ao curso e se envolver com a turma.

Alguns conteúdos abordados: usando um ambiente virtual como possibilidade de ensino e aprendizagem; netiqueta; perfil do aluno de EaD; otimizando imagens para a internet – uma introdução; mediação cultural no museu, instituições culturais e na escola; aproximações entre museu e escola; alguns pontos-chave da mediação; diferentes tipos de público; materiais de apoio na mediação cultural; desdobramentos da mediação em sala de aula.

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Ana Maria Schultze
Projeto Arte-Educar
São Paulo - SP - Brasil

terça-feira, 20 de outubro de 2009

IX Jornada Corpolinguagem e II Encontro Outrarte, em Campinas-SP

4, 5 e 6 de Novembro de 2009
Instituto de Estudos da Linguagem - UNICAMP

Programação
04/11 -Quarta-Feira
8:30 - 9:00: CREDENCIAMENTO E INSCRIçõES DE úLTIMA HORA

9:00 - 10:45 - MESA REDONDA 1: /PSICANáLISE: POLíTICA E CULTURA I
Maria Cristina Candal Poli (UFRGS), Caterina Koltai (PUC-SP) e Anna Carolina Lo Bianco (UFRJ)

10:45 - 12:30 - MESA-REDONDA 2: /PSICANáLISE: POLíTICA E CULTURA II
Miriam Debieux Rosa (USP/PUC-SP), Paulo César Endo (USP) e Simone Moschen Ricke(UFRGS)

12:30 - 14:00 - ALMOçO

14:00 - 16:00 - MESA-REDONDA 3: PASSAR PELA ESCRITA PASSAR AO ATO
Nina Virgínia de Araújo Leite (UNICAMP), Flávia Trocoli (UFRJ), José Guillermo Milán-Ramos (UNINCOR) e Suely Aires Pontes (UFRB)

16:00 - 16:30 - COFFEE-BREAK

16:30 - 19:30 - OFICINAS (1º DIA)

OFICINA 1: ESTRUTURA E HISTóRIA: AS ESTRUTURAS CLíNICAS E OS NOVOS SINTOMAS
Christian Ingo Lenz Dunker (USP)

OFICINA 2: ESCRITA NA PSICOSE
Andrea Carvalho Bezerra de Menezes Masagão (UNICAMP)

OFICINA 3: A PASSAGEM AO ATO NA ADOLESCêNCIA
Angela Maria Resende Vorcaro (UFMG) e Carla Almeida Capanema (UFMG)

OFICINA 4: O CINEMA NA PSICANáLISE
Ana Maria Medeiros da Costa (UERJ)

OFICINA 5: O ATO DE ENSINO
Rinaldo Voltolini (USP) e Luis Ernesto Behares (UdelaR-Uruguai)

OFICINA 6: CON-DISSONâNCIAS: ATO ANALíTICO, POESIA E MúSICA
Adrián Villalba Francia (UdelaR-Uruguai) e Ana María Fernández Caraballo (UdelaR-Uruguai)

OFICINA 7: MEMóRIA E CENSURA
Márcio Orlando Seligmann-Silva (UNICAMP) e Tania Rivera (UnB)

19:30 - 20:00 - LANçAMENTO DE LIVROS
Giros da Transmissão em Psicanálise: Instituição, Clínica e Arte, organizado por Nina Leite e Angela Vorcaro
Corpoiesis: a criação do ator, de Newton Murce, Editora da UFG, Goiânia.
Transmitir a clínica psicanalítica/, de Érik Porge, Editora da UNICAMP, Campinas; tradução de Viviane Veras e Paulo S. de Souza Jr.
Rio-Durham-Berlim: Um diário de ideias./, de Fábio Durão, Setor de Publicações do IEL/Unicamp, Campinas.

20:00 - 21:30
CONFERêNCIA DE ABERTURA: /ESTRUTURA E FUNçãO DO ATO ANALíTICO - Gerard Pommier (Université de Strasbourg)

05/11 - Quinta-Feira
9:00 - 10:30 - MESA-REDONDA 4: DOR E ATO POéTICO
Fábio Akcelrud Durão (UNICAMP), Maria Ester Maciel de Oliveira Borges (UFMG) e Sônia Xavier de Almeida Borges (UVA)

10:30 - 12:00 - MESA-REDONDA 5: TRADUçãO, INTERPRETAçãO E ATO ANALíTICO
Maria Viviane do Amaral Veras (UNICAMP), Mariângela de Andrade Maximo Dias (EPC) e Maria Rita Salzano Moraes (UNICAMP)

12:00 - 14:00 - ALMOçO

14:00 - 16:00 - COMUNICAçõES

16:00 - 16:30- COFFEE-BREAK

16:30 - 19:30 - OFICINAS (2º DIA)

19:30 - 20:00 - INTERVALO

20:00 - 21:30 - ENCONTRO MARCADO: MEMóRIA E ATO
Lucia Castello Branco (UFMG) e Urânia Tourinho Peres (COLPSIBA)

06/11 - Sexta-Feira

9:00 - 10:30 - MESA-REDONDA 6: CINEMA, PSICANáLISE E ATO
Maria Teresa Guimarães de Lemos (EPC), Maria Rita Kehl e Ricardo David Goldenberg (PUC-SP)

10:30 - 12:30 - MESA-REDONDA 7: O ATO NA LITERATURA: O TRáGICO E O CONTINGENTE Ettore Finazzi-Agrò (Università degli Studi di Roma "La Sapienza"), Antônio Alcir Bernardez Pécora (UNICAMP) e Isabella Tardin Cardoso UNICAMP)

12:30 - 14:00 - ALMOçO

14:00 - 15:00 - ENCONTRO MARCADO: CINEMA E ATO ANALíTICO
Marcelo Masagão e Gilson de Paulo Moreira Iannini (UFOP)

15:00 - 17:00 - CINEMA EM ATO: EXIBIçãO DE O PRISIONEIRO DA PASSAGEM (HUGO DENIZART, 1982)
DEBATE: Marlene Iucksch (ALI) e Mauro Mendes Dias (EPC)

17:00 - 17:30 - COFFEE-BREAK

18:00 - 19:00 - CONFERêNCIA DE ENCERRAMENTO: ACORDANDO DISCURSOS ADORMECIDOS: O QUE
O ATO POéTICO DIZ DO ATO ANALíTICO
Cláudia Thereza Guimarães de Lemos (UNICAMP)

Chico dos Bonecos no Instituto Maria Antonia, em São Paulo


(Clique na imagem para ampliá-la)

VI Congresso de Estética e História da Arte, em São Paulo

VI CONGRESSO DE ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE

ARTE, CIDADE E MEIO AMBIENTE

21 a 23 de outubro de 2009


Cidade Universitária - São Paulo - SP

Inscrição para ouvintes até 21 de outubro

Comunidade USP - R$25,00
Comunidade externa - R$50,00

Ficha de inscrição: http://www.macvirtual.usp.br/mac/arquivo/2009/PGEHA/vicongresso/ficha.doc

Informações e inscrições

Secretaria do Programa de Pós-graduação Interunidades em Estética e História da Arte

Rua da Reitoria, 109A - Cidade Universitária ? São Paulo - SP
11 3091-3327 | pgeha@usp.br

http://www.macvirtual.usp.br/mac/menuLateral.asp?op=5&idEvento=260

PROGRAMA

21 de outubro (quarta-feira)
14 horas
Abertura
Auditório FEA USP
Lançamento dos livros
Poéticas da Natureza - Kátia Canton
Artemídia e a Cultura Digital - Artur Matuck
Apresentação Musical
Homenagem Póstuma a Arcângelo Ianelli

14h30
Conferência Magna
Auditório FEA USP
Arte e Literatura na Teledramaturgia
Maria Adelaide Amaral

22 de outubro (quinta-feira)
9 horas
Auditório FEA USP
XIX Seminário Schenberg - Arte e Ciência
Ampliação do Olhar
Apresentação Musical - Depto de Música ECA USP

Ópera das Pedras

Denise Milan (Artista Plástica)
Uma Ampliação do Olhar para uma Ampliação do Mundo
Ana Mae Barbosa (ECA USP)
Mario Schenberg - Voar Também é com os Homens
José Luiz Goldfarb (PUC SP)

14 horas
Auditório de Artes - CCA ECA USP

Sessão de Comunicados -História e Historiografia da Arte/ Teoria e Crítica da Arte
Coordenação: Dilma de Melo Silva (PGEHA USP)
14 horas

Sala de Defesa CCA ECA USP
Sessão de Comunicados -Produção e Circulação da Arte/ Epistemologia e Metodologia da Arte
Coordenação: Edson Leite (PGEHA USP)

23 de outubro (sexta-feira)
14 horas
Visitas Técnicas a Museus e Ateliês

Fonte: MAC-USP

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Oficina de Arte





OFICINA DE ARTE

Uma vivência, um debate, uma oficina dirigida aos educadores para aprofundar a experiência da arte na educação.
Introdução
O essencial na ARTE é compreendê-la como um todo... e suas partes.
Por exemplo, o corpo e sua capacidade de provocar o diálogo sem o uso da racionalidade. A criança pensa com o corpo, assim como o adulto, que diminui essa percepção pela ação da razão, mas, mal sabemos que nossos pensamentos se efetivam em conjunto com nossas emoções.
As crianças começam a interagir com o meio através dos pequenos gestos. Esses primeiros movimentos provocam prazer e se transformam em linguagem. Cada ato comunicador habita um processo de transformação, de um intenso relacionamento simbólico; e nossas relações são altamente simbólicas e dramáticas.
O desenhar nasce da extensão desses primeiros movimentos. A linguagem do gesto se transforma em linguagem gráfica. O desenho expressa nosso desejo de pertencimento ao mundo, de deixar nossa marca, nosso modo singular, e esse é o princípio da alfabetização: a capacidade de cada indivíduo fazer sua leitura de mundo. O desenho é parte do caminho do ler e escrever.
A arte nos ensina muito, como por exemplo, nossa capacidade plástica. Nosso movimento não é o de ficar só a observar. Interferimos, criamos. A arte é o conhecimento que nos ensina a criar.
Podemos olhar para a escultura como uma continuidade também dos nossos primeiros gestos. Mas a relação com o barro leva-nos a experimentar um outro processo de conhecimento. Tocamos a argila procurando compreender a existência, nossos sentimentos. Moldamos, esculpimos, sentindo como se fosse nosso corpo, nossa idéia de ser. Faz parte do processo de compreender o outro, o outro corpo, como o barro a nossa frente, que interagimos, mas sua importância será relativa à atenção e ao valor que eu depositar, agregar. Criar um objeto a partir do barro abre à reflexão sobre o simbolismo na vida, e esse é um dos fundamentos da ARTE. Ela é parte da nossa necessidade de compreender a vida, mas não de uma maneira linear, simplificada, mas, de uma forma complexa, que não se encerra numa explicação, que incorpora sempre todos os lados envolvidos, que se modifica a partir do olhar de quem se relaciona com ela. Sua linguagem inclui os sentimentos, os sonhos, os desejos, as formas, o inconsciente e as inúmeras maneiras de interpretar o que está ao redor. O contato com a arte AFETA diretamente nossa maneira de nos relacionarmos com mundo; é como a música, nos toca sem retoque, sem aviso ou receita, sem caminho determinado, nos convidando a viver a intuição.
Somos seres sociais por principio, por vivermos em sociedade e por fazermos parte de um grande sistema. Estamos todos em relação. Somos partes do todo e tudo influencia tudo. Os seres humanos inventaram a arte como resposta a essa complexidade, como maneira de favorecer a comunicação entre as pessoas, sobre nossa capacidade de intervir esteticamente no mundo. Estética vem do grego e quer dizer fazer-se sensível. A arte invade-nos carregada de sentires, de outras consciências e conhecimentos. É fonte das humanidades, estimula o indivíduo a sentir, aguça nossas formas de perceber a realidade. Fala-nos de uma maneira múltipla, para potencializar nossa viagem pela vida, a bordo da nave Terra.

Programa
O OLHAR
Olhamos o que vemos?
Tudo depende de nossa atenção, da perspectiva e o que focamos.
“O que olhos não veem o coração não sente.”

Expressão
Ser um indivíduo pressupõe expressividade. Esse é o caminho natural no mundo da cultura. Expressar é projetar-se, criar.
Criar: dar existência a, produzir, inventar, imaginar, suscitar / alimentar, nascer.(‘Aurélio')
Criar é nossa maneira de interpretar e intervir no que vemos. Fazemos isso porque constituímos uma identidade. Podemos olhar para o processo criador como aquilo que traduz nossa marca, nossa maneira de ser, nossas ações cognitivas, sociais, sentimentais... O ato de criar é parte da nossa inteligência.
Criamos quando aprendemos a falar, a andar, no ato de pensar, de tomar consciência sobre si e o outro, de decidir, de desenvolver empatia, simpatia, raiva, etc.
“A primeira mudança no educador, portanto, é trazer a singularidade do indivíduo para o foco de atenção(...)” Hebert Head

Ser singular
O indivíduo indivisível. A individuação, a pessoa como fundamento do coletivo. Cada ato, opinião, ação, como processo expressivo.
O singular do indivíduo pressupõe desenvolvimento. E o desenvolvimento anda de braços dados com a linguagem, num intercambio de processos.
A Singularidade da singularidade
A ARTE como linguagem singular, que nos liga ao mistério da vida, à manipulação da linguagem, ao conhecimento, aos sentimentos, ao inconsciente, a nossa mitologia; que carrega em sua estrutura o trabalho com os sentidos, e nos impulsiona à atenção, ao envolvimento, à fruição.

Expressar sua singularidade é conjugar linguagens. O ato expressivo é o fundamento na construção da identidade e do conhecimento. Conhecer envolve interagir e criar com o que é simbólico, para compreender e intervir no mundo, para me expressar e me comunicar como ser social e cultural.
Fruir
O verbo da arte, fruir diz sobre a capacidade de se envolver, de se apropriar, de incorporar o objeto a ser conhecido, a obra.
“O desenvolvimento do pensamento é determinado pela linguagem, isto é, pelos instrumentos lingüísticos do pensamento e pela experiência sócio cultural da criança.” Vigotski.



Materiais para a oficina

Argila* A argila é fornecida por PASCHOAL – Equipamaentos e massas cerâmicas

A escola deverá fornecer:
Água
Mesa
Projetor – (informar caso não tenha)
Papel craft
Aparelho de som

Duração: 2 horas.

Alem do debate os professores receberão informações técnicas de tipos de argila e seu uso, manuseio, reciclagem, queima e acabamento, além de técnicas que possibilitem para a construção de peças simples.

As Oficinas são gratuitas.

Coordenação: Tom Wil e Tina Curi – artistas educadores

Patrocínio: PASCOAL – Equipamentos e massas cerâmicas
Rua Jorge Tibiriçá, 565 A. Fone/Fax: 0xx 11 - 5549.4230.
Vila Mariana - São Paulo - SP
Cia. Bicicletas Voadoras
emeio: bicicletasvoadoras@uol.com.br
fone: (11) 8182-4381 /8369-4478

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mapa do Brincar

Confiram o resultado da pesquisa da Folhinha sobre as brincadeiras infantis no Brasil.
Clique no título desta postagem ou siga o link:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/mapadobrincar/

Diretrizes para a Educação Infantil

Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil

Haverá uma Audiência Pública para discussão das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil em São Paulo.
O Conselho Nacional de Educação está organizando audiências públicas em alguns estados para discutir essa nova proposta de Diretrizes Curriculares
Será na Câmara Municipal no dia 20 de outubro, das 9h às 13h.
Ainda não foi feito um convite público às entidades, mas é fundamental já circularmos a informação para nossas redes e estarmos todas/os lá.

Um abraço

Cisele Ortiz
Coordenadora de projetos
(11) 30325411
www.avisala. org.br

Texto de Frei Betto, sobre o Dia das Crianças

Dia da Criança: Cidadã ou Consumista
Frei Betto


Na próxima segunda, 12 de outubro, comemora-se o Dia da Criança. Momento de refletir o que temos feito com as nossas. Estamos formando futuros cidadãos ou consumistas?

Pesquisas indicam que as crianças brasileiras costumam passar 4 horas por dia na escola e o dobro de olho na TV. Impressiona o número de peças publicitárias destinadas a crianças ou que as utilizam como isca de consumo.

A pesquisadora Susan Linn, da Universidade de Harvard, constatou que o excesso de publicidade causa nas crianças distúrbios comportamentais e nutricionais. De obesidade precoce, pela ingestão de alimentos ricos em açúcares ou gorduras saturadas, como refrigerantes e frituras, à anorexia provocada pela obsessão da magreza digna de passarela.

Sexualidade precoce e desajustes familiares são outros efeitos da excessiva exposição à publicidade. São menos felizes, constatou a pesquisadora, as crianças influenciadas pelas ideias de que sexo independe de amor, a estética do corpo predomina sobre os sentimentos, a felicidade reside na posse de bens materiais.

Impregnada desses falsos valores, tão divulgados como absolutos, a criança exacerba suas expectativas. Ora, sabemos todos que o tombo é proporcional ao tamanho da queda. Se uma criança associa a sua felicidade a propostas consumistas, tanto maior será sua frustração e infelicidade, seja pela impossibilidade de saciar o desejo, seja pela incapacidade de cultivar sua autoestima a partir de valores enraizados em sua subjetividade. Torna-se, assim, uma criança rebelde, geniosa, impositiva, indisciplinada em casa e na escola.

A praga do consumismo é, hoje, também uma questão ambiental e política. Montanhas de plástico se acumulam nos oceanos e a incontinência do desejo dificulta cada vez mais uma sociedade sustentável, na qual os bens da Terra e os frutos do trabalho humano sejam partilhados entre todos.

Um dos fatores de deformação infantil é a desagregação do núcleo familiar. No Dia dos Pais um garoto suplicou ao pai, em bilhete, que desse a ele tanta atenção quanto dedica à TV... Um filho de pais separados pediu para morar com os avós após presenciar a discussão dos pais de que, um e outro, queriam se ver livre dele no fim de semana.

Causa-me horror o orgulho de pais que exibem seus filhos em concursos de beleza. Uma criança instigada a, precocemente, prestar demasiada atenção ao próprio corpo, tende à esquizofrenia de ser biologicamente infantil e psicologicamente adulta. Encurta-se, assim, seu tempo de infância. A fantasia, própria da idade, é transferida à TV e ao apelo de consumo. Não surpreende, pois, que, na adolescência, o vazio do coração busque compensação na ingestão de drogas.

Com frequência pais me indagam o que fazer frente à indiferença religiosa dos filhos adolescentes. Respondo que a questão é colocada com dez anos de atraso. Se os filhos fossem crianças, eu saberia o que dizer: ore com eles antes das refeições; leiam em família textos bíblicos; evitem fazer das datas litúrgicas meros períodos de miniférias, como a Semana Santa e o Natal, e celebrem com eles o significado religioso dessas efemérides; incutam neles a certeza de que são profundamente amados por Deus e que Deus vive neles.

Crianças são seres miméticos por natureza. A melhor maneira de interessar um bebê em música é colocá-lo ao lado de outro que já tenha familiaridade com um instrumento musical. Ora, o que esperar de uma criança que presencia os pais humilharem a faxineira, tratarem garçons com prepotência, xingarem motoristas no trânsito, jogarem lixo na rua, passarem a noite se deliciando com futilidades televisivas?

Criança precisa de afeto, de sentir-se valorizada e acolhida, mas também de disciplina e, ao romper o código de conduta, de punição sem violência física ou oral. Só assim aprenderá a conhecer os próprios limites e respeitar os direitos do outro. Só assim evitará tornar-se um adulto invejoso, competitivo, rancoroso, pois saberá não confundir diferença com divergência e não fará da dessemelhança fator de preconceito e discriminação.

É preciso conversar com elas, através da linguagem adequada, sobre situações-limites da vida: dor, perda, ruptura afetiva, fracasso, morte. Incutir nelas o respeito aos mais pobres e a indignação frente à injustiça que causa pobreza; senso de responsabilidade social (há dias vi alunos de uma escola varrendo a rua), de preservação ambiental (como a economia de água), de protagonismo político (saber acatar decisão da maioria e inteirar-se do que significam os períodos eleitorais).

Se você adora passear com seu filho em shoppings, não estranhe se, no futuro, ele se tornar um adulto ressentido por não possuir tantos bens finitos. Se você, porém, incutir nele apreço aos bens infinitos generosidade, solidariedade, espiritualidade ele se tornará uma pessoa feliz e, quando adulto, será seu companheiro de amizade, e não o eterno filho-problema a lhe causar tanta aflição.

Saber educar é saber amar.

Frei Betto é escritor, autor de A arte de semear estrelas (Rocco), entre outros livros.

Pós-Graduação em Educação Lúdica, em SP


(Clique na imagem para ampliá-la, ou no título para ir ao site)

Mestrado em Estética e História da Arte, na USP

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do curso de Mestrado em Estética e História da Arte na USP

As inscrições podem ser feitas de 15 a 30 de outubro.

Maiores informações em www.usp.br/pgeha e www.mac.usp.br
(ou clique no título desta postagem para ser redirecionado)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Corpo e Dança na Educação Infantil, por Isabel Marques

* Isabel Marques é diretora do Instituto Caleidos e do Caleidos Cia. de Dança, em São Paulo, capital.


Quero neste texto discutir com vocês e levantar questões sobre o papel da dança na Educação Infantil e como ela pode favorecer a construção de um corpo lúdico, crítico, voltado para a cidadania contemporânea.

Antes de passarmos à dança propriamente dita, quero primeiro deslocar nossos olhares para os principais atores da Educação Infantil: os alunos e os professores e suas relações com a dança.

Como professores, aprendemos que, para trabalhar com a dança na escola, é interessante conhecermos os alunos, seus corpos, suas danças. Sabemos que, partindo e trabalhando a realidade corporal dos alunos podemos também trabalhar com o universo sócio-cultural dos mesmos e, assim, estabelecer relações críticas com a sociedade em que vivemos.

Acima de tudo, para que nossa proposta pedagógica na área de dança seja consistente e transformadora, quero sugerir que precisamos conhecer também os conceitos, os sonhos, o imaginário das crianças a respeito da arte da dança. O que é dança para elas? Com que danças se identificam?

Que mundo imaginário a dança traz para elas? Por exemplo: os alunos sabem/gostam das danças da mídia? Ou preferem as danças brasileiras que aprenderam com os adultos em festas populares? Os alunos acham que dançar é fazer balé? Sonham em se tornar uma Ana Botafogo, ou seja, uma bailarina famosa? Que visão os meninos têm da dança? Trazem de casa preconceitos e/ou frases prontas do tipo “dança é coisa de mulher”? E assim por diante.

Raramente, no entanto, paramos para olhar para nossos próprios corpos de professores, para as danças que dançamos, para os conceitos, sonhos e desejos que temos em relação à dança. Quantas professoras, quando meninas, sonharam em fazer dança e foram privadas desta possibilidade por razões econômicas, corporais ou morais? Quantas de nós adoraria sair para dançar toda semana, mas não sai?

Reclamamos, muitas vezes, de que as crianças só gostam das danças da TV, de que estão “bitoladas” pela indústria cultural, de que não assistem outro tipo de dança. Mas, e nós, professores: que danças dançamos, assistimos, gostamos? Será que somente as crianças sucumbem ao poder universal e unilateral da mídia ou terminamos todos os domingos em frente à TV assistindo passivamente às bailarinas do Faustão? Fora da sala de aula, de nosso papel educador explícito, que relações temos com a arte da dança, com a produção cultural de nossa cidade e país? O que é dança para nós? Dança é mesmo “coisa de mulherzinha”?

Freqüentemente nos esquecemos de que nossos conceitos, práticas, escolhas e valores corporais e artísticos têm influência direta nas relações que estabelecemos com os alunos em sala de aula. Acima de tudo, o diálogo não-verbal que se estabelece diariamente entre professores e alunos é fruto destes conceitos, práticas e valores sobre o corpo e sobre o corpo que dança. Quero começar pela definição de dança na escola.

Para a maioria das crianças, e também para muitos professores, dança é sinônimo de “coreografia”, ou seja, de uma seqüência de movimentos interligados pela música. Se olharmos ao redor, é assim mesmo que a dança se apresenta para nós - das danças projetadas na TV às danças populares, passando pelos espetáculos de balé e pelos passos da dança de salão. Não podemos esquecer que hoje, até o carnaval, outrora sinônimo de “expressão individual”, está coreografado: as comissões de frente das escolas de samba e alguns trios elétricos, por exemplo, já estipulam passos, trajetórias, movimentos antes mesmo da festa começar.

O problema não está tanto neste conceito de dança, pois, afinal, a dança como arte é sim também um produto acabado que pode ser compartilhado com o público. Em situação pedagógica, no entanto, este conceito de dança é um tanto limitado e limitante pois, quando levamos estas danças “prontas” para a escola, resta às crianças simplesmente executarem a dança do adulto.

Sem dúvida nenhuma, uma dança pronta e bem acabadinha, todo mundo fazendo certinho e ao mesmo tempo, pode ser “bonito de ver”, mas estes são novamente os olhos do adulto sobre a criança. Para as crianças, as danças que chegam a seus corpos prontas e pré-determinadas (coreografias da TV, das danças populares, das professoras) não deixam espaço para que criem, brinquem, joguem com o corpo.

Não custa nada refletirmos novamente sobre o papel da escola na educação corporal e no aprendizado da arte. Que valores, conceitos, atitudes estamos trabalhando com as crianças se as faço repetir tudo que mando? Ou seja, para além da beleza estética “para mãe e diretora verem”, qual o papel da dança na escola em relação à formação do indivíduo, da construção da cidadania e da arte?

A dança, como área de conhecimento, permite uma leitura e uma releitura diferenciada de nós mesmos, dos outros e do mundo. Por meio do corpo que dança, estabelecemos relações com os sons, as imagens, as palavras e as narrativas que nos circundam e podemos dialogar com elas. Portanto, a dança cumpre um importante papel na educação do indivíduo/cidadã o crítico e transformador.

Nos últimos anos tenho trabalhado com uma abordagem para o ensino da dança que nomeei “a dança no contexto” (Marques, 2001). Esta abordagem tem como princípio básico a criação de redes de relações entre a dança, o indivíduo e a sociedade que nos cerca. Inter-relacionados, estes três aspectos do ensino-aprendizado da dança nos permitem ampliar e problematizar não somente os conceitos e as visões de dança estabelecidas, mas, sobretudo, repensar nossas práticas educacionais. Comecemos pelo vértice do indivíduo.

Conhecemos de longa data a importância do corpo na constituição do sujeito. A percepção cinestésica do mundo (via corpo em movimento) propiciada pela dança nos possibilita abrir caminhos de crescimento e comunicação que não necessitam, necessariamente, da linguagem oral. As crianças pequenas que conhecem, saboreiam e aprendem as possibilidades do corpo em movimento poderão sem dúvida estabelecer uma forma pessoal e diferenciada de estar no mundo. As sensações, o prazer e o desprazer, os gostos e desgostos também estão no corpo: (re)conhecê-los, saber fazer escolhas, comunicar-se com os outros faz parte da educação do corpo, pois o corpo é fonte de auto-conhecimento.

Seria muito simplório, no entanto, pensarmos o papel da dança na Educação Infantil hoje somente sob o prisma do indivíduo. Sabemos que o indivíduo se constitui como sujeito a partir das relações sociais que estabelece com o mundo, ou seja, o plano cultural, político e social estabelecem relações diretas com o ser, construindo seu corpo, seus hábitos, atitudes.

Nossas histórias estão marcadas no corpo, sejamos crianças ou adultos. Ou seja, nossas experiências ao longo da vida vão construindo o corpo e a forma de estarmos no mundo (Johnson, 1991). É por isso que dizemos que o corpo, biológico, é socialmente construído. Mas, como se dá a construção do corpo?

A forma como fomos embalados na primeira infância, o número de irmãos com quem tivemos de “compartilhar” nossos pais, a própria presença ou ausência dos pais; os amigos que tivemos, os parentes, a forma como nos relacionamos com desconhecidos nos ensinam atitudes corporais. Ou seja, as relações que estabelecemos com as pessoas são carregadas de valores, princípios, atitudes e afetos que incorporamos ao longo da vida e que constituem a forma como somos e estamos no mundo.

Do mesmo modo, as atividades corporais que experimentamos (brincadeiras, jogos, fazer arte, afazeres domésticos) vão construindo nosso corpo e fazendo com que nos relacionemos com a vida de formas diferentes. Pensemos, por exemplo, em crianças que desde tenra idade devem ajudar a mãe nos afazeres domésticos (atividade corporal regular, com regras, classificação etc); ou, ao contrário, aquelas que nunca se quer arrumaram os brinquedos. As crianças que têm oportunidade de expandirem seus corpos, correrem, pularem são bem diferentes daquelas que só ficam sentadinhas fazendo lição na mesinha. As primeiras, em geral, são crianças que percebem seu entorno de forma mais ampla, mais profunda e mais apurada e, portanto, estabelecem relações com os outros de forma mais significativa.

Não podemos nos esquecer, claro, dos espaços arquitetônicos que “ensinam” nos corpos, ou seja, nos ensinam a atuar no mundo. O tipo de casa em que vivemos (grande, pequena, sobrado, apartamento, condomínio etc), o prédio da escola (tamanho das salas, acesso aos brinquedos, parque, escadas etc), a possibilidade ou não de estar em espaços abertos fazem com que nossos corpos sejam construídos de formas bem distintas.

Em suma, o corpo, uma das fontes de comunicação com as pessoas e com o mundo não é somente nosso habitat, um instrumento para nos ajudar a dançar e a viver. Em outras palavras, nós não “temos” um corpo, nós “somos” o nosso corpo, corpo este construído a partir das relações que estabeleço comigo mesmo, com os outros e com o meio ambiente. Portanto, a construção da cidadania passa, necessariamente, pela percepção e construção do corpo.

A dança, arte eminentemente corporal, é mais uma forma de construirmos o corpo e, portanto, de construirmos a cidadania que queremos. A partir das danças que dançamos introjetamos valores, atitudes e posturas diante dos outros e da vida. Em outras palavras, aquilo que aprendemos por meio das danças que praticamos é mais uma forma de estarmos no mundo e de construirmos a sociedade em que vivemos.

Aqui voltamos ao início deste texto: que indivíduos e que cidadãos estamos construindo se, na escola, fazemos com que as crianças somente repitam passos e danças criadas por adultos? Muito provavelmente corpos passivos, sem atitude, sem iniciativa, sem crítica, ou aquilo que Michel Foucault (1979) chamou de “corpos dóceis”. Opostamente a isso, se nos levarmos pelo impulso do laissez-faire, do deixar fazer livremente o que vier ao corpo e à cabeça das crianças, estamos trabalhando valores, atitudes e princípios também opostos: a criança egoísta, sem limites e/ou percepção do outro e do mundo.

Penso que seria interessante refletirmos a respeito da dança na escola sob outra perspectiva: sugerirmos danças que permitam às crianças brincarem, explorarem, improvisarem, enfim, criarem suas formas de ser e de estar no mundo a partir da orientação e do trabalho dialógico do professor.

Se estivermos de acordo que mandar executar movimentos e seqüências adultas prontas compromete vários aspectos da educação cidadã, vimos que o oposto disso, ou seja, colocar uma música e sugerir que as crianças “dancem livremente”, é também uma ilusão de educação. A idéia de que toda criança dança naturalmente, é espontânea e não tem condicionamentos corporais não passa de um romantismo ingênuo sobre o corpo em sociedade (Marques, 2003).

Quem já tentou fazer esta atividade e teve como resposta as danças codificadas da mídia ou movimentos adultos nos corpos das crianças, se deu conta de que as crianças não são “purinhas”. Ao contrário, elas estão contaminadas de sociedade, de cultura, de relações político-sociais. Os corpos das crianças são corpos sociais, únicos, claro, mas sociais: são como esponjas absorvendo seu meio ambiente, as relações, a cultura em torno.

Por outro lado, podemos pensar que as danças das crianças são um amálgama da classe, do gênero, da etnia e da religião a que pertencem. Ao professor cabe gerar, orientar e propor bases para que os alunos possam descobrir os elementos deste amálgama, redescobri-los de forma consciente e gerar suas próprias sínteses corporais. Ou seja, o que as crianças já sabem, vivem, saboreiam em seus corpos? O que podem inventar e reinventar a partir disso?

Há várias formas de sugerir às crianças que brinquem com seus corpos e inventem suas danças a partir de suas histórias corporais. A primeira delas é trabalhar com os próprios elementos da linguagem da dança: o espaço, o corpo, os ritmos, as ações corporais, os relacionamentos. Como seria uma dança somente no chão? Que movimentos o cotovelo pode fazer? Que formas os corpos ocupam no espaço? Como é dançar uma dança lenta com uma música rápida? E assim por diante.

Outra proposta geradora de dança é sugerir que os alunos observem movimentos ao redor: carros, liquidificador, esguicho, pessoas - que movimentos eles fazem? Por quê? Quando? Onde? Como refazê-los no corpo? Estas observações podem se estender para observação da própria dança, ou seja, da dança como arte do movimento a partir de vídeos, idas ao teatro, figuras.

O meio ambiente também é gerador de dança, pois oferece diferentes espaços para que os corpos possam se movimentar, expandirem-se, recolherem-se, locomoverem- se. Do mesmo modo, as relações com as pessoas, através do toque ou do olhar podem gerar danças únicas, próprias de cada um, de suas histórias passadas, presentes e futuras.

Dentro de uma concepção problematizadora da dança na Educação Infantil, hoje seria importante pensarmos o corpo que dança sob uma perspectiva lúdica, flexível, perceptiva e relacional. As danças que sugerimos em sala de aula devem permitir escolhas, olhares diferentes para os corpos, para os outros para o mundo. Desta forma, não estaremos educando corpos e indivíduos dóceis, mas sim corpos e indivíduos críticos, conscientes e transformadores.

Referências bibliográficas

Foucault, M. (1979). Vigiar e punir. Rio de Janeiro: Vozes.

Johnson, Don (1994). Corpo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

Marques, I. (2001). Ensino de dança hoje: textos e contextos. São Paulo: Cortez.
Marques, I. (2003). Dançando na escola. São Paulo: Cortez.

*Isabel Marques é diretora do Instituto Caleidos e do Caleidos Cia. de Dança, em São Paulo, capital.

Fonte: Sítio do Instituto Caleidos - www.caleidos.com.br
Linque: http://www.caleidos.com.br/canalcaleidos_artigos.html

domingo, 30 de agosto de 2009

Oficinas: “Práticas de repertório I e II” (SP)

“Cantar, jogar e brincar com música é antes de tudo um fator de desenvolvimento pleno, harmônico e equilibrado do ser humano.”

OBJETIVO:
Fornecer repertório e meios para que os professores possam trabalhar a musicalidade, a concentração, a coordenação motora, a noção espacial, a
integração e a desinibição das crianças.

CONTEÚDO:
• repertório específico para bebês;
• sugestões de escuta e de como interagir;
• brincadeiras de colo;
• canções de movimento;
• histórias cantadas e sonorizadas;
• aquecimento e relaxamento.

PÚBLICO ALVO:
• professores de pré-escola;
• professores de musicalização;
• estudantes de magistério;
• pais e mães interessados em incentivar o aprendizado musical de seus filhos.

CARGA HORÁRIA: 5 horas cada oficina

DIA E HORÁRIO: dia 19 de Setembro de 2009
das 13hs às 18hs – para a oficina I
dia 26 de Setembro de 2009
das 13hs às 18hs – para a oficina II

OBS: As oficinas I e II são independentes.
O enfoque e os objetivos são os mesmos, mudando apenas o repertório

INVESTIMENTO: R$ 80,00 por oficina depositados até o dia 17 de Setembro para a oficina I e até o dia 24 de Setembro para a oficina II:

Banco Real - Agência: 1255
c/c: 9005036-2 - em nome de Sandra Regina de Carvalho
cpf: 170.995.908-80

OBS: Feito o depósito, favor passar um e-mail com o nº do comprovante,
seu nome, telefone, endereço residencial, endereço eletrônico, profissão
e data de nascimento para sandraoak@ig.com.br

CONFIRME SUA INSCRIÇÃO !!!!!

Após essa data e no dia do curso: R$ 100,00

LOCAL:
R. João Caetano, 178 – Mooca – São Paulo - SP (próximo à estação BRESSER do metrô)

OBS: O curso fornecerá certificado e apostila

Sandra Oak
Atriz, cantora, professora
Formou-se no Teatro Escola Célia Helena em 1992, trabalhou em diversos espetáculos como atriz e cantora.
Graduou-se em Canto Popular pela Universidade Livre de Música e em Educação Artística com Habilitação em Música pela UNESP.
Participou de diversas oficinas, palestras e congressos voltados para a
música infantil com Telma Chan, Maristela Loureiro, Antônio Nóbrega, Deise Alves, Marli D’Avila, Marisa Fonterrada, Samuel Kerr, Gisele Cruz, Magda
Pucci, Berenice Ferreira, Vania Ranucci Annunziato, Margareth Darezzo, Joseth Feres, Teca Alencar, Viviane Beineke, entre outros.
Lecionou teatro e musicalização em diversas escolas particulares
de São Paulo.
Atualmente é cantora do grupo Mawaca, leciona Canto e Técnica Vocal
para adultos e crianças, é professora de musicalização na “Escola de Educação Infantil Espaço Verde” e na “Escola Espaço Livre”, desenvolve junto com o músico Ramiro Marques um projeto de composição e gravação de músicas para bebês, dá aulas particulares de musicalização para bebês e promove cursos para professores nessa área.
CONTATOS: 11 9521-3392 - sandraoak@ig.com.br

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dica de Site: EduKbr - Artemanhas

Procurando recursos para se aperfeiçoar no conhecimento sobre as artes? Buscando idéias para desenvolver com seus alunos? Visite o site do EduKbr - Artemanhas. Com mais de 6000 páginas disponíveis em um sistema de busca, o portal está muito bem montado e organizado.
Espero que gostem! Para ir direto para lá, clique no link desta postagem, ou copi e cole o endereço abaixo em seu navegador.

http://www.edukbr.com.br/artemanhas/index.asp

Boa semana!

Oficinas do Brincar (SP)

A UMAPAZ (Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz) promove nos dias 01, 08, 15, 22 e 29 de setembro de 2009, das 18h30 às 21h30 (às terças-feiras) as Oficinas do Brincar. O evento é realizado em parceria com o Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana e será ministrado pela educadora Renata Meirelles. A abertura do ciclo de oficinas, no dia 01 de setembro, ficará a cargo de Lais Fontenelle Pereira, coordenadora de Educação e Pesquisa do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana.

As atividades têm caráter reflexivo, teórico e prático e buscam compartilhar conhecimentos e experiências sustentáveis do brincar e tratar da importância de se discutir o problema do consumismo na infância.

O curso é destinado a pais e educadores. São 50 vagas e haverá seleção dos interessados. As inscrições deverão ser realizadas até 20 de agosto pelo e-mail mailto:inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br>
inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br

Cronograma:
01/09 - Palestra: A mercantilização da infância e o papel do educador.
08/09 - Brinquedos e brincadeiras da cultura popular I: aproximando saberes e fazeres de todos nós.
15/09 - Brinquedos e brincadeiras da cultura popular II: uma relação autônoma no brincar infantil.
22/09 - Brinquedos não estruturados: estamos cercados de possibilidades criativas do brincar sem a necessidade de consumir brinquedos
29/09 - Brincando com a natureza: um espaço fundamental de exploração infantil.

Lais Fontenelle Pereira - Mestre em Psicologia Clinica pela Pontifica Universidade Católica do Rio de janeiro (PUC-RJ). Atuou na área de educação infantil durante nove anos no Rio de Janeiro e em São Paulo; também realizou atendimento terapêutico em crianças com problemas de aprendizagem e hoje é Coordenadora de Educação e Pesquisa do Projeto
Criança e Consumo do Instituto Alana.

Renata Meirelles - Educadora, mestre pela Faculdade de educação da USP, e pesquisadora de brinquedos e brincadeiras infantis em diferentes regiões brasileiras, divulgando-as através de palestras, cursos e oficinas. Autora do livro "Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras
dos meninos do Brasil" pela editora Terceiro Nome, 2007, vencedor do Premio Jabuti em 2008. Co-diretora de filmes de curta metragem sobre o brincar. Idealizadora do Projeto BIRA - Brincadeiras Infantis da Região Amazônica. Atualmente coordena projetos do Brincar no Instituto Sidarta.

Bibliografia:
CASTRO, Lucia Rabello. Infância e Adolescência na cultura de consumo. Rio de Janeiro, NAU, 1998.
POSTMAN, Neil. O desaparecimento da Infância. Rio de Janeiro, Graphia, 1999.
SAMPAIO, Inês Vittorino. Televisão, Publicidade e Infância. São Paulo, Annablume, 2000.
SOUZA, Solange Jobim (org). Subjetividade em Questão: A infância como critica da cultura. Rio de Janeiro, Sete Letras, 2005.
SOUZA, Solange Jobim. Educação@ Pós- Modernidade. Rio de Janeiro, Sete Letras, 2003.
BROUGÉRE, Gilles. Brinquedo e Cultura. São Paulo. Cortês, 1995.
BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas I: Arte e política, magia e técnica. São Paulo, Brasiliense, 1988.
BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas II: Rua de Mão Única. São Paulo, Brasiliense, 1991.
MEIRELLES,Renata. Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. Editora Terceiro Nome, 2007.

Serviço: Oficinas do Brincar
Dias e Horários: 01, 08, 15, 22 e 29 de setembro (às terças-feiras), das 18h30 às 21h30.
Carga horária total: 15 horas
Vagas: 50 vagas - Participação gratuita - Haverá Seleção
Publico focalizado: Educadores e Pais
Coordenação: Angélica Berenice de Almeida e Shirley Dayse Gomes Pellicciari

Local: UMAPAZ - Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz
Av.: IV Centenário, 1268 Portão 7-A - Parque Ibirapuera.
Inscrições até 20 de agosto, pelo e-mail:

inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.br

domingo, 9 de agosto de 2009

Mestre Vitalino: O artesanato, a natureza, as questões sociais (SP)


Vitalino Pereira dos Santos (1909-1963) foi um artesão que moldou no barro cenas e temas da sua vida de nordestino interiorano de Pernambuco como um cronista do seu tempo e lugar, tal qual um contador, ou mesmo um "modelador" de histórias e causos.Para comemorar o centenário de seu nascimento, a programação do 2º semestre de 2009 da Biblioteca Belmonte faz uma homenagem ao Mestre Vitalino, oferecendo uma programação focada na produção plástica da cultura popular. As atividades e os assuntos terão diversos desdobramentos decorrentes e correlatos, envolvendo literatura oral, artes cênicas e música, concretizando-se em exposição de peças de cerâmica-figurativa, palestras, oficinas de artesanato, contação de histórias para crianças e apresentações de vídeo-documentários, de teatro de mamulengo e de grupo musical.


Exposição e apresentação de repentistas

Vitalino, o artesão-mestre de Caruaru - A exposição apresenta peças artesanais de barro do estilo de Mestre Vitalino, produzidas contemporaneamente por diversos figureiros da vila do Alto do Moura em Caruaru, Pernambuco, incluindo descendentes do próprio Mestre (filhos e netos), que continuam reproduzindo as suas criações. Algumas fotos, documentários em vídeo e publicações também serão disponibilizadas. A exposição revela também aspectos do ambiente e do imaginário do Mestre Vitalino e dos seus seguidores, trazendo facetas da cultura popular nordestina de ontem e de hoje.De 2ª a 6ª feira, das 9h às 16h até 16 de novembroAbertura sábado, dia 22 de agosto às 12h com apresentação dos repentistas Adão Fernandes e João Dotô, José Batista e Manuel Soares, Alceu José e Manuel

Palestras


As culturas populares na educação - Com o Prof. Alberto Ikeda, aula de encerramento do curso Saberes Populares, em andamento desde abril. Dia 8 de agosto das 9h às 12h.

Vitalino, o artesão-mestre de Caruaru - Por Alberto T. Ikeda, pesquisador e professor de Cultura Popular do Instituto de Artes da Unesp.A palestra volta-se para o enfoque de aspectos da vida e da obra de Mestre Vitalino e questões socioculturais. Busca-se a compreensão do processo que culminou na constituição e no coroamento da localidade do Alto do Moura, em Caruaru - PE, como um dos maiores pólos atuais de produção de cerâmica figurativa do Brasil, cujas atividades tiveram início em um histórico grupo de artesãos sob a liderança do Mestre Vitalino. Para adultos. Dia 22 de agosto às 9h.




Panorama da cerâmica popular no Brasil: de Mestre Vitalino ao Vale do Jequitinhonha - Por Lalada Dalglish, pesquisadora da cerâmica latino-americana, chefe do Departamento de Artes e professora de Escultura e Design Cerâmico do Instituto de Artes da UNESP.A palestra mostra a evolução da cerâmica popular brasileira partindo da iniciativa de Mestre Vitalino, que iniciou uma comunidade ceramista no bairro onde vivia em Caruaru. Faz-se um panorama atual da cerâmica desenvolvida hoje em comunidades que sobrevivem desta produção, encerrando com o exemplo do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, que é hoje um dos maiores pólos de cerâmica popular no Brasil.Dia 26 de setembro às 9h.

Contação de Histórias
Vitalino, menino arteiro! Histórias, causos e coisas de Vitalino - Por Andréa de Sousa. Leitura e contação de histórias baseadas na vida de Mestre Vitalino com exibição de documentários. Agendamento de grupos de instituições educaionais, culturais e sociais. Sempres às terças- feirasAgosto· Dias 4 e 11 às 10h· Dias 18 e 25 às 15hSetembro· Dias 1º, 8 e 15 às 10h· Dias 22 e 29 às 15h

Exibição de documentários

Espaço Gourmet: delícias da literatura oral
Andréa de Sousa recebe o público dos Projetos CIEJA, EJA e MOVA para degustação especial - Miolo de Pote na Panela de Barro: saberes e sabores do Mestre Vitalino. Na sala de Contos. Dia 27 de agosto às 14h

Oficinas

Modelagem em argila: Mestre Vitalino, a referência - Por Ana André, arquiteta, artista-plástica e arte-educadora.

Biblioteca Pública Belmonte

Rua Paulo Eiró, 525 - Santo Amaro - 04752-010

Tel: (11) 5687 0408 e (11) 5691 0433

E-mail: bmbelmonte@yahoo.com.br

sábado, 25 de julho de 2009

MundiARt segunda edição (RJ)



Aí está, pessoal.
Levem os alunos para ver a exposição. Estarei lá de 16 a 29 de agosto, de 14:00 às 18:00 horas. A exposição é em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Visitas agendadas: 21 2609-8275
Lya Alves
intercambioculturalarts@yahoo.com.br

MUNDIART
Mostra Internacional de Arte Contemporânea
15 a 30 de agosto de 2009
Vernissage: 15 de agosto de 2009.
Galeria do Instituto Cultural Brasil Estados Unidos
rua Dr. Francisco Portela, 2772, São Gonçalo – RJ.

MundiArt – Mostra Internacional de Arte Contemporânea. A exposição é plural, aberta a diferentes estilos e técnicas e tem curadoria da artista plástica e arte-educadora Lya Alves e da artista plástica Denise Velasco. A MundiArt apresenta em sua segunda edição 36 artistas internacionais e 64 nacionais, totalizando 100 trabalhos .
Os artistas internacionais: (França) Philipe Vacquié, Tristan Rain; (Israel) Jacob Porat, Laís Worek; (Itália) Mirella Orlandini, Paolo Avanzi, Paolo Ober, Cláudio Cavaliére, Emanuele Rivieri, Paolo Vitale, Carlo Volpicella, Imerio Rovelli, Luigi Latino, Fabio Agace, Fabiola Barna, Moreno Gerzeli, Enrico Thanhoffer; (Argentina) Nicky Chiarello; (Polônia) Veronica Korzekwa; (México) Ignacio Hábrika, Alfredo Linch; (U.S.A.) Carolynn Quan, J.F.Bautista; (Portugal) Paulo Madeira, Delfina Mendonça, Marie Thereze, Francisco Urbano, Jose Miguens; (Alemanha) Detlev Foth; (Bósnia e Herzegovinia) Harun Hosic; (Espanha) Jose Manuel Portillo Carnero, Mariangeles Martinez Castro; (Holanda) Jeroen Van Paasen; (Canadá) Alvis Zujevs; (Bolívia) Prisca Burgo; (Indonésia) Ogi Soedja.
Artistas nacionais: (Rio de Janeiro) John Nicholson, Suani Armond, André Pessoa, Cláudia Zunino, Carlos Ribeiro, Anna Alice Monteiro, Celso Oliveira, Paloma Valcárcel, Antônia Lúcia, Elizabeth Franco, Reinaldo Caó, Ribamar Gomes, Welinton de Souza, Henriette, Fábio Mesquita, Dina Lopes, Sandra Signoretti, Jaelson Marcelino, Heber Vargas, Felipe Henrique, Anderson Clayton, Luiz Hazediaz, Ana Camelo, Rogério Queiróz, Anderson Clayton, Gilson Souza, Luiz Augusto, Lya Alves, Carol Neves, Adilson Pinto, Fernanda Franco, Anna Nunes, Jéter Aguiar, Regina Guimmarães, Zenaide Azevedo, Denise Velasco, Kátia Del Cistia, Dyandréia Portugal, Paulo Alves, De Luna Freire, Cristiane França, André, Ana Tavares, Alex Suliano, Davi Baltar, Carla Verena, Angela Mello, Tânia Sant'anna, Conceição Barros, Marcos Silva, Silas Oliveira; (Goiás) Yderval Britto; (Minas Gerais) Leninha, Madá Papadopoulos, Márcio Carvalho, Agatha Salgado; (Paraná) Gri Alves; (São Paulo) Renato Sette, Alessandro Dairel,Dom Paçoca, Ângela Ferrara, Paula França; (Bahia) Carol Queiroz; (Pernambuco) Edmar Sales; (Rio Grande do Sul) Carlos Meinardi, Loiva Ingrid.
O evento concederá um prêmio-aquisição no valor de R$1.000,00 para os artistas inscritos.
Os artistas exploram uma variedade de técnicas e suportes, a exemplo de: performance, música, poesia, instalação, vídeos, cerâmica, colagens, desenhos, pinturas, mosaico, escultura, origami, papietagem, fotografia, cartoon e graffiti. Justamente por não imprimir uma direção ou uma tendência, a mostra consegue apresentar um abrangente e democrático panorama da arte contemporânea. Embora, evidentemente, não apresente todas as categorias ou gêneros existentes e não dê conta de todas as disposições da produção artística atual em função de sua amplitude, a mostra cumpre bem o seu papel. É capaz de demonstrar, a partir de um grupo bastante representativo de artistas, uma considerável variedade de trabalhos, exemplificando bem a diversidade da produção de Arte contemporânea que tem sido realizada mundialmente. Na abertura o evento terá a participação do cantor e compositor Valmon, com duo de voz e violão; e recital de piano com Eudor0 Carson.
As inscrições para a terceira edição do evento estão abertas e a seleção já começou. A terceira edição será realizada em diversos espaços culturais na cidade de Niterói, fechando o ciclo de exposições do ano de 2009, no período de 28 de novembro a 20 de dezembro.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Workshop de pintura no Centro Universitário Maria Antonia (SP)


Workshop de pintura com Monique Deheinzelin

Em julho, o Centro Universitário Maria Antonia realiza a oficina “Experiência e aprendizagem com as cores”, com Monique Deheinzelin.
Abordando tabelas de cores e atividades de pintura a partir de obras do artista britânico David Hockney, os encontros proporcionam a discussão acerca da mobilização estética e a abertura para novas possibilidades criativas relacionadas à aprendizagem e à construção do conhecimento no ambiente escolar
Programa28 de julho Aspectos físicos e relacionais da cor29 de julho Aspectos construtivos da cor 30 de julho Tonalidades na ausência de cores31 de julho Aspectos sensoriais da cor
Monique Deheinzelin é física e mestre em História e Filosofia da Educação pela USP. É coordenadora de Ciências na Escola Comunitária de Campinas. Publicou Trilha: educação, construtivismo (Vozes, 1996) e Construtivismo: a poética das transformações (Ática, 1996), entre outros.
Workshop de Pinturacom Monique Deheinzelin28 a 31 de julhoterça a sexta, 14 às 17hR$ 225
InscriçõesCentro Universitário Maria Antonia – 3º andar – educativosegunda a sexta, 9 às 18h
informações3255-7182 r.46 – educama@usp.br

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Oficina de Cavalo Marinho no Instituto Brincante, em SP

Oficina de Cavalo Marinho com: PEDRO SALUSTIANO
Nascido e criado nas tradições populares, Pedro é um dos filhos do Mestre Salustiano, e desde cedo se dedica ao Cavalo Marinho e ao Maracatu Rural. Como bailarino participou do Grupo Grial de Dança e do Espetáculo “O Marco do Meio Dia” de Antonio Nóbrega. Em 2006, ministrou aulas de Cavalo Marinho para o elenco e participou como ator da mini- série “A Pedra do Reino” (TV GLOBO).

Turma A - Dias 13,15 e 17 de julho (2ª. 4ª. e 6ª.) - Das 19h30 às 21h30
Turma B - Dias 14, 16 e 18 de julho (3ª. 5ª. e Sáb.) - Das 10h30 às 12h30

Investimento:
Alunos do Instituto: 60,00 (os 3 dias) 25,00 aulas avulsas
Público em geral: 90,00 (os 3 dias) 35,00 aulas avulsas

As inscrições poderão ser feitas na secretaria do Instituto ou através de depósito bancário.Mais informações 3816 0575 ou www.institutobrincante.org.br
Instituto Brincante: Purpurina, 428 | Vila Madalena | São Paulo | 11 3816 0575

sábado, 20 de junho de 2009

Pós-Graduação em Estética e História da Arte na USP

Informação recebida do grupo Arte-Educar.

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO INTERUNIDADES EM ESTÉTICA E HISTÓRIA DA
ARTE UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ABERTURA DE INSCRIÇÕES - PROCESSO SELETIVO

Comunicamos que estarão abertas no período de 01 a 18 de junho de 2009
as inscrições para o curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação
Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São
Paulo.
Maiores informações poderão ser obtidas nos sites www.usp.br/pgeha ou
www.mac.usp.br/cursos

domingo, 14 de junho de 2009

Palestra com Profa. Patrícia Stuhr, em São Paulo


Olá!
Gostaríamos de convidá-los a participar na próxima sexta (19/06) da
palestra com Patricia Stuhr, professora da Universidade Estadual de
Ohio (EUA). O encontro acontecerá às 19h30 no Salão Nobre (3º andar)
do Centro Universitário Maria Antonia da USP.
Educativo Maria Antonia
0XX11 3255 7182 ramal 46

ARTE EDUCAçãO MULTICULTURAL NO SéCULO XXI: CURRíCULO INTEGRADO E ESTUDOS CULTURAIS.
PALESTRA INTERNACIONAL COM PROFª PATRICIA STUHR DA OHIO STATE UNIVERSITY - OSU

Data: 19 de junho, sexta-feira
Horário: 19h30

Local:
Centro Universitário Maria Antonia da USP
Rua Maria Antônia, nº 294 - Vila Buarque
Salão Nobre - 3º andar

80 vagas
entrada gratuita
retirar senha 30 minutos antes

Patricia Stuhr é professora e coordenadora do Departamento de Educação Artística na Ohio State University. Ela recebeu seu Ph.D. da Universidade de Wisconsin-Madison, em 1987 e ensinou arte para adolescentes por 11 anos nas escolas públicas de Wisconsin. Realizou pesquisa e tem publicações na área de Arte Nativa Contemporânea de Wisconsin, Cultura Visual, Arte Educação Multicultural e Currículo Integrado. Em 1998, recebeu o Prêmio Fulbright para ensinar e realizar pesquisas sobre os temas da arte educação multicultural e currículo integrado na Universidade de Arte e Design de Helsinque, Finlândia. Em 2000, foi nomeada membro de honra da NAEA. Ela também recebeu o Prêmio Ziegfeld da Sociedade Americana para a Educação através da Arte (1999) e o prêmio June King McFee do NAEA Woman's Cáucus (2008), pela sua contribuição para a arte educação multicultural e as questões de diversidade social.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A educação é um ato político


(Professor Marcos, do Laboratório de Arte da FEUSP, e membro do Arteirinhos, agredido com gás pela tropa de choque)


Há momentos em que calar é concordar. Em que ignorar é fortalecer o adversário. Em que a suposta neutralidade é na verdade a manutenção do status quo.

E por que não quero fazer isso, hoje quero falar aqui no Arteirinhos sobre o que está acontecendo na USP nos últimos dias. Quem tem acompanhado a mídia oficial (tv, jornais e revistas de grande circulação) vai ter acesso a apenas uma visão dos fatos. Visão parcial, ideológica, que interessa àqueles que estão felizes porque têm acesso a tudo: moradia, educação, saúde, lazer... Por que estes iam querer mudar algo? A eles interessa dizer que os estudantes são indisciplinados, que as manifestações são baderna, e que eles deviam ficar quietinhos na deles, aproveitando que conseguiram estar entre os poucos com acesso à universidade pública, ao invés de passar estes dias frios lutando para estender este direito aos outros milhões que não conseguiram entrar em uma faculdade pública.

Eles não dizem os motivos que levaram estudantes, professores e funcionários das três universidades estaduais paulistas à greve. Eles não mostram a violência com que a polícia está atacando aqueles que exercem um direito garantido na constituição - mas desrespeitado pelo governo. Eles estão falando que os professores, alunos e funcionários são violentos. Mas suas armas são flores e palavras para enfrentar bombas de efeito moral e cassetetes.

Por isso, convido professores e todos os que se importam com a educação a verem todos os lados antes de formarem sua própria opinião. Não se deixem doutrinar pela mídia, exerçam seu pensamento crítico e julquem por si mesmos se a greve das três universidades paulistas - patrimônio público, sustentado pelos nossos impostos, formadoras dos profissionais que vão estar aí nos próximos anos - é mesmo o que eles estão dizendo. Vejam os vídeos e visitem os sites abaixo. E decidam por si mesmos qual é a verdade.

http://www.gpopai.org/greve2009/index.php?title=P%C3%A1gina_principal
http://hariprado.wordpress.com/2009/06/09/debelado-foco-guerrilheiro-na-usp/
http://blog.forumeducacao.zip.net
http://www.adusp.org.br
http://www.youtube.com/watch?v=xwL-b6LUOb4
http://www.youtube.com/watch?v=sIVLuuag9G0
http://www.youtube.com/watch?v=YNAzxgGtGpA
http://www.youtube.com/watch?v=deUf8An9Q1o
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/448641.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/448626.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/448656.shtml

Um abraço,
Selma de Assis Moura

Lançamento do livro "Oficina Brincando na Diversidade - Cultura na Infância"


(Clique na imagem para ampliá-la)
Ministério da Cultura

Convite
Prezado (a) Senhor (a),
O Ministério de Cultura por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, em parceria com a Fundação Orsa e a Rede Cultura Infância convidam Vossa Senhoria para participar do lançamento da Publicação “Oficina Brincando na Diversidade – Cultura na Infância”, no dia 13 de junho, às 10:30 horas, na sala Vermelha do Itaú Cultural , localizado na Avenida Paulista, 149, São Paulo, SP (próximo à estação do metrô Brigadeiro do metrô – Fone: 11 2168 1700).

O livro “Oficina Brincando na Diversidade – Cultura na Infância” é fruto do encontro realizado entre 17 e 19 de outubro de 2008, no SESC Vila Mariana, em São Paulo. Durante três dias um grupo de 60 pessoas de diversas áreas como teatro, música, dança, circo, arte-educação, livro e leitura, audiovisual, internet, jogos e brincadeiras, espaços lúdicos e saúde, além de gestores da Secretaria de Articulação Institucional, da Secretaria do Audiovisual e da Secretaria de Cidadania Cultural do MinC, debateu questões envolvendo os seguintes eixos: fomento, comunicação e memória. O conteúdo desta publicação irá contribuir para estimular a participação de outros interessados e para aprofundar o debate e a construção de uma política pública por meio da qual poderemos fortalecer e valorizar a identidade da infância brasileira e sua inserção no contexto da nossa diversidade cultural.

Certo de contar com a vossa participação, subscrevemo-me, colocando à disposição o telefone (61) 3316 2102 para quaisquer esclarecimentos.

Atenciosamente,

Américo Córdula
Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural
Ministério da Cultura

Convite para Sarau de Poesia, em Pinheiros-SP

(Clique na imagem para ampliar o convite)
Endereço da Biblioteca:
Rua Henrique Schaumann com a Cardeal Arco Verde, em Pinheiros
Entrada gratuita

Apresentador do sarau: Vitor Borysow
Foto: Beth Ziani
Bordado: detalhe da exposição "do Danúbio ao São Francisco" do Grupo Teia de Aranha na Biblioteca Alceu de Amoroso Lima
Arte: Felipe Valentim do Grupo Casa de Brincar
Produção: Rosa Haruco Tane

... Cantar e brincar, hoje é festa - dansação. Chega o dia declarar! A festa não é pra se consumir - mas para depois se lembrar...
Uma Estória de Amor - Manuelzão e Miguilim

www.cultura.prefeitura.sp.gov.br
clicar Biblioteca Temática: Poesia e abrir a página da Biblioteca Alceu de Amoroso Lima, programação, especial Guimarães Rosa

Palestra com professor Terry Wrigley, 19/06, em Sampa

UMA OUTRA ESCOLA É POSSÍVEL"
Diálogo com educador da Escócia

com Professor Terry Wrigley

Palas Athena tem o prazer de convidá-lo para um encontro com o Professor Terry Wrigley, da Faculdade de Educação da Universidade de Edimburgo. Sua visita ao Brasil está sendo organizada pelo CECIP - Centro de Criação de Imagem Popular (www.cecip.org.br).

O encontro, aberto a toda a comunidade, resultará em produtiva troca de experiências entre educadores interessados em construir escolas dialógicas, inclusivas, democráticas.

Terry é autor dos livros Schools of Hope (Escolas da esperança) e Another School is Possible (Uma outra escola é possível). Também estudante adiantado da Língua Portuguesa, Terry trará imagens em fotos e vídeos do seu trabalho junto às escolas britânicas que atendem a filhos de imigrantes – em geral subestimados e discriminados de várias formas.

Em seu livro Another School is Possible, Terry diz que o modelo econômico vigente tem um problema com a educação. "Precisa de trabalhadores que sejam espertos o suficiente para dar lucro, mas não inteligentes a ponto de compreender o que se passa no mundo.” O educador escocês afirma, em relação às escolas do Reino Unido: "Nossas crianças estão sendo avaliadas de forma destrutiva. Nossas escolas são orientadas para a competição e estão sujeitas a crescente privatização. Não precisa ser assim. Podemos aprender com escolas que, em todo o mundo, conseguem organizar -se para oferecer um ensino que faz sentido. Pensamento e aprendizado engajado e crítico deveriam ser a base para a democracia do século XXI".

Terry Wrigley traz uma contribuição substantiva para a transformação radical do ensino que, ao tornar-se mais democrático, será mais atraente para educadores, estudantes, famílias e para todos os inspirados pela idéia de que uma outra educação é possível.

ENTRADA FRANCA

19 de junho de 2009 • sexta-feira • das 19h30 às 21h30
Associação Palas Athena
Rua Leôncio de Carvalho, 99 – São Paulo / SP – Próximo à estação Brigadeiro do Metrô
Informações: Palas Athena (11) 3266-6188
Palas Athena
Rua Leôncio de Carvalho, 99 - Paraíso - Tel (11) 3266 6188
Inscrições pelo site www.palasathena.org.br ou na sede da Palas Athena

sábado, 6 de junho de 2009

Curso gratuito para Jovens: montador de exposição


Curso: Montador(a) de Exposição Aprenda a Montar uma exposição do começo ao fim. Inscrições até 19/6
Os participantes terão a experiência completa da montagem de uma exposição, desde a construção de painéis de madeira, até a instalação de obras de arte multimídia, utilizando equipamentos de última geração.

O curso é gratuito e terá aulas práticas e teóricas, visitas a exposições e oficinas, além de palestras com especialistas e a realização de um estágio profissional.

Conteúdos do Curso
* Instalação e operação de equipamentos de última geração: datashow, mesa de som, mixer de vídeo;
* Iluminação e instalação elétrica;
* Montagem de obras de arte;
* Criação de estruturas em madeira e metal;
* Organização e planejamento de oficinas.

Mercado de trabalho
* Museus, Centros culturais e de exposições;
* Empresas de montagem de exposições e feiras;
* Empresas e produtoras de decoração, publicidade e eventos;
* Teatros, escolas de samba e oficinas cenotécnicas.

Público
* Jovens, de 16 a 24 anos, que estejam estudando na rede pública de ensino (Ensino Fundamental, Profissionalizante ou Supletivo) ou que já tenham concluído o Ensino Médio.
* Residentes na Cidade de São Paulo, preferencialmente na área do Centro (Subprefeitura da Sé: Sé, República, Cambuci, Liberdade, Consolação, Bela Vista, Santa Cecília, Bom Retiro; Subprefeitura da Mooca: Pari, Brás, Belém e Mooca).

Benefícios
* Certificado do curso;
* Certificado do estágio;
* Transporte;
* Alimentação.

Vagas: 80.
Duração: de julho a dezembro de 2009
Turmas: terças e quintas, das 13h às 17h30 ou das 18h30 às 23h.
Local: Teatro Sérgio Cardoso - entrada dos fundos 
 - R. Conselheiro Ramalho nº 538, Bela Vista.

Inscrições e informações
até 19 de junho, das 10h às 16h00.
* pelo fone: (11) 3266-3930
* no Teatro Sérgio Cardoso
* inscrição@cursomontador.com.br
* www.cursomontador.com.br

Processo Seletivo
22 a 24 de junho
* Documentos necessários: xerox do RG; certificado de conclusão do ensino médio ou comprovante de matrícula no ensino Fundamental, médio, profissionalizante ou supletivo.
* Menores de 18 anos: autorização dos pais.
* Local: Teatro Sérgio Cardoso -- entrada dos fundos - Rua Conselheiro Ramalho nº 538, Bela Vista

(Notícia recebida de Zeneide Alves, do grupo Linguagens das Artes - linguagensdasartes@yahoogrupos.com.br)

Fórum Paulista Cultura da Criança

Temos o imenso prazer de informar que o Fórum Paulista Cultura da Criança -FPCC inicia suas atividades públicas à partir da semana que vem, com a exibição do documentário Criança, a alma do negócio, dos diretores Marcos Nisti e Estela Renner, com entrada franca e logo após teremos um debate. O Fórum terá encontros mensais abertos à tod@s interessados.
Todos que trabalham, apoiam ou são simpatizantes às questões relativas ao universo da Cultura da Criança e da Infância podem aderir gratuitamente ao FPCC. Divulguem para suas Redes.

Segue abaixo o regimento do Fórum.

Instituições e artistas que participaram da criação do regimento do Fórum Paulista Cultura da Criança e da sua fundação: Unesco São Paulo, Sesc São Paulo, Itaú Cultural; Institutos: Paulo Freire, Alana, Avisalá, Sidarta, Zero à Seis; Associação Viva e Deixe Viver, Associação Brasileira pelo Direito de Brincar, Aliança pela Infância, Cooperativa Paulista de Teatro, Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos-Labrimp, Projeto Cala Boca Já Morreu, Fundação Orsa, Portal Cultura Infância, Cia. Balangandança, Cia. Bola de Meia, Gilsamara Moura, Lilia Rosa, Renata Meirelles, Uxa Xavier, Thelma Chan.

Gabriel Guimard
Editor Portal Cultura Infância (www.culturainfancia.com.br)
Diretor da Cia. Megamini de teatro
Centro de Referência do Teatro para Infância
Fórum Paulista Cultura da Criança

SERVIÇO
Reunião Fórum Paulista Cultura da Criança
Local: Sesc Vila Mariana - Torre A
Dia: 10 de junho (quarta-feira)
Horário: das 19h às 21h30
Endereço: Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana (entre o metrô Paraíso e Ana Rosa)
Entrada Franca
Maiores informações: (11) 9800.7357
Falar com Gabriel Guimard

Apresentação

O Fórum Paulista Cultura da Criança (da, com e para a Criança) é um espaço aberto de encontro, reflexão, debate, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de ações entre o poder público, a sociedade civil e interessados nas questões relativas ao universo da cultura da criança.

O Fórum Paulista Cultura da Criança iniciou seus encontros em agosto de 2008, a partir de um grupo de trabalho constituído na cidade de São Paulo, que contribuiu para a elaboração da Oficina de Escuta Brincando na Diversidade, uma iniciativa da Rede Cultura Infância em parceria com a Secretaria da Diversidade Cultural/MINC, Sesc São Paulo e Fundação Orsa. Essa oficina foi realizada em meados de outubro de 2008, no Sesc Vila Mariana e reuniu mais de 50 artistas, pesquisadores, arte-educadores, organizações não governamentais de todo o Brasil, que atuam no universo da cultura da criança, além de representantes de várias secretarias do Ministério da Cultura.

O Fórum se define por um processo dinâmico e contínuo, sem fins lucrativos, apartidário, que congrega seus membros com o objetivo de proporcionar o encontro das múltiplas vertentes do universo da cultura da criança. Está assegurada às entidades ou ao conjunto dos indivíduos que participam dos encontros a liberdade de discutir, propor, avaliar, apoiar e mobilizar ações para o incremento do campo da cultura da criança.

As reuniões do Fórum terão a finalidade de socializar visões e análises para o conjunto de seus membros e para a sociedade civil, explicitando questões, propostas e estratégias diversas de ações pela melhor compreensão, desenvolvimento e difusão da cultura da criança, a fim de assegurar os espaços necessários para o exercício do protagonismo da criança, sempre em sintonia com a Convenção Internacional sobre Direitos da Criança e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Objetivo geral
Reconhecer, fomentar e fortalecer a expressão da cultura produzida e oriunda da, com e para a criança. Além de valorizar a criança como sujeito de direitos, ampliar sua acessibilidade aos bens culturais e todas as formas de expressão e contribuir com o seu protagonismo na sociedade do século XXI.

Objetivos específicos
Reunir entidades, movimentos, profissionais e outros agentes, doravante denominados membros do Fórum, interessados no universo da cultura da criança;

Atuar junto aos poderes públicos e à iniciativa privada para a elaboração de políticas, programas e projetos de lei voltados ao fomento de produção, difusão e formação de público na área da cultura da criança, valorizando a diversidade e identidade cultural brasileira;

Estabelecer um espaço aberto à reflexão, ao debate, à troca de experiências e à formulação de propostas articuladas coletivamente;

Atuar junto as instituições, grupos e indivíduos que trabalhem, pesquisem ou promovam a cultura da criança, como força social mobilizadora e articuladora, no sentido de fortalecer suas atividades e potencializar o trabalho de todos estes agentes sociais; sejam membros ou não do Fórum;

Estabelecer um conceito mais preciso de Cultura da Criança que oriente a atuação dos membros do Fórum;

Democratizar e intensificar a comunicação e o intercâmbio entre os membros do Fórum, com o objetivo de conhecer melhor a linha de atuação de cada participante (instituição ou indivíduo);

Apoiar a realização dos objetivos específicos a que se propuseram as entidades e membros do Fórum;

Garantir espaços e mecanismos para o exercício do protagonismo das crianças;

Promover articulações com o Fórum Paulista dos Direitos da Criança e do Adolescente e a Rede Nacional da Primeira Infância, entre outros.

Caráter e estrutura
O Fórum Paulista Cultura da Criança é instituído e mantido por entidades, movimentos e agentes da cultura da criança e não tem personalidade jurídica própria;

O grupo virtual do FPCC é um espaço de comunicação e troca de ideias entre os membros do Conselho, porém as decisões e deliberações que necessitem de votação, deverão ser realizadas por meio das Assembléias mensais ou extraordinárias;

O Fórum terá em sua composição a Secretaria Executiva e, eventual ou permanentemente, Grupos de Trabalho, que discutirão temas específicos, e se reunirão sob a forma de Assembleia pelo menos uma vez por mês.

Do Fórum
O Fórum pautará sua ação pela busca da maior representatividade possível dos diferentes modos de entender e agir dentro do universo da cultura da criança;

O Fórum será constituído por representantes de associações, movimentos, empresas e outras entidades que atuam nas áreas da cultura da criança com ou sem personalidade jurídica própria; e, indivíduos sem vinculação a entidades;

Para a admissão de entidades ou indivíduos no Fórum será necessária a expressa manifestação de intenção por meio de ficha de adesão, na qual o participante manifestará seu acordo com as diretrizes apresentadas;

Aqueles que compõem o Fórum devem se comprometer com a inclusão de novos membros que possam vir a preencher eventuais lacunas de representação regional e/ou setorial;

Cada reunião será mediada por qualquer participante do Fórum designada no momento da reunião;

As Assembleias serão abertas ao público, com direito a voz, porém só poderão votar os indivíduos ou instituições que fizeram sua adesão ao Fórum;

Cada instituição terá direito a um voto, para que seja equivalente ao voto individual.

Da Secretaria Executiva
A Secretaria Executiva será constituída por um Coordenador Geral, um Secretário e um Tesoureiro, que serão nomeados pelo Fórum a cada ano, podendo ser reeleitos por mais um mandato apenas;

No impedimento do Coordenador Geral do Fórum, o Secretário assumirá todas as suas funções. No impedimento do Secretário, o Tesoureiro. Diante do impedimento de todos os membros da Secretaria Executiva, será nomeado um Secretário “ad hoc”, pelo Fórum;

Cabe à Secretaria Executiva um papel articulador e facilitador dos processos de trabalho do Fórum; tais como: a) convocar e dirigir reuniões; b) prestar contas sobre a gestão dos recursos financeiros; e, c) controlar e atualizar o cadastro dos membros do Fórum, no intuito de agilizar os trabalhos e a comunicação interna.
Dos Grupos de Trabalho

O Fórum poderá criar Grupos de Trabalho, temporários ou permanentes, mediante proposta do Fórum, com a finalidade de realizar estudos ou ações concretas sobre assuntos específicos;

Para cada Grupo de Trabalho será designado um Coordenador a fim de direcionar os respectivos trabalhos.

São Paulo, 03 de abril de 2009.
(Notícia recebida do grupo Roda de Histórias - http://br.groups.yahoo.com/group/wwwrodadehistorias)

Pós-Graduação no Instituto de Estudos da Criança, em Portugal

Mestrados e Doutoramento no Instituto de Estudos da Criança - Candidaturas
O Instituto de Estudos da Criança (IEC) oferece, a par dos seus cursos de graduação (Educação Básica, Educação de Infância e Ensino Básico do 1º Ciclo), a formação em pós-graduação, sob a forma de Cursos de Mestrado e de Doutoramento em Estudos da Criança.

Doutoramento em Estudos da Criança - Candidaturas online de 22 de Junho a 4 de Julho de 2009.
As candidaturas aos cursos de Mestrado do Instituto de Estudos da Criança realizam-se de 1 a 19 de Junho de 2009.
As candidaturas ao Mestrado em Ensino de Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico realizam-se de 17 de Agosto a 8 de Setembro.
As candidaturas a todos os mestrados serão on-line através do Portal Académico (http://alunos.uminho.pt)

Mestrados em Estudos da Criança – Área de Especialização em:
Ensino e Aprendizagem da Matemática
Educação Física e Lazer
Tecnologias de Informação e Comunicação
Promoção da Saúde e do Meio Ambiente
Intervenção Psicossocial com crianças, jovens e famílias

Mestrado em Sociologia da Infância

Mestrado em Animação Teatral

Mestrados em Educação Especial - Área de Especialização em:
Dificuldades de Aprendizagem Específicas
Intervenção Precoce

Prova de acesso (obrigatória): A prova é de escolha múltipla e os conteúdos da prova escrita constam de quatro componentes: Analogias, antónimos, raciocínio analítico e raciocínio matemático.
Data da prova escrita: 27 de Junho de 2009 às 10 horas

Mestrado em Ensino de Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico
Candidaturas: 17 de Agosto a 8 de Setembro
Prova de acesso (obrigatória) : Prova escrita e oral de língua portuguesa. Datas: 21/9 (prova escrita); 28/9 (prova oral)

Informações:
Instituto de Estudos da Criança
Campus de Gualtar, 4710-057 – Braga
Tel: 253 601 200 | Fax: 253 601 201
Email: posgrad@iec.uminho.pt

(Notícia recebida da Rede Cultura Infância - www.culturainfancia.org.br e http://br.groups.yahoo.com/group/culturainfancia)

Dica: Conheça o site Escola no Cinema

Confira o site Escola no Cinema e associem-se ao Clube do Professor para pagar meia nos cinemas da rede Arteplex e Unibanco.

http://www.escolanocinema.com.br/

Bom final de semana, com muito cinema pra todos!

Selma

Dica: Site sobre Povos Indígenas para crianças

ISA lança site de povos indígenas para o público infanto-juvenil

Destinado à pesquisa escolar, o novo site Povos Indígenas no Brasil
(PIB) Mirim mostra a diversidade cultural desse povos de forma
didática e em linguagem acessível. Uma das formas encontradas pela
equipe do ISA para despertar o interesse das crianças foi a criação da
Aldeia Virtual - jogo online com referências reais sobre diferentes
etnias com o qual eles podem interagir e se sentir parte daquele
ambiente.

Notícia na íntegra:
http://www.socioambiental.org/noticias/nsa/detalhe?id=2892

PIB Mirim:
http://pibmirim.socioambiental.org/

(Notícia recebida da Rede Cultura Infância - www.culturainfancia.org.br e http://br.groups.yahoo.com/group/culturainfancia)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Palestra com Wellington, dos Doutores da Alegria

GLOBE-SP REALIZA PALESTRA GRATUITA COM WELLINGTON NOGUEIRA DOS DOUTORES DA ALEGRIA

“A vida real como nova mídia para o artista cênico” a partir de experiências dos Doutores da Alegria acontece dia 08 de junho, segunda-feira, às 21h

Sobre Wellington Nogueira
Fundador e Coordenador Geral dos Doutores da Alegria. Ator graduado pela Academia Americana de Teatro Dramático e Musical de Nova Iorque, onde trabalhou em algumas das melhores companhias de teatro, cinema e circo. Integrou o elenco da Big Apple Circus Clown Care Unit, programa pioneiro em levar palhaços profissionais especialmente treinados para visitar crianças hospitalizadas. No Brasil realizou diversas temporadas teatrais e participações em cinema e televisão. Empreendedor social reconhecido internacionalmente como fellowship da Ashoka e líder Avina Nordeste. Em 1991 fundou o programa Doutores da Alegria.

Para saber mais sobre a palestra, acesse www.globe-sp.com


Serviço
Palestra com Wellington Nogueira

Dia - 08/06/2009 (segunda-feira)

Horário 21hs.
Local – Teatro de Bolso Molière – GLOBE-SP
Rua Capitão Prudente, 173 - Pinheiros
Fone: 11 3097 9933
Lotação - 54 lugares
Ar Condicionado
Duração - 120 min
Classificação - livre
ENTRADA FRANCA
Atenção - A bilheteria abre 1h antes do início da palestra e os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada. A palestra começa rigorosamente no horário e não será permitida a entrada após o início .

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pós-Graduação em Artes - Universidade de Brasília (online)

Arteduca: Arte, Educação e Tecnologias Contemporâneas - Edição 2009 - nova
turma

Curso de pós-graduação lato sensu
oferecido pela linha de pesquisa Arte e Tecnologia do Programa de Pós-graduação
em Artes da Universidade de Brasília.
Destinado à formação de professores e profissionais da educação, de qualquer área de conhecimento, que atuem no contexto escolar, para o planejamento e implementação de projetos relacionados com a arte e a cultura.

Os estudos e as práticas são efetivados por meio de estratégias de educação a distância, fundamentadas na auto-aprendizagem, em trabalhos colaborativos e na articulação dos estudos realizados no curso com a prática profissional dos próprios professores/ alunos matriculados no curso.
As atividades serão desenvolvidas no ambiente virtual de aprendizagem do Grupo
Arteduca, baseado na plataforma Moodle.

Mais informações poderão ser
obtidas no link a seguir ou pelo email: secretaria@arteduca .unb.br
http://www.arteduca.unb.br/inscricoes/arteduca-2009

domingo, 17 de maio de 2009

Memória em Branco e Negro - Debate 26/05/09 - SP

Memória em Branco e Negro: olhares sobre São Paulo (Editora UNESP – 1998), livro de Teresinha Bernardo, será o centro do debate no próximo dia 26 de maio, terça-feira, às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.

O livro abarca a dimensão da lembrança como fundamental para revelar um passado vivido por descendentes de africanos e italianos, nas primeiras décadas do século XX, na cidade de São Paulo. São múltiplas as cidades que vão sendo recuperadas através das lembranças, na medida em que uma mesma cidade contempla relações sociais, que também são raciais, vividas por segmentos diferentes de sua heterogênea população.

O tema interessa aos estudiosos de São Paulo e de todas as cidades, aos que se dedicam às questões de gênero, gerações e relações raciais, mas muito especialmente a todos aqueles que vivem na cidade, independentemente de sua ciência, cor, sexo e idade.

Expositora: Teresinha Bernardo, Mestre e Doutora em Ciências Sociais – PUC/SP, Antropóloga e Professora da PUC/SP

Debatedores: Márcia Merlo, Mestre e Doutora em Ciências Sociais – PUC/SP, Antropóloga, Professora da PUC/SP e da Universidade Anhembi Morumbi - UAM

Acácio Almeida, Mestre em Ciências Sociais – PUC/SP, Doutor em Sociologia - USP,
Antropólogo, Professor da PUC/SP e Vice-Coordenador da Casa das Áfricas

Mediadora: Jacy Machado Barletta, Mestre em História e Historiografia da Educação - USP, Foi Professora da rede pública de ensino e é Historiógrafa do CEDEM/UNESP

Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br

Data e horário: 26 de maio de 2009 (terça-feira) às 18h30

Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória
Praça da Sé, 108 - 1º andar - metrô Sé - (11) 3105 - 9903 - www.cedem.unesp.br

Curso para professores no Museu Lasar Segall (SP)

Lasar Segall e Grete Stern pelo âmbito de seus percursos de criação e nossas leituras
Museu Lasar Segall - Data: 23 de maio

No dia 23 de maio, o Museu Lasar Segall oferece o curso "Lasar Segall e Grete Stern pelo âmbito de seus percursos de criação e nossas leituras". Para professores que queiram se aprofundar na leitura das obras desses dois artistas e de seus processos de criação.
Serão desenvolvidas atividades nas exposições e no ateliê.

Data: Dia 23/5 (sábado), das 10h às 18h
Inscrições abertas de terça a sexta-feira das 9h00 às 18h00, somente por telefone com a área de ação educativa: 5574-7322
Evento gratuito
Rua Berta, 111 - Vila Mariana

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Curso de Danças Brasileiras no SESC - SP

Danças Brasileiras

Com base em técnicas de conscientização corporal, os participantes vivenciarão as danças e ritmos populares brasileiros tais como: coco, cacuriá, jongo, ciranda, frevo e maracatu . Serão explicitados também o contexto social em que essas manifestações acontecem. Com Professora Janaína do Núcleo Brasílica. A partir de 16 anos. Vagas limitadas. Inscrições a partir de 01/06 na central de atendimento. Sala Delta - 7ºandar.

R$ 28,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).

De 08/06 a 31/08. Segundas das 20h às 21h30.

SESC Consolação

CURSOS DE CURTA DURAÇÃO
Cursos com a duração de 3 meses, dividido em três núcleos Dança, Artes Marciais e Bem Estar.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Secretaria de cultura pra que?

Olá, amigos.
Estou organizando a MundiArt – Mostra de Artes Plásticas, que será realizada no perído16 de maio a 15 de junho de 2009, na Galeria do Instituto Cultural Brasil Estados Unidos, rua Dr. Francisco Portela, 2772, São Gonçalo – RJ.

São mais de 50 as obras que fazem parte da MundiArt – Mostra Internacional de Arte Contemporânea. A exposição tem curadoria da artista plástica e arte-educadora Lya Alves. A exposição é plural, aberta a diferentes estilos e técnicas.
Os artistas internacionais são: (Itália) Piero Ceragioli, Paolo Vitale, Carlo Volpicella, Giovanni Nappa, Imerio Rovelli, Luigi Latino, Fabio Agace, Fabiola Barna, Moreno Gerzeli, Enrico Thanhoffer ; (Argentina) Nicky Chiarello; (Polônia) Veronica Korzekwa; (México) Alfredo Linch, Mirta Beatriz Iglesias Dávila, Daniel Barreras; (U.S.A.) J.F.Bautista; (Portugal) Francisco Urbano, Jose Miguens; (Alemanha) Detlev Foth; (Bósnia e Herzegovinia) Harun Hosic; (Espanha) Jose Manuel Portillo Carnero, Mariangeles Martinez Castro; (Holanda) Jeroen Van Paasen; (Canadá) Alvis Zujevs; (Bolívia) Prisca.
A mostra conta com artistas brasileiros de 8 Estados: (Rio de Janeiro) Lya Alves, Carol Neves, Diane Vidal, Adilson Pinto, Fernanda Franco, Anna Nunes, Jéter Aguiar, Regina Guimmarães, Zenaide Azevedo, Denise Velasco, Kátia Del Cistia, Dyandréia Portugal, Paulo Alves, De Luna Freire, Cristiane França, André, Ana Tavares, Alex Suliano, Davi Baltar, Carla Verena, Angela Mello, Tânia Sant'anna, Conceição Barros; (Goiás) Yderval Britto; (Minas Gerais) Madá Papadopoulos, Márcio Carvalho, Agatha Salgado; (Paraná) Gri Alves; (São Paulo) Carlos Dias, Ângela Ferrara, Paula França; (Amazonas) Leonardo Tapajós, Marcelo Ramos; (Bahia) Carol Queiroz; (Pernambuco) Edmar Sales.

Todos estão convidados para o evento. Mas antes de irmos ao vernissage, vamos conhecer um pouco a estória da Mostra.
Inicialmente, a MundiArt seria realizada na Associação Fluminense de Belas Artes. Convidei amigos, artistas, imprensa, divulguei. Neste período, a AFBA estava numa disputa judicial com a Ampla, pelo espaço: A Ampla estava reivindicando o espaço cedido anteriormente pela CERJ. Quem tem mais dinheiro, compra o melhor advogado, e claro, a AFBA perdeu. Assim, ficou decidido que á Ampla pertencia o terreno e a AFBA, fundada em 27 de outubro de 1940, e que tem como sócios fundadores: Hamilton Sholl, Edgar Parreiras, Gerson de Azevedo Coutinho, José de Castro Botelho, Miguel R. Caplloch, Pedro Campofiorito, Dolores Márquez Caplloch, Florisbela de Castro Nogueira, Moysés Nogueira as Silva, Aluízio Valle, foi despejada. Apesar de toda a pressão feita pela imprensa, achávamos que isso não ocorreria. Então , recebo um telefonema do presidente da AFBA:“Lya, o oficial de justiça está aqui, os quadros do acervo estão na rua e estou esperando um caminhão chegar para levar. Não poderemos realizar a MundiaRt nem nenhuma programação no local.”
Iniciei uma busca por locais para a Mostra, avisei aos 53 artistas internacionais que não enviassem seus trabalhos para a MundiArt, pois o trabalho seria extraviado. Por sorte, isso foi no início de março, e como a exposição estava agendada para 8 de maio, a maioria dos artistas ainda não tinha enviado seus trabalhos. Mas a tela de Jeroen Van Paassen voltou para a Holanda porque não havia ninguém para receber no endereço da AFBA, porque estava fechada, e mesmo no correio, não conseguimos rastrear porque ele enviou por tranportadora. Mas graças à persistência do artista holandês, teremos um videoarte de Jeroen, que não desisitiu, apesar do prejuízo.
Mas, se contávamos em março com 53 artistas internacionais, ficamos apenas com 24 que não se entregaram ao medo de expor num país que despeja seus próprios artistas.
Continuei buscando espaços culturais pela cidade, visto que tudo estava bem antecipado, então Denise Velasco entrou em contato comigo. Ela estava prestes a ser nomeada superintedente de artes plásticas da Fundação de Artes de São Gonçalo (FASG) e começamos a trabalhar no projeto juntas. Ela me apresentou à recém-nomeada superintedente de artes plásticas, Lucidalva de Paula, que prontamente colocou milhões de empecilhos para a realização da MundiARt em São Gonçalo.
Fui então apresentada ao secretário de cultura Carlos Ney, que aprovou o projeto imediatamente. Enviei então e-mail a todos os artistas nacionais e internacionais, e á imprensa, um novo release com novo endereço e nova data e mandamos fazer os convites e folders. Isto foi em 13 de abril. Então no dia 29 de abril Denise Velasco me liga avisando que a MundiArt foi cancelada porque houve um problema jurídico e a nomeação dela também não saiu. Após conseguir patrocínio para paisagismo, coquetel, luz, e decoração para o vernissage, Denise disse que houve uma denúncia de que as inscrições para a MundiARt foram cobradas. Marquei reunião na FASG no dia seguinte.fiquei lá de 10:00 horas até 21:00 horas, fui em todos os gabinetes, falei com tantos quantos pude falar:subsecretários, secretários, etc...e nada . fui chamada de estelionatária, 171, e mais uma série humilhações passei, inclusive a ameaça de ser processada. Engraçado que a superintendente dedica seu tempo quase integralmente a realizar feiras de artesanato pela FASG, recebendo dinheiro pelo aluguel das suas barracas para os eventos, mas isto pode...
No dia 4, mais uma reunião estilo via-crúcis com o secretário Carlos Ney, que me explicou o problema jurídico que havia: terceiros não podem ganhar dinheiro com espaços públicos. Explicou-me a falha de comunicação pois ele entendeu que era um grupo de artistas e não sabia que a inscrição era paga, e por este motivo a exposição deveria ser cancelada- a 11 dias do evento. Nunca escondi nada e o regulamento estava no site, publicamente. As inscrições eram para cobrir as despesas do evento(convites, banners, folders, telefone, criação manutenção de site do evento)e, lógico, o trabalho de três meses que realizei sozinha. Tentamos junto ao departamento jurídico um alternativa para solucionar o problema, visto que a MundiARt não foi planejada para a FASG, mas para a AFBA, e a FASG estaria apenas cedendo espaço para o trabalho, sem nenhum ônus para a insttituição e eu tampouco conhecia as regras do local. A superintendente Lucidalva, que já havia mencionado a possibilidade de um processo, disse que se isto viesse à tona os danos seriam muito maiores. Eu perguntei:”e quem denunciaria, se só você pode provar?”-A “prova do crime” em questão era uma cópia do regulamento retirada do meu site.”eu reitrei a página do site assim que você falou que era problema, dias atrás”.mas ela não quis aceitar, como observamos desde o primeiro contato. Denise Velasco havia redigido um ofício à prefeitura isentando a prefeitura de toda a responsabilidade pela MundiARt, mas não resolveu. O documento incluía a obsevação de que os aristas internacionais não pagaram taxa de inscrição, e somente os nacionais arcaram com esta despesa, excluindo um artista que faz trabalho voluntário. O secretário leu o documento e falou que ia levar ao setor jurídico para avaliação, porque isto poderia atenuar os problemas.A superintendente começou a levantar outra questão: e se os quadros forem roubados ou danificados?como a FASG arcaria com esta responsailidade? Expliquei que na ficha de inscrição havia um termo onde o artista não responsabilizaria a prdução do evento por nenhum ano:roubo, incêndio, etc.Ela insistiu que os quadros deviam ter seguros e deviam ser registrados antes da exposição. Eu, Denise e o secretário concordamos que não é comum artistas fazerem seguro de seus quadros porque isto onera o artista, anão ser para artistas de quadros de valor elevadíssimo. Bem, a ex-presidente do sindicato dos artesãos (Lucidalva) começou a levantar esta questão de maneira muito estranha.
O secretário pediu que ligássemos para o ICBEU, onde agendamos a segunda edição da mostra e tentássemos fazer lá, na mesma data. Estávamos a 11 dias da mostra. Convites e folders(caros) jogados fora. Ligamos para o ICBEU e na mesma hora a diretora nos recebeu de portas abertas e com enorme alegria em sua belíssima galeria.
O secretário pediu apenas que, uma vez que o ICBEU abriu as portas, esperássemos até o dia seguinte para a decisão do jurídico. Eu falei que não queria mais tratar com a FASG porque quem ia me garantir que faltando menos dias para o evento, não seria cancelado de novo? Será que não basta sujar a imagem do paia lá fora? E a minha aqui dentro?
A julgar pela postura da superitendente Lucidalva, era certo esperar por isso. Mesmo porque ela mesma me apresentou quadros que foram danificados em eventos da FASG, e eu presenciei uma artista reclamando de como foi maltratada pela superintendente e também que uma tela sua foi rasgada. Se Lucidalva estava insinuando que os trabalhos poderiam ser danificados, era melhor acreditar...contra fatos não há argumentos. Se a MundiARt ia sair a custo zero para a Prefeitura, podia sair pra mim a um preço muito caro.
Nestes dias de reuniões e espera de muitas horas para ser atendida, presenciei muitas cenas: uma recepcionista da FASG horrorizada porque a superintendente Lucidalva atendeu um artista aos berros só porque ele pediu para falar com Denise Velasco(que ainda não foi nomeada, e talvez não seja, afinal, ela trabalha muito...). Presenciei a superintendente ter mais força do que o secretário por motivos políticos. E também o descontentamento dos artistas de São Gonçalo que não podem contar mais com a Secretaria de Cultura, que outrora funcionava tão brilhantemente.
Além disso, oque corre á boca miúda nos corredores é que “A FASG, antes de ser um local de cultura, é um órgão político”.

Então hoje, saiu a resposta do departamento jurídico: “não”. Eu já esperava por isso. Mas confesso que achei que tinha terminado por aí.
Mas Denise perguntou:”como vamos fazer com as pessoas que vão para lá?O evento foi muito divulgado no Brasil todo, não apenas na cidade!!Como vamos enviar as pessoas da Casa das Artes para o ICBEU?”
A resposta que ouviu: “Então vamos aproveitar a oportunidade e criar um evento no dia, assim, quando as pessoas chegarem, não precisarão ir à MundiArt.”
De fato, não acabou. Quem sabe eles arrumam um pretexto para me processar até lá? Denise ainda não foi nomeada, “será que será”...? Aguardem cenas do próximo capítulo.

Peço perdão pelo longo e-mail.
Aqueles que se sentiram indignados com a Fundação de Artes de São Gonçalo-RJ, por favor encaminhem repassem este e-mail para seus amigos e para o gabinete da Prefeita de São Gonçalo, a fim de que esta tome conhecimento de como os artistas de São Gonçalo estão sendo desrespeitados no município:

evaniagpb@ig.com.br

Atenciosamente
Lya Alves
www.intercambioculturalarts.com